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Viagens na minha Terra

por Cristina Ribeiro, em 13.05.14

Em Moura encontrámos, na freguesia de S. João Baptista, a mais antiga mouraria da península ibérica: três ruas, de acentuado declive, com casas todas elas caiadas, todas elas com a mesma traça, e todas elas da mesma altura, ricamente floridas.
Ali perto, no cimo de uma colina, o castelo. Não admira, pois, que, nas imediações deste, várias equipas de arqueólogos tenham descoberto extenso campo de ruínas maioritariamente árabes, tendo no entanto reconhecido alguns vestígios romanos e ainda, posteriores no tempo, indícios de ocupação paleocristã, como o de uma igreja de Santiago.
Uma beleza, Moura; o Alentejo! E maiores os lamentos ao lembrarmos o trabalho - pleno de êxito esse trabalho! - de descaracterização do que já foi considerado o maior dos jardins de Portugal - o Minho. O Minho devastado pela infernal proliferação de casas " tipo maison ". Sem que possamos acometer o maior quinhão de culpa aos que nelas vivem. Os culpados maiores estão há muito identificados: os arquitectos camarários, e demais responsáveis, pois claro.
E com esta terra " que Deus nos deu "!...; pérolas a porcos!

publicado às 20:01

 

foi, sem dúvida, o que de mau fizeram à vila onde nasci; tanto, que agora só lá vou de passagem, a caminho da cidade. Pois na minha adolescência era um destino de eleição, e tarde em que não chovesse, lá estava eu, com amigos, a caminho do parque, descendo a avenida que levava ao parque banhado pelo Rio Ave.

Linda que ela era - de um lado o parque de campismo, tão aprazível, que estava sempre cheio, de portugueses e estrangeiros, do outro a piscina pública, aonde acorríamos mal o tempo permitisse. Local privilegiado para o encontro de todos nós que fazíamos daquele um verdadeiro " passeio alegre ".

Continua a haver um parque de campismo e uma piscina, mas o encanto que ainda conheci, esse foi-se, sem retorno: com a febre das construções, estragaram a nossa avenida. Prédios cor-de-rosa, a conspurcar aquela beleza natural. Criminosos, quem o permitiu...

publicado às 23:36

Ao olhar este campo.

por Cristina Ribeiro, em 29.05.09

 

lavrado, gradado, e com as sementes do milho na terra já - ao lado, os lavradores foram mais expeditos, e já se vêem as plantas verdes, numa corrida desenfreada, para que nelas surja e cresça a espiga que o sol há-de dourar -, mais uma vez o lamento de quem vê, quase de ano para ano, esta paisagem tão nossa a ficar aceleradamente com menor espaço, e a ser substituída pela aridez do betão, que, até há não muito tempo, lhe era estranha. E a minha irmã, que ouve este queixume, lembra o tempo, não distante, em que estes pedaços eram continuados, em extensões de terra cultivada, onde os olhos descansavam, naquele que era o resultado de um trabalho gostoso - via-se no olhar dos camponeses, adivinhava-se nas suas palavras felizes - .

Pedaços que persistem, apesar dos pesares, por teimosia de alguns que lutam para que este Minho não desapareça na uniformidade a que muitos querem ver Portugal reduzido...

publicado às 22:11

É um lugar lindo. Calcorreei-o muitas vezes,

por Cristina Ribeiro, em 30.04.09

 

quando, quase todos os Domingos, subia, com irmãos e amigos, o monte do Sameiro.

Há alguns anos " plantaram ", num atentado sem nome, fora de todos os cânones estéticos, agredindo o que de pitoresco ele guardava, uma casa sem o mínimo das características que foram as nossas, e que -Haja Deus! -aqui e ali se vão recuperando. E pintaram-na de uma cor que parecia improvável.

E nem os muitos malmequeres, jarros ou lírios escondem o mal que ali fizeram nascer.

publicado às 01:37

 com um livro, junto daquele ribeiro- do Carvalhal, disseram-; olhava à minha volta e via campos verdes, prontos para receberem as sementeiras que se aproximam, as vinhas recém enxertadas, os carvalhos que começam, muito lentamente, a adquirir nova folhagem, para substituir a que o Outono lhes levou, e toda esta frescura de paisagem, a fazer lembrar as gravuras antigas de um Minho Pitoresco, contrastando com o caos de construções que assola uma aldeia, que ainda lembro de ver sem as marcas da malfazeja intervenção humana, que parece só ficar satisfeita quando tudo estraga;  mais crescia a revolta...

 

publicado às 19:04

"Verdes são os campos"

por Cristina Ribeiro, em 28.03.08
 
É o que me apetece cantar hoje, como Camões!
Mas o verde destes campos é mais da cor da lima, do que do limão, resultado da chuva que tem caído nos últimos dias.
Aqui, juntinho da Falperra, no termo do concelho de Guimarães, onde, no interior da aldeia, longe da Estrada Municipal, ainda se encontram pedaços daquele "Minho Pitoresco", os carvalhos já se cobriram de folhas nos mais variados tons desse verde. Tão lindo que é o caminho onde outrora se acoitava Zé do Telhado...
Pena é que os nossos autarcas, mancomunados com os depredadores da construção civil, estejam apostados, numa luta desigual, em destruir esta generosidade da Natureza...

publicado às 11:53






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