Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Contra o ambiente anti-científico

por Samuel de Paiva Pires, em 28.04.18

Esta entrevista deveria estar afixada por todo o país ou mesmo pelo mundo. Não só pelo que diz respeito às fraudes das terapias alternativas, mas especialmente pelo diagnóstico lapidar de um certo ambiente anti-científico e anti-intelectual (reflectido, por exemplo, no movimento anti-vacinas), de rejeição da autoridade da tradição científica em áreas em que ela, ainda que imperfeita e com muitas incertezas (como é característico da ciência), é a melhor forma de interpretação e compreensão de diversos fenómenos e processos e, no caso da saúde, de tratamento dos seres humanos. Eric Voegelin escreveu que “Quando a episteme é arruinada, os homens não deixam de falar acerca da política; mas agora têm de se expressar no modo da doxa." Substituam "política" por "ciência" ou "saúde" e começarão a vislumbrar como pode ser perigoso para o nosso futuro colectivo aplicar ideais de democratização e rejeição da autoridade onde estes não devem ser aplicados.

 

(também publicado aqui.)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:15

Acesso à inovação terapêutica

por Regina da Cruz, em 09.10.13

Em Portugal os doentes, por questões economicistas, estão a ser privados de usufruirem de tratamentos inovadores. É tão simples como isto e é inacreditável ao que chegamos. Atingiu-se um ponto que eu jamais imaginei que pudesse ser possível atingir, como se tivéssemos andado estes anos todos a subir lentamente uma escada, degrau a degrau, e agora decidíssemos, cega e abruptamente, voltar atrás e deitar fora o trabalho e investimento de anos. É uma verdadeira regressão civilizacional!

 

Estamos a viver num tempo em que reina a arbitrariedade, a confusão, o descaramento. A inversão de valores, ou mesmo a sua perda, é total. Portugal está a afastar-se a passos larguíssimos dos padrões mínimos que permitem classificá-lo como civilizado. Curioso como as decisões erradas deste governo contribuíram para que este país se tornasse ingovernável. Sinto um país abandonado à sua sorte.

 

Para onde vai o dinheiro dos impostos?! Onde está a ser gasto o rio de dinheiro que todos os dias os portugueses enviam com sacrifício para os cofres do Estado? Que sorvedouro, que buraco negro é esse que suga e destrói os recursos que os portugueses saudáveis enviam para o estado na inocência de supor que quando um concidadão necessitar de tratamento, será tratado, sem olhar a folhas de excel?! Não foram os gastos com a saúde que trouxeram Portugal à bancarrota! Não foram os médicos que destruíram este país! Não foram, sobretudo, os doentes, que trouxeram o país à falência financeira e moral, não!

 

Parem, por favor, eu peço aos responsáveis políticos, secretários de estado, ministros,  administradores hospitalares e gente que pouco conhece de doenças (nem como tratá-las!) que por favor, parem com esta sacanice, parem de fazer pouco de quem não tem condições físicas para se defender. Já que vocês são tão fortes e poderosos, tão musculados com os fracos, metam-se com alguém do vosso tamanho, com a vossa força e com o vosso bom estado de saúde; metam-se, por exemplo, com os accionistas e ex-dirigentes do BPN, da SLN, com os que usufruem de reformas milionárias para as quais nunca descontaram; metam-se com aqueles que estão reformados do estado mas continuam a trabalhar; metam-se com os que acumulam regalias do estado, com os senhores das fundações e dos institutos que não sabemos bem o que fazem nem para que servem; metam-se com certos grupos de interesse que impedem a competitividade e encarecem a vida aos portugueses; metam-se com os juízes do tribunal constitucional! Metam-se, em última análise, com toda essa gente do aparelho do estado que está de boa saúde e que, para continuar a alimentar o seu estilo de vida não se importa que haja alguém a passar fome ou ameaçado de morte por uma doença, que tem tratamento, mas simplesmente não em Portugal.

 

Metam-se com este mundo e com o outro mas por favor, deixem os doentes em paz.

 

(Fiquem com esta notícia, que já tem quase 1 ano, mas continua actualíssima e é só a pontinha do iceberg... Desde o início do ano, como devem imaginar - ou não! - já muita água passou debaixo da ponte. Como vocês merecem, eu vou-vos pondo a par.)

 

ps.: pelos vistos, acabo de ser informada, o primeiro ministro esteve na tv a responder a umas perguntas... ele que venha aqui ao blog e responda às muitas perguntas que eu tenho vindo a fazer; olha, até pode começar por estas que eu fiz aqui em cima...

tá bem, tá...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:09






Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas