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O melhor jogo de futebol de sempre

por Samuel de Paiva Pires, em 20.03.11

Com um agradecimento ao João Gomes de Almeida, que me falou neste sketch. Filósofos gregos vs. filósofos alemães (com o Beckenbauer pelo meio):

 

 

 

 

publicado às 17:46

 

 

publicado às 00:26

A bolacha integral republicana

por Nuno Castelo-Branco, em 28.02.09

 Ao Sábado, tenho por hábito ir ao café logo pela manhã e hoje tive sorte. Sentou-se ao meu lado um casal que quebrando a tradição de circunspecção da nossa gente, entabulou conversa. De Expresso na mão, o homem lá começou a comentar aquilo que todos ouvimos e sabemos e soube despertar a minha curiosidade com apenas duas frases pronunciadas. Aparentemente contraditórias, contêm em si aquilo que o dito senhor pensa ser uma solução para todos os nossos problemas.

 

Assim, antes de afirmar a necessidade da instauração de um sistema presidencial forte e com plenos poderes executivos, procedeu a uma longa tirada anticapitalista com contornos claramente patrioteiros, clamando por disciplina, culto aos símbolos nacionais, valorização do trabalho e imperiosa necessidade de controlo da imprensa e da televisão por gente capaz de discernir o que tem ou não tem interesse colectivo. Confesso que a certa altura e já bastante confuso, decidi ir ao encontro dos desejos do casal que queria  uma audiência participativa. Duas ou três palavras, um assentimento com a cabeça e um sorriso, operam maravilhas. Fiquei então a saber que a única saída para situação actual, consistirá na atribuição da totalidade dos poderes do primeiro ministro ao presidente da república. Como é evidente, a presidência do conselho de ministros seria garantida pelo Chefe do Estado, desaparecendo aquela outra, tornada excrescência sem efeitos práticos. Apontando para o exemplo soviético e criticando os "erros de cálculo político" do Estado Novo, lá iniciou a parte substancial da ora, oferecendo a sua visão de uma economia sólida e sustentada. Imediata nacionalização de toda a "banca burguesa portuguesa" - como se isso existisse - , estabelecimento de uma lei eleitoral que beneficiasse os partidos que recebam mais de 30% dos sufrágios, podendo concorrer às eleições, aqueles que assinassem a plataforma para a reconstrução do Estado (!); suspensão dos Acordos de Schengen; comunicação a Bruxelas do "início de um período de adaptação da economia nacional", através do estabelecimento de pautas aduaneiras; não cumprimento dos acordos de pescas, quotas de produção no sector agrícola, etc; criação de um Conselho Económico e Financeiro que decida acerca da legislação a ser apresentada ao parlamento (!), no qual terão assento as agremiações sindicais e patronais; fim do limite de mandatos presidenciais; saída de Portugal da estrutura militar da OTAN. Foram estas, algumas das ideias apresentadas, numa plena demonstração de total irrealismo e desconhecimento do mundo em que vivemos. Devo acrescentar que o recurso às palavras socialismo, nacionalismo, autoridade, decência, transparência e serviço público, preencheram qualquer lacuna no discurso. Mais, disse-me "conhecer bem" a doutrina Integralista que apenas peca por ter sido obra de monárquicos, pois em si mesma e no seu ponto de vista, é contraditória (?) nos seus pressupostos, dada a questão da sucessão hereditária. Nem Cavaco, nem Soares, nem Eanes, mas sim um homem "comum, sensato, honesto, amigo do seu amigo (...), modesto, mas sobretudo, distante ". É este o perfil ideal para o salvador, aquele que por simples passe de mágica, será capaz de nos resolver todos os problemas. Olhando provocatoriamente para a minha bandeirinha azul e branca à lapela, rematou: que melhor forma temos nós para comemorar os 100 anos da república?

 

Perante o dilúvio de sandices, respondi: o senhor acabou de provar que o melhor caminho é acabar com ela de vez!

 

Levantei-me, cumprimentei e dirigi-me ao balcão para pagar.

 

Por hoje já chega, pois  participei num longo e exclusivo sketch ao estilo Monty Python.

publicado às 17:44






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