Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mísseis e moções de censura

por John Wolf, em 04.04.13

António José Seguro e o seu corpo de intervenção socialista já não esconde a sua ânsia pelo poder. Os rapazes e raparigas estão a roer as unhas à espera que os 13 eleitos do Tribunal Constitucional (TC) puxem o gatilho do canhão orçamental. Aguardam a detonação da principal ferramenta de trabalho do governo de coligação. Estão à espera que sejam outros a mandá-los embora. Os suplentes querem assaltar o governo custe o que custar, com as armas caducas que têm à mão. O líder da oposição, faz-me lembrar um tal de Correia do Norte - o Kim Jong UN -, que também anda a brincar às moções. Aos tiros com balas perdidas na retórica, que vão acertando em cheio num campo minado por propostas vazias. Portugal está preso entre a espada e a parede. Nem sequer podemos designar esta competição pelo poder como algo polarizador, nuclear, que envolva protões e electrões. A ciência em causa é tão básica que nem pode ser designada por tal. Os socialistas nunca serão o oposto do governo que se encontra em funções. Serão uma especie de mesma coisa. E este estado de alma gerou um estado político vegetariano. Um pacote de chatices que nem é peixe nem é carne - é uma bizarria. A brincadeira está a sair cara a cada um dos Portugueses que já não têm cartolina, nem carteira para jogatinas. Já bastava a austeridade em forma genérica, para agora termos de engolir estas ampolas de atrasados mentais. Por outro lado, sabemos que faz parte da matriz nacional nunca dar o braço a torcer. O que se está a passar é um desgaste que até Kim Jong Un seria incapaz de provocar. A intransigência de parte a parte, do governo e da oposição, faz parte de um quadro mental preocupante de convencimento arrogante, de teimosia política que é inimiga visceral do interesse colectivo. Um consenso para a salvação nacional é algo que não conheceremos nesta península. A moção de censura foi uma jogada sem efeito, uma demonstração de um retumbante zero. Se o TC chumbar o Orçamento de Estado, o PS poderá afirmar que nada teve a ver com a queda do governo, e que por acaso estava na vizinhança e decidiu dar um jeito. Um jeito muito semelhante ao mau jeito dado pelo governo que ainda se encontra em funções. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:38

Para Cipriotizar e Italianizar Portugal

por joshua, em 04.04.13

Ontem, o PS resolveu fazer a triste figura de ruptura dúbia com este Memorando. Um Memorando desactualizado, evolutivo, agravado, mal ajustado aos dados e variáveis do presente? Não importa. É o que há. A palavra foi dada. A versão inicial foi negociada e subscrita por ele. Na verdade, o PS é, ele mesmo, tal como o Governo, um problema nacional e não atina no caminho, sobretudo agora que António José Seguro, acossado pela facção devorista, parisiense, pentelhista, se viu compelido a derramar palavras de capitulação e desistência do compromisso assumido sob a forma de uma emoção de censura muito mal armadilhada, talhada para paradoxalmente fortalecer o Executivo.

 

Objectivo? Eleições. Ser Governo. Ser Governo imediatamente. Ser Governo para piorar tudo, cipriotizando Portugal, deitando a perder o que de aproveitável teve o caminho percorrido no sentido do saneamento integral das contas públicas. Claro que a componente social deste Ajustamento é uma merda. Porém, até isso estava no papel. Nunca seria um mar de rosas. O Governo garantiu que fosse um mar de espinhos para além dos espinhos e abrolhos da Troyka.

 

Foi ontem assumido que este PS quer renegociar tudo. Tirando os partidos utópicos e fantasistas da Esquerda Com Medo de Governar, quem o acompanha neste desiderato? Que outro País intervencionado aparece a falar igualmente grosso e igualmente a cantar de galo? A Grécia? Chipre? Irlanda? Pratica Hollande o que prometera antes de ser eleito, ou pelo contrario, austeritariza ele ao máximo toda a sua margem de decisão política?

 

O PS é terrível com números. Coisas assim atiradas ao vento, hesitantes por carta para Troyka ler, assumidas às claras no Circo Parlamentar, como renegociar metas, renegociar prazos e renegociar a dívida pública têm [ou teriam], do lado de lá troykista da negociação, que acolhimento ou beneplácito? Abaixo de zero, creio. O labirinto renegocionista do PS parece tão mau ou pior que o labirinto recessivo por onde caminha o zeloso Governo capataz dos credores, porque sem alternativa. Nestas coisas, à parte fraca não convém dar parte de fraco. E o PS fraqueja, demagogiza, joga o piroso jogo do pão circense das facilidades impossíveis.

