Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Do bem e do mal

por Samuel de Paiva Pires, em 16.12.14

montaigne.jpg

 Montaigne, Essays, "Of Experience":

We must learn to endure what we cannot avoid. Our life is composed, like the harmony of the world, of contrary things, also of different tones, sweet and harsh, sharp and flat, soft and loud. If a musician liked only one kind, what would he have to say. He must know how to use them together and blend them. And so must we do with good and evil, which are consubstantial with our life. Our existence is impossible without this mixture, and one element is no less necessary for it than the other.

publicado às 14:42

Filosofar é aprender a morrer (2)

por Samuel de Paiva Pires, em 30.05.13


(Autor desconhecido, Vanitas. Museu Municipal de Beja. Foto daqui)


Montaigne, Essays, "That to philosophize is to learn to die":

«All the whole time you live, you purloin from life and live at the expense of life itself. The perpetual work of your life is but to lay the foundation of death. You are in death, whilst you are in life, because you still are after death, when you are no more alive; or, if you had rather have it so, you are dead after life, but dying all the while you live; and death handles the dying much more rudely than the dead, and more sensibly and essentially. If you have made your profit of life, you have had enough of it; go your way satisfied.»

publicado às 07:51

Filosofar é aprender a morrer

por Samuel de Paiva Pires, em 28.05.13

 

(Caravaggio, Saint Jerome Writing)

 

Montaigne, Essays, "That to philosophize is to learn to die":

 

«Let us learn to meet it steadfastly and to combat it. And to begin to strip if of its greatest advantage against us, let us take an entirely different way from the usual one. Let us rid it of its strangeness, come to know it, get used to it. Let us have nothing on our minds as often as death. At every moment let us picture it in our imagination in all its aspects. At the stumbling of a horse, the fall of a tile, the slightest pin prick, let us promptly chew on this: Well, what if it were death itself? And thereupon let us tense ourselves and make an effort. Amid feasting and gaiety let us ever keep in mind this refrain, the memory of our condition; and let us never allow ourselves to be so carried away by pleasure that we do not sometimes remember in how many ways this happiness of ours is a prey to death, and how death's clutches threaten it. Thus did the Egyptians, who, in the midst of their feasts and their greatest pleasures, had the skeleton of a dead man brought before them, to serve as a reminder to the guests. 

 

Look on each day as if it were your last,

And each unlooked-for hour will seem a boon.

(Horácio) 

 

It is uncertain where death awaits us; let us await it everywhere. Premeditation of death is premeditation of freedom. He who has learned how to die has unlearned how to be a slave. He who has learned how to die has unlearned how to be a slave. Knowing how to die frees us from all subjection and constraint. There is nothing evil in life for the man who has thoroughly grasped the fact that to be deprived of life is not an evil.»

publicado às 17:12

Loucura, precisa-se!

por João Pinto Bastos, em 14.01.13

O frenesi da vida colectiva faz-me pensar que precisamos de um pouco de loucura. Da loucura dos alienados, que tudo fazem, dizem e provocam, sem o escrúpulo da moralidade amoral. Porque, como sublinhava Montaigne, a loucura é feita da mais fina sensatez.

publicado às 01:29

Do isolamento

por Samuel de Paiva Pires, em 09.07.12

Montaigne, Of Solitude:

 

«It is not that the wise man cannot live anywhere content, yes, and alone in a palace crowd; but if he has the choice, says he, he will flee even the sight of a throng. He will endure it, if need be, but if it is up to him, he will choose solitude. He does not feel sufficiently rid of vices if he must still contend with those of other men.»

publicado às 11:09

Da Amizade

por Samuel de Paiva Pires, em 30.03.12

Montaigne, Da Amizade:

 

«Há, para lá de todo o meu discernimento e de tudo o que eu possa dizer esmiuçadamente, não sei que força inexplicável fixada pelo destino a servir de mediadora desta união. Procurávamo-nos antes de nos termos encontrado, por causa dos relatos que ouvíamos um acerca do outro, os quais nos abalavam emocionalmente mais que o que seria razoável esperar de relatos que se ouvem, e, creio-o, por causa de algum decreto do Céu: abraçávamo-nos pelos nossos nomes. E, no primeiro encontro, que ocorreu casualmente numa grande e muito concorrida festa da cidade, sentimo-nos tão cativados um pelo outro que desde então nunca nada passou a ser tão próximo de cada um de nós como o outro.»

publicado às 01:23

Da éfemera vaidade da escrita sob a espuma dos dias

por Samuel de Paiva Pires, em 28.11.11

Michel de Montaigne, Da Vaidade:

 

"A mania de escrever parece constituir um sintoma de uma época sobrecarregada. Desde quando escrevemos tanto senão desde que nos encontramos em apuros? Desde quando os romanos o fizeram senão depois da sua ruína? Além do mais, tal como o apuramento dos espíritos, não há uma moderação organizacional; esta azáfama ociosa nasce do facto de que cada um se entrega indolentemente ao ofício da sua função, pervertendo-o. A corrupção dos nossos dias faz-se do contributo individual de cada um de nós: uns insuflam-lhe a traição, outros a injustiça, a irreligião, a tirania, a avareza, a crueldade, conforme sejam mais poderosos; os mais frágeis, entre os quais me encontro, inculcam-lhe a estupidez, a vaidade, a ociosidade. Parece que estamos na época das coisas vãs quando os acontecimentos perniciosos nos pressionam." 

publicado às 20:43






Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas