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Heil Castro!

por Nuno Castelo-Branco, em 15.10.12

 

Há muito se sabia do fascínio que o Tenente-Coronel Otto Skorzeny exercia sobre o Comandante Fidel Castro, ávido leitor da saga do oficial das SS durante a II Guerra Mundial. A abertura dos arquivos da sempre impropriamente chamada RDA, foi desde sempre temida pelos antigos turibulários do regime caído e agora as revelações atingem como um boomerang que há muito partiu, algumas das mais conhecidas cabeças da extinta Internacional Comunista. No caso português, seria útil uma profunda investigação nos arquivos ex-soviéticos, ciosos depositários da papelada compilada pela bastante curiosa PIDE. O PC "nada terá a temer", dado seu "conhecido antifascismo" militante. Abram-se os arquivos e publiquem-se obras com os nomes, casos, permutas de informações, acordos e desacordos sovieto-secundo republicanos. A verdadeira História agradecerá. 

publicado às 15:48

Die Welle

por Fernando Melro dos Santos, em 19.09.12

Bom dia a todos.

 

Segundo sondagens realizadas este mês na Grécia, o partido Amanhecer Dourado, de inspiração Nacional-Socialista, colheria 12% dos votos em hipotéticas eleições legislativas.

 

De acordo com as mesmas fontes (na Grécia é costume haver diferenças grosseiras entre as várias sondagens, uma vez que existem, salvo erro meu, oito entidades públicas responsáveis pelos inquéritos) o Syriza, da Esquerda Radical - portanto os socialistas da maralha, versus os socialistas do taco de baseball mencionados em primeiro lugar neste post - iria com 31%.

 

Este valor é superior ao do partido que formou governo aquando do último sufrágio, o Nova Democracia, e que é por seu turno um partido socialista de persuasão centrista e tecnocrática.

 

Decerto conseguiremos detectar o denominador comum a todos estes nossos heróis, mas nem é por aqui que segue a história; e até porque apesar de tudo, das minhas visitas a Atenas, onde tenho um punhado de amigos, duas coisas retenho. Uma, nunca fui apanhado numa manifestação violenta que não tresandasse à presença de grupelhos radicais; e outra, não ouvi nenhum dos meus amigos, que se distribuem por diversas classes sociais, exorbitar em devaneios despesistas, nem apelar à engorda do Estado. 

 

Quer-me parecer, por tudo isto, que a Grécia é, em tudo, Portugal à distância de uns poucos meses, como sempre o disse, efeito este que será extensível à Espanha, porém neste caso pejado de maior incerteza devido à absoluta diferença de escala entre esta economia e as anteriores.

 

Ora eu vi, em 2008, Die Welle (A Onda) que é um filme alemão realizado por Dennis Gansel. Ali é ilustrado o percurso de Rainer, um professor de Educação Física e Filosofia (só isto já dava um tratado, porque em Portugal, a ser possível, exigiria dúzias de licenças, certificados, e as respectivas taxas) que um dia decide evoluir na sua carreira, através de um projecto numa das turmas à qual lecciona.

 

Rainer começa por colocar, na aula, a questão "quantos de vós acham possível a Alemanha regressar a uma ditadura?". Naturalmente, de entre os petizes, que no caso em apreço são alunos do Secundário, nem um responde pela afirmativa, havendo mesmo alguns a ter reacções de choque e de assombro. Como é que a democracia permitiria isso, inquirem uns; as pessoas agora têm outra cultura, decidem outros.

 

O professor toma então entre as suas mãos a tarefa, por meios a início subreptícios, de verificar a razão da maioria. 

 

Seria vil e contraproducente contar como se desenvolve e termina o filme, por isso recomendo que o vejam. Com uma dedicatória especial ao meu confrade João Quaresma e aos demais que ainda, por serem talvez melhores pessoas que eu, têm a crença de que a democracia, e com ela o acto eleitoral, não se encontram viciados.

publicado às 07:55





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