 

Mas está aí a luta por um Memorando II por parte do PS. Pode esse desejo e disposição ir a votos em breve? Poder, pode. Seria uma imbecilidade, uma perda de tempo, italianizar o espectro político-partidário representado no Parlamento, recomeçar a reaprendizagem dos dossiês, começar tudo de novo, sabe Deus quando. De resto, não é nada líquido que a Troyka sintonizasse pelo desejo de renegociação do Memorando Novo em que o secretário-geral do PS labora: com outro documento, arrostaríamos mais do mesmo ou até pior, não fosse Chipre o exemplo mais drástico e profiláctico. Já não imaginamos o que se passa na cabeça da trágica Europa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:02


No meio do muito ruído que vai por aí a respeito da moção de censura do BE, e obviamente concordando com o Pedro, saliento alguns pontos:

 

1 - Mérito para Louçã. Nunca foi tão atacado ad hominem como nos últimos dias. Pode ser uma criança, teimoso, ideologicamente preconceituoso, intelectualmente desonesto e enviesado e ter tendências autoritárias (mesmo totalitaristas). É verdade. Foi oportunista e excessivamente tacticista. Talvez se tenha precipitado inadvertidamente. É tudo verdade. Mas conseguiu recuperar do desaire do apoio a Manuel Alegre, marcar indubitavelmente a agenda (gostei particularmente do argumento de certos militantes do PSD, que acham que por este ser um partido maior que o BE, que não tem que andar a reboque deste, como se o tamanho de um partido tivesse alguma relação causal com o agenda setting, ou não sejam os jornalistas portugueses, na generalidade, alinhados com o BE e PS), e mostrar verdadeiramente as intenções de todos os partidos e actores relevantes - começando, agora, a capitalizar com estas.

 

2 - José Sócrates, sempre ele, continua a resistir a tudo e todos. Melhor, tem encontrado no PSD de Passos Coelho um grande aliado, mesmo passando a vida a enxovalhá-lo, como se viu no fim-de-semana que passou. Começa, até, a ter uma certa aura de invencibilidade, pois que todos parecem ter medo de o enfrentar em eleições.

 

3 - Saem mal na fotografia o PSD e o CDS. Demonstraram não estar assim tão preocupados com o país. De salientar a incoerência de Paulo Portas, que se primeiro se escudou na necessidade de conhecer o texto da moção, agora já veio dizer que o CDS irá abster-se - ainda sem conhecer o texto da moção, texto este que, como aqui escrevi, poderia dizer as maiores alarvidades do mundo que nada aconteceria para além do único resultado prático que seria a queda do governo -, e a falta de coragem de Passos Coelho, que a continuar a salvar José Sócrates como tem feito, corre sérios riscos de começar a ver a sua liderança do PSD ameaçada. Até porque, por tudo o que António Balbino Caldeira já explicou, será praticamente impossível a aprovação de uma moção de censura no parlamento - a não ser que, Passos Coelho e Paulo Portas consigam negociar um altamente improvável acordo com Jerónimo de Sousa.

 

4 - Muitas razões há para que se acabe com o consulado Sócrates assim que possível. Pelo tal interesse nacional, de que este se apropriou indevidamente. Álvaro Santos Pereira, Pinho Cardão (via Blasfémias), e Rui Crull Tabosa demonstram-nas com particular acuidade. O discurso do PSD deveria, na verdade, ter sido do género do que Ricardo G. Francisco recomendou. E a conclusão mais acertada e mais simples que há a retirar de toda esta novela é, sem dúvida, a de Tiago Loureiro: «Esta esquerda sectária e fundamentalista que habita num cantinho em S. Bento prova que a chave para a necessária queda do governo não está numa qualquer moção de censura. Está em Belém.»

 

5 - Perdeu-se uma oportunidade de ouro, com o BE a colocar-se como refém da sua moção de censura e em que se poderia ter dado a estocada final neste desgoverno. Perdemos todos. É pena. Os juros da dívida externa continuam a aumentar, o Estado continua sem ser reformado e reestruturado, a carga fiscal continua a ser brutal, a economia continua a contrair. Continuamos a caminho da tragédia do ano. Mas está tudo bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:13

E que tal acertarem uma vez que seja...?

por Pedro Quartin Graça, em 15.02.11


No passado dia 10 de Fevereiro, escrevemos neste mesmo blog:

Louça foi fortemente derrotado nas Presidenciais por força do apoio do BE ao "Poeta de Argel". Encurralado à esquerda e perante a ameaça da moção de censura do PCP que fragilizava o seu espaço político, antecipou-se e lançou a sua. Está evidentemente condenada ao fracasso com os previsíveis votos a favor do próprio Bloco, contra do PS e a abstenção das restantes bancadas. Mas, fundamentalmente, e esse era o seu objectivo fundamental, cria uma inesperada dor de cabeça a Pedro Passos Coelho. E isto porque o desgasta por força da incompreensão que existirá em alguns dos seus potenciais votantes perante a previsível posição de voto do PSD. Não mata, é certo, mas mói. E, moendo, desgasta o PSD. No fundo o BE está a fazer um favor ao PS. Concertado ou não, Sócrates agradece esta clara demonstração de solidariedade. Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos. Decididamente o Verão vai ser quente!

