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Marinho Pinto e os cavalos de corrida

por John Wolf, em 29.05.14

É bom que os portugueses se começem a habituar. Acho muito bem que apareçam políticos "excêntricos" para abalar as mentes conservadoras dos partidos e  daqueles que julgam que detêm o exclusivo das prerrogativas democráticas. Não julguem por um instante que Marinho Pinto preenche as minhas medidas, mas defendo o princípio de que, todo e qualquer cidadão, "desreferenciado e sem cartão de sócio", se possa fazer ao piso da política. A falsa alternativa de mudança será voltar a apostar nos mesmos cavalos de corrida, gastos e cheios de vícios. 

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publicado às 08:58

"Quando a fome se junta à vontade de comer"

por Pedro Quartin Graça, em 26.12.13

Fixem esta data. Será no dia 20 de janeiro, 2ª feira, em prime time, que as coisas vão acontecer. Na sede da "barriga de aluguer" de circunstância preparam-se já as garrafas do melhor champagne para o, por enquanto ainda distante dia de Maio, em que, pretensamente, se fará a festa. A primeira de duas, é certo, mas há que ter calma porque a outra tem data marcada mas apenas para 2015. Por ora anuncia-se, somente, um providencial "renascer" circunstancialmente burilado no "país das mornas". Mas, previdentes, há quem faça já contas de cabeça. É o caso do segundo da lista, "a cabeça pensante" da candidatura, um homem que, apesar dos sistemáticos fracassos, continua a achar que nasceu iluminado "e tem jeito para a política". A "comunhão de princípios" foi, claro está, e desde o início, "total", ou não fosse a vontade de servir a nação comum a ambas as partes e as duas terem uma enorme capacidade de saber "ler nas estrelas". A verdade é que um não pode ser esquecido e o outro gosta de não se fazer esquecer. A comunhão perfeita, em suma.

Com tanta sofreguidão o que os comensais esquecem é que, quando se quer deglutir tudo de uma vez, o mais certo é que dê indigestão. 

É o nosso Portugal e ninguém, mas mesmo ninguém, levará a mal. E vamos andando...

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publicado às 19:44

Maria Teixeira Alves defende Marinho, o naturalista

por José Maria Barcia, em 30.05.13

Maria Teixeira Alves e a defesa da posição contra a co-adopção:

 

 

Fantástico o testemunho de Pedro Madeira Rodrigues no Prós e Contras, que adoptou uma criança tendo já imensos filhos biológicos.
Quero aqui elogiar também a intervenção do Bastonário da OA, Marinho Pinto, e do director do Refúgio Aboim Ascensão, Luís Villas-Boas.


É preciso um pai e uma mãe.

Os óvulos são das mulheres e espermatozóides são dos homens. 

Esta é uma lei fraudulenta por convida a contornar a lei que proibe a adopção por homossexuais. 

Vocês querem fazer experimentalismo social.

 

Grande Marinho Pinto!



Ora, diz-me com quem te dás...


Maria Teixeira Alves caminha a passos largos, pulos até, para um prémio - se não existe que se faça - para a personalidade mais retrógada da blogosfera.

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publicado às 12:13

Ó Marinho, viva a Natureza, pá!

por José Maria Barcia, em 29.05.13

Proponho-me a analisar da forma mais imparcial e académica possível o texto de Marinho Pinto. A bold e entre parentesis as minhas singelas considerações.

 

 

 

A única coisa perfeita que existe é a Natureza (quem não adora um bom terramoto, de vez em quando); a única coisa verdadeiramente harmoniosa é a forma como a Natureza ordenou as coisas e os seres (diz isso a quem está por baixo da cadeia alimentar); a única coisa verdadeiramente bela é a Ordem com que a Natureza se rege (a lei do mais forte é uma coisa linda). Ao contemplar a Natureza, fico sempre deslumbrado, inebriado, e nunca me canso de exaltar a sua beleza, a sua harmonia, a sua perfeição (as doenças, como o cancro, são naturais e perfeitas, claro está) . Por isso respeito religiosamente a Ordem por que se rege o mundo natural.

 

Não se trata de uma ordem fixada por uma qualquer divindade ou demiurgo, mas sim de uma ordenação que resulta da evolução da matéria ao longo de milhares de milhões de anos. Sim, essa matéria de que é feito tudo o que existe, incluindo os próprios seres humanos. Nessa Ordem tudo está meticulosamente organizado e nada foi deixado ao acaso. No mundo natural faz-se tudo o que é necessário fazer e nada se improvisa (estuda mais, Marinho. Vê o conceito de selecção natural). A sua harmonia deve-se afinal a um sentido, a uma estratégia, que preside a esse movimento evolutivo. Na terra, como no universo, a evolução da matéria faz-se sempre no sentido da perfeição (complexidade) (errado, faz-se no sentido da adapção. Ou achas que um elefante gosta de ter uma tromba na cara?). A matéria evolui sempre para níveis cada vez mais complexos de organização. A vida, tal como existe neste minúsculo ponto perdido nas imensidões cósmicas, é, desde as primeiras moléculas de aminoácidos até hoje, o resultado dessa evolução, ou melhor, corresponde a uma fase dessa evolução. O ser humano é a expressão mais avançada (complexa) de organização da matéria. O grau mais complexo (perfeito) de organização da matéria que se conhece em todo o Universo está no cérebro humano. Em nenhum outro ponto do cosmos a matéria atingiu - que se saiba - um nível tão perfeito, tão harmonioso, tão complexo de organização como na cabeça do ser humano (tu conheces este planeta e de perfeito não tem nada).

