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É hora da cidadania!

por Pedro Quartin Graça, em 28.09.15

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Foram 40 anos de voto rotativo PS - PSD - CDS.  Foi demasiado tempo. Foi toda uma vida. 4 décadas de esperança, de promessas, de sofrimento, quarenta anos em que se elegeram sempre os mesmos. Fundamentalmente por culpa de quem os elegeu, como é evidente. Agora, 40 anos depois, é altura de mudar. É hora de terminar com a rotação e de dar lugar a outros, que não são necessariamente piores (muito pelo contrário) mas que apenas não tiveram, nem lhe são ainda dadas, as mesmas oportunidades. 

40 anos depois, contra as sondagens, contra os fazedores de opinião, contra os lobbies, o próximo dia 4 de Outubro marcará, estou certo, o ponto de viragem. A partir daí nada será como dantes. Três anos depois das grandes manifestações populares de Setembro de 2012, chegou a hora da "revolução cidadã"!

 

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publicado às 17:37

NÓS, CIDADÃOS! iremos fazer a diferença

por Pedro Quartin Graça, em 24.03.15

11084126_10152655691196712_5608351545855991017_o.jNÓS, CIDADÃOS! marca a história da democracia portuguesa com a entrega, hoje, de mais de 8000 assinaturas para a sua legalização como partido político. O Nós, Cidadãos! fê-lo com serenidade e alegria, sem vedetismos e consciente de que está a dar um passo histórico na regeneração da vida pública portuguesa.

Agora, é sempre a crescer. Agora, venham connosco

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publicado às 22:44

Da comunidade

por Samuel de Paiva Pires, em 17.12.14

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Charles Taylor, "Interpretation and the Sciences of Man": 

Common meanings are the basis of community. Intersubjective meaning gives a people a common language to talk about social reality and a common understanding of certain norms, but only with common meanings does this common reference world contain significant common actions, celebrations, and feelings. These are objects in the world that everybody shares. This is what makes community.

(...)

Common meanings, as well as intersubjective ones, fall through the net of mainstream social science. They can find no place in its categories. For they are not simply a converging set of subjective reactions, but part of the common world. What the ontology of mainstream social science lacks is the notion of meaning as not simply for an individual subject; of a subject who can be a “we” as well as an “I.” The exclusion of this possibility, of the communal, comes once again from the baleful influence of the epistemological tradition for which all knowledge has to reconstructed from the impressions imprinted on the individual subject. But if we free ourselves from the hold of these prejudices, this seems a wildly implausible view about the development of human consciousness; we are aware of the world through a “we” before we are through and “I.” Hence we need the distinction between what is just shared in the sense that each of us has it in our individual worlds, and that which is in the common world. But the very idea of something which is in the common world in contradistinction to what is in all the individual worlds is totally opaque to empiricist epistemology.

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publicado às 14:55

NÓS, Cidadãos! veio para ficar

por Pedro Quartin Graça, em 17.09.14

Com a entrega da 1ª leva de assinaturas no Tribunal Constitucional no passado dia 15, dois anos depois das grandes manifestações feitas por cidadãos livres contra as politicas sucessivamente erradas dos governos que tiveram como consequência a Troika, o movimento Nós, Cidadãos! deu o primeiro passo para a sua legalização como partido político.
Nós, Cidadãos! irá agora continuar a angariação de assinaturas, a par da recolha de contributos para o seu programa de governação, a apresentar em Congresso em Dezembro, dando voz a todos os que não se revêem nos modelos partidários que nos governam.
Como movimento de expressão nacional, Nós, Cidadãos! vem pugnar por todos quantos – pessoas, grupos profissionais e associações cívicas – exigem profundas reformas políticas e económicas, pautadas pelo sentido da transparência, do compromisso ético e da justiça social.

 

Mais informações aqui.

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publicado às 09:41

No n.º 1 da "nós" - Elogio do Amor, do MEC

por Samuel de Paiva Pires, em 10.05.09

Até agora tenho gostado bastante do i, especialmente do formato quase do género de revista quanto ao manuseamento. Gostei particularmente daquele editorial do n.º2, de Martim Avillez Figueiredo, sobre a imigração. Já agora, parece-me que faz falta a muita gente perceber algo que Zakaria explica n'O Mundo Pós-Americano, o "segredo" por detrás da constante regeneração e reivenção da sociedade norte-americana, e como a posição dos europeus em relação a matérias de imigração vai acentuar a decadência do continente - afinal, a demografia ainda conta e muito.

 

Mas no n.º 1 da revista do i, a "nós" (sai ao sábado), dedicada ao romantismo português, o destaque vai para uma das famosíssimas crónicas do Miguel Esteves Cardoso, que aqui deixo na íntegra, o Elogio do Amor:

 

 

(imagem roubada à Maggie)


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.
A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

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publicado às 15:53






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