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A guerra das décimas

por João Pinto Bastos, em 19.09.13

Há uns tempos atrás, não sei precisar quando, um amigo dizia-me, com uma certa pitada de ironia, que Seguro é um tipo simpático, mas, infelizmente, demasiado banana. Deixando de lado a adjectivação acima referida, até porque a minha análise política não se arrima no insulto desbragado, não posso deixar de sublinhar que Seguro, em tudo o que faz, diz e orienta, é, queira-se ou não, um enorme fiasco. Fiasco nas ideias, fiasco nas propostas, e fiasco no modo de comunicar as suas balelas apolitizadas com os seus concidadãos. Repare-se, por exemplo, na mais recente "polémica" - chamar a isto polémica, é o mesmo que dizer que o candidato Noray de Vila Nova de Gaia é polémico - da política portuguesa. Falo, pois, do duelo cinemático dos 4,5% de défice de Portas contra os 5% de Seguro. Em primeiro lugar, Seguro, como não poderia deixar de ser, avança com um determinado número, sem cuidar das consequências do que afirma. Para Seguro, 5% ou 6% seriam, para os objectivos a que se propôs, exactamente a mesma coisa. O que importa aos valedores desta lógica oposicionista deslavada e carente de ideias é firmar uma pseudo-oposição só porque sim. Se Portas ou Passos dizem ai, Seguro, só porque "lidera"a oposição, diz ui, se o Governo disse mata, Seguro diz esfola. Não é difícil, perante este cenário alvar, chegar à conclusão de que os socialistas estão metidos numa bela embrulhada. Entretanto, os juros continuam na sua trajectória de subida, inermes aos avisos recidivos de Seguro. Com uma oposição destas, o Governo, por mais que falhe e desiluda, terá as portas da reeleição absolutamente franqueadas. Para bem do país, note-se.

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publicado às 14:52





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