 

No mundo natural (em oposição ao mundo não-natural, normalmente habitado por gays), a evolução dos seres vivos faz-se de acordo com estratégias específicas de sobrevivência, visando a continuação das espécies através da reprodução dos seus espécimes. As regras terríveis da seleção natural (não fales do que não sabes, vais-te enterrar) existem para, eliminando os espécimes mais fracos, fortalecer cada espécie. Como demonstrou Charles Darwin, a vida é a luta pela vida. A sobrevivência de cada ser vivo, como de cada espécie, impõe métodos que, por vezes, nos impressionavam pela sua aparente crueldade (eu avisei-te...).

 

O astrofísico Hubert Reeves escreveu, em "Um pouco mais de azul" (livro cujo título homenageia Mário de Sá Carneiro), um texto maravilhoso que cito de memória: uma mulher belíssima está deitada na cama com o corpo nu envolvido parcialmente por lençóis de cetim branco. A janela meio aberta deixa entrar uma brisa ligeira que agita levemente as cortinas. A um canto, um disco esquecido solta os acordes maravilhosos de uma sinfonia de Mozart. Uma luz difusa inunda suavemente todo aquele ambiente de paz e de tranquilidade. O rosto da mulher é a imagem do amor e da felicidade. Porém, dentro dela, no interior do seu corpo, alheios a tudo isso, mais de 200 milhões de seres lutam desesperadamente pela sobrevivência que só um poderá alcançar. Ela acabara de fazer amor (já dizia o MEC, o amor é fodido).

 

Como diz Reeves, a vida implica todos os níveis do real e, por isso, é que o momento mais belo na vida de qualquer ser humano é aquele em que ele é retirado todo sujo da vagina ensanguentada de uma mulher ou então arrancado da sua barriga esventrada por uma cesariana e é exibido triunfantemente à mãe que o pariu (esse momento não é nada bonito, chega a ser nojento, às vezes). E esse momento é belo porque é nesse instante que aquele monstrinho sujo, enrugado, roxo e disforme passa de feto a pessoa, ou seja, adquire personalidade jurídica (é impressão minha ou acabaste de defender o aborto?) e torna-se sujeito de direitos e de deveres ou, se quisermos, passa a ser um centro autónomo de imputações. É assim que nasce um ser humano (pensava que era com  uma cegonha, obrigado Marinho, por me elucidares). E esse momento é belo também porque a mulher que berrava de dores passa a rir-se de alegria e beija pela primeira vez esse filho (em outras espécies animais, as mães são ainda mais autênticas pois lambem demoradamente os recém-nascidos). Esse momento é belo, sobretudo, porque é o instante em que as dores da vida se metamorfoseiam na felicidade apoteótica da maternidade e da paternidade.

Eu lembro-me bem desse momento. Nunca esquecerei o momento em que nasci e, sobretudo, nunca esquecerei o primeiro beijo que a minha mãe me deu - quase moribunda por me ter parido (tens boa memória).

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publicado às 16:27

O Rambo da Justiça

por João Pinto Bastos, em 28.09.12

"Para mim, entendo que seria um ato de higiene, de cidadania, haver uma mudança, não só dela mas de todo o Governo (...) Eu tenho dito que o próprio primeiro-ministro já não lidera o Governo, já não lidera o partido, já não lidera o país, mas isso é uma questão política e eu não quero intervir directamente no debate político."


António Marinho e Pinto

 

Um acto de higiene seria, isso sim, Marinho e Pinto abster-se de proferir comentários eivados de ressentimento, amargor e fel, cujos destinatários são invariavelmente todos aqueles que não alinham no diapasão poujadista a que nos tem repetidamente habituado. O foguetório marinhista, além de gasto e tedioso, não oferece já - se é que alguma vez ofereceu - qualquer tipo de credibilidade ao argumentário que faz da reforma da Justiça o seu húmus. Fazer do desempenho de um cargo com óbvias repercussões públicas - e políticas - um  exercício pífio de notoriedade assente na necedade permanente, é, acima de tudo, desprestigiar um sector cuja descredibilização atingiu há muito o zénite. 

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publicado às 00:54

Crónicas da decadência anunciada

por Samuel de Paiva Pires, em 01.06.09

Embora ache que o episódio com Manuela Moura Guedes foi bastante infeliz, de parte a parte, assisto agora a este Prós e Contrar com Marinho Pinto e demais representantes das diversas facções dentro da Ordem dos Advogados. Goste-se ou não, Marinho Pinto é um homem que parece pautar-se pela procura pela verdade, da justiça e transparência, independentemente do estilo mais ou menos agressivo, consoante os gostos. Não posso, no entanto, deixar de me questionar se este tipo de discussão a que estamos a assistir neste momento é favorável ou prejudicial à democracia. A juntar à baixaria que é genericamente o debate político, com constantes lavagens de roupa suja, vêm agora também os advogados lavar a roupa suja. Não se augura nada de bom.

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publicado às 23:28






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