Nos últimos dias os factos dão-nos razão: CDS, primeiro, e PSD, hoje, anunciaram que se vão abster na votação da moção de censura do BE. Só falta mesmo saber a posiçao do PCP e do PEV para que o ramalhete fique completo. Não garanto acertar a 100%, mas vamos ver.

Era previsível? Pois era. Mas a verdade é que ninguém acertou. Agora é fácil falar.

Fico a aguardar os simpáticos e bem pagos convites para "paineleiro" ou "comentador encartado" porque muitos dos que para aí polulam nos media não acertam mesmo uma... É que em tempos de crise e com muito menos dinheiro na carteira dava mesmo muito jeito!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:46

Coisas que o pessoal da S. Caetano teima em não perceber

por Samuel de Paiva Pires, em 14.02.11

 

(Otto von Bismarck, imagem tirada daqui)

 

E com essa teimosia, deixar Sócrates continuar a levar o país ainda mais para o abismo. Recomenda-se que se deixem de tentativas de ganhar tempo através de pretensas divisões ideológicas (o texto da moção até pode dizer que Marx está vivo e que Lenine nos vai governar. Até pode dizer que Estaline é Deus ou que Jesus Cristo era chinês. Não servirá para rigorosamente nada. O único efeito prático da mesma é a queda do Governo) e saibam aproveitar oportunidades, com realismo e considerando a velha máxima biscmarckiana de que "a política é a arte do possível". Transcrevo, na íntegra, o post de António Balbino Caldeira:

 

«Os pressurosos que exigem a definição imediata da direcção do PSD sobre o sentido de voto do partido face a uma moção de censura que o Bloco de Esquerda prometeu apresentar em 10 de Março de 2011, e cujos motivos ainda não apresentou nem foram discutidos, deveriam reflectir sobre a limitação que o n.º 3 do art.º 194.º da Constituição da República Portuguesa (CRP) impõe:

«Se a moção de censura não for aprovada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa.»

Se a moção de censura do Bloco de Esquerda não passar, este partido não poderá apresentar outra nesta sessão, isto é, até meados de Setembro de 2011. E não se pode tomar como adquirido que o Bloco e o PC viabilizem, depois do insucesso desta, uma moção do PSD ou do CDS.
É que, para sermos francos, ao PC e ao Bloco de Esquerda não interessa a queda do Governo, nem a dissolução da Assembleia da República, para se instalar um Governo de direita com maioria absoluta, que é, segundo as sondagens, o resultado mais provável. Ao PC e ao Bloco de Esquerda convém a instabilidade governativa e social. E em novo escrutínio haverá tendência de crescimento de voto útil à esquerda para evitar a penúria eleitoral dos socialistas que, aliás, ainda não chegaram nas sondagens aos 20,8% de Almeida Santos, em 1985 (quando pedia 42% nos cartazes...).  Então, se não é seguro a aprovação pela esquerda (PC e Bloco) de uma moção de censura do PSD ou do CDS, o PSD não pode decidir imediatamente um voto contrário à moção do Bloco, uma posição que implica, em coerência, a inviabilização pelo PSD também de uma moção de censura do PC...

E não se pode pedir ao Presidente da República Cavaco Silva que, no estilo insensato de Jorge Sampaio, resolva ele, mais tarde, o que os partidos de direita não querem agora fazer: a queda do Governo e a dissolução do Parlamento...

O bom senso recomenda também o PSD não se aliene o apoio do CDS. Esse apoio pode ser necessário. Se as sondagens derem um resultado percentual tangente de maioria absoluta de direita (à volta dos 45%), importa ponderar uma aliança, para não desperdiçar os votos do CDS que não valem separados, senão em Lisboa, Porto, Aveiro e Braga... Isto é, nesse caso, pode não chegar uma aliança pós-eleitoral, pois, concorrendo separados, o número de deputados dos dois partidos pode ficar aquém da maioria parlamentar, ainda que a percentagem conjunta de votos seja superior aos 42%.

Um mês é muito tempo, na actual conjuntura de turbulência financeira e de asfixia da tesouraria do Governo. A marcha da taxa de juro da dívida do Estado é muito errática e pode acontecer que Sócrates grite «Socorro!» mais cedo do que se espera. E, se assim for, a queda do Governo não deve tardar, depois do anúncio pelo Governo Sócrates de novo pacote de austeridade como contrapartida do apoio financeiro da União Europeia. Não podemos aceitar uma espécie de feitiço mefistofélico que nos condena à petrificação, enquanto o socratismo afunda o País.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:10

A respeito da eventual moção de censura do BE

por Samuel de Paiva Pires, em 11.02.11

 

(imagem descaradamente roubada ao Pedro Quartin Graça)

 

Dispensando a análise dos tacticismos e as especulações de muitos que têm pululado nas televisões nas últimas horas, prefiro focar-me nos cenários do que acontecerá se esta for apresentada:

 

a) PSD aprova a moção de censura e vamos para eleições legislativas.

b) PSD não aprova a moção de censura e Passos Coelho pode dizer adeus à liderança do PSD.

c) Cavaco antecipa-se, dissolve a assembleia e salva a face ao PSD - que assim não tem que aprovar uma moção com uma brutal carga ideológica esquerdista, e também não tem que se abster em face da mesma, o que, estou em crer, levará a uma crescente contestação ao líder do PSD, quer dentro do próprio partido, quer na restante sociedade.

 

Importa realçar alguns aspectos. Em primeiro lugar, o efeito prático da aprovação de uma moção de censura é apenas um: a queda do governo. O texto da mesma não interessa para coisa alguma a não ser para pura masturbação intelectual de uns quantos. A carga ideológica da mesma não tem impacto algum no que se segue à queda do governo, até porque, realisticamente, apenas um partido que não o PS tem realmente capacidade de formar governo - embora o CDS faça parte do arco governativo, não tem apoio eleitoral suficiente para formar um governo composto apenas por membros das suas fileiras. Em segundo lugar, Sócrates é a principal causa da actual situação em que nos encontramos, pelo que a queda do seu governo deve ser o maior e mais importante desígnio nacional nos tempos que correm. Muitos dizem que este vitimizar-se-á. Quanto a isto, digo apenas: que se dane, o país está primeiro.

 

Assim sendo, para o PSD só há uma solução viável (desde que não apresente o PSD uma moção de censura da sua autoria, ou que negoceie com CDS e/ou PCP a apresentação e aprovação, independentemente de quem for a autoria da mesma), que indicará que realmente se preocupa com o futuro do país, e que será também uma posição de reapolitik (e, simultaneamente, garante da continuação da liderança de Passos Coelho): a aprovação da moção de censura.

 

Pessoal que por ora habita a São Caetano: têm um mês para preparar uma campanha, um programa e um governo. Mãos à obra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:11

Censura com dor de cabeça...

por Pedro Quartin Graça, em 10.02.11

Louça foi fortemente derrotado nas Presidenciais por força do apoio do BE ao "Poeta de Argel". Encurralado à esquerda e perante a ameaça da moção de censura do PCP que fragilizava o seu espaço político, antecipou-se e lançou a sua. Está evidentemente condenada ao fracasso com os previsíveis votos a favor do próprio Bloco, contra do PS e a abstenção das restantes bancadas. Mas, fundamentalmente, e esse era o seu objectivo fundamental, cria uma inesperada dor de cabeça a Pedro Passos Coelho. E isto porque o desgasta por força da incompreensão que existirá em alguns dos seus potenciais votantes perante a previsível posição de voto do PSD. Não mata, é certo, mas mói. E, moendo, desgasta o PSD. No fundo o BE está a fazer um favor ao PS. Concertado ou não, Sócrates agradece esta clara demonstração de solidariedade. Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos. Decididamente o Verão vai ser quente!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:31

Isto é tão boçal que até dói

por Samuel de Paiva Pires, em 13.02.10

O vice presidente da Comissão Política do PS, Capoulas Santos, considerou hoje que há uma "tentativa de decapitação" do primeiro ministro, José Sócrates, e desafiou os partidos da oposição a apresentarem uma moção de censura ao Governo.

 

 

A oposição seria estúpida se se deixasse cair neste repto em jeito de armadilha mal disfarçada. Cabe ao Primeiro-ministro demitir-se se acha que não tem condições para continuar à frente do Governo. Se tivesse vergonha na cara, já o teria feito há muito. Este repto levaria apenas à culpabilização da oposição pela instabilidade e à vitimização por parte de Sócrates e sus muchachos.

 

Já nem conseguem disfarçar a desorientação...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:24






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas