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A pergunta: "O senhor Cardoso é espião?!" tem-se tornado frequente. Se sou Americano também.

É um facto que tenho andado pelos Balcãs, Europa de Leste e Cáucaso. E que o meu empregador é de Chicago, Illinois. É também facto que sou cidadão Europeu, e brevemente também cidadão Chileno.

Mas se fosse espião (para espiar sabe-se lá o quê) creio que estaria substancialmente mais rico: eventualmente teria investido mais num Aston Martin e menos em tatuagens.

E salve-me o Divino de estar a trabalhar para o Estado Português, com as suas estruturas mutantes e disformes, feridas de morte pela genética abrilista, pelas quais tenho ZERO de respeito ou consideração. Até foi esta rejeição hormonal incomportável pelo lugar rectangular à beira mar plantado um dos catalisadores fundamentais que me fez abraçar a vida de viajante permanente com a American Times.

O objectivo é estabelecer a ligação entre investimento Americano e mercados de longa distância que revelem potencial significativo. E como não haverá investimento legítimo sem estabilidade política (pelo menos aparente), diversas figuras de Estado nos países aos quais me desloco têm que me convencer que há condições absolutamente maravilhosas, quiçá orgásmicas, para os investidores que represento os considerarem como uma possibilidade credível. Após isso, é necessária uma profunda análise de mercado e de todos os sectores da economia de cada país em questão para preparar estes reports. Trata-se de identificar e analisar os champions and captains of each industry, avaliar a sua performance, o seu business model e a sua estratégia de médio-longo prazo. Neste momento há equipas a operar na América do Sul, África sub-Sahariana, Sudoeste Asiático e Leste Europeu/ Ásia Central.

Quem tiver alguma questão sobre algum país no qual The American Times já tenha operado, business or politically related, tem toda a liberdade para me enviar um email. Eu respondo sempre que consiga morder um sinal Wifi decente.

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publicado às 15:06

Armageddon

por Fernando Melro dos Santos, em 15.02.13

Um gajo vai a Lisboa e não há trânsito para lado algum, é uma coincidência urbana por contraponto à coincidência cósmica, como a BBC News chamou hoje ao facto - consubstanciado por mil feridos e uma fábrica de zinco feita em cacos - de chover ferro e fogo sobre a estepe no mesmo dia em que um asteróide vem perturbar a apanha da conquilha.

 

Por outro lado eu tenho melhorado muito da apneia, desde que me comparo, e meus caros o efeito placebo que isto faz num homem, com o pessoal que engole patranhas atrás de patranhas, vindas desses favos de merda que são os partidos, pela promessa de um Eldorado para bufos, chibos, mainatos e amanuenses qualificados com uma costela ligada a uma corporação qualquer. 

 

Já sabe melhor conduzir como Deus ordena, enfiar a viatura onde mais ninguém vai senão @s agrilhoad@s d@s Conservatóri@s e Observatóri@s, com a arroba no ego e o freio nos dentes, ingerir gorduras, sal e álcool enquanto se fuma e rasga a factura, e sair da entrevada metrópole conforme nela se entrou, como se atravessasse em picossegundos um qualquer lugarejo no mais ermo tundral da Samilândia.

 

Afinal sempre há vida para além da FNAC, ó urbanitas, ó hipsters. Na melhor província cai a nódoa, e bem férrea pode ela ser um destes dias, mais depressa do que poderíeis dizer "ai o meu ipad, ó su, tens rede?".

 

Viva Goscinny, viva Uderzo, e por Toutatis, bom fim-de-semana. Eu vou-me para 48 horas de boot camp auto-imposto e bem hajam.

 

 

Adenda: desculpem lá mas não resisto, vi agora que andam aí a roubar hóstias. Urge das duas uma, banir o roubo da hóstia ou legislar no sentido de não poder emergir um mercado selvático-anarca em torno dela, que é como quem diz regular o teor de farinha no ritual. Belzebu, perdão, o Estado nos livre de ofertar galinhas ao maléfico sem certificação prévia nem presença de um agente habilitado.

 

Viva Tunguska.

 

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publicado às 20:21

Reforço de início de ano - Paulo Cardoso

por Samuel de Paiva Pires, em 01.01.13

Há uma espécie de ditado ou frase feita que nos diz que os bons amigos são a família que escolhemos. Se eu tivesse que classificar a relação que tenho com o Paulo Cardoso, seria mesmo a de irmãos. Tratando-se do meu melhor amigo e de alguém que já há uns anos escreveu neste blog, é com uma certa emoção que anuncio o seu retorno. Natural de Lisboa, o Paulo é duplamente licenciado, em Filosofia e em Ciência Política, e em virtude de ter seguido o conselho deste governo para emigrar, vive há quase um ano no estrangeiro, tendo já passado por diversos países. Deixarei ao cuidado do Paulo apresentar-se mais pormenorizadamente, como bem entenda.

 

Da minha parte, caríssimo, para além de te dar as boas-vindas, relembro apenas um excerto de Montaigne que te