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Afinal, a visita de "solidariedade" foi uma boa desculpa para tentar sacar dinheiro aos timorenses. A figura que ousa sentar-se na cadeira que um dia pertenceu a D. João II, está em Timor. Num país onde tudo falta, desde casas, estradas, água potável e electricidade, escolas, transportes e hospitais, até aos sapatos, roupas e comida para a população, temos um sugador de dezassete milhões anuais que lá desembarca de olhos em bico no Fundo do Petróleo, o pé de meia timorense. Nem sequer conseguem disfarçar, remetendo estes assuntos para as chancelarias? Uma vergonha a somar a centenas de outras. Os timorenses que tenham a maior da atenção a quem confiam as suas poupanças.
Para cúmulo, ainda tem o descaramento de dizer que a compra de títulos da dívida portuguesa não o "choca". Claro que não o choca, como também não o chocam certos eventos e espargatas financeiras em que os seus próximos de anos a fio estão envolvidos até aos cabelos. Chocados estamos nós com este despudor, falta de nível e supina rapacidade de quem não soube - ou talvez tenha sabido? - administrar "dúzias de frotas da pimenta das Índias e do ouro brasileiro" que aqui chegaram sob a forma de fundos da então CEE.
Não é para isto que serve um Chefe de Estado de Portugal.
O comensalão quer convencer Matan Ruak, talvez pensando ser este um dos matarruanos com que habitualmente lida. Ele que pergunte aos generais indonésios e logo ficará informado acerca das credenciais e determinação do Excelentíssimo Senhor Presidente da República de Timor-Leste. Não existe comparação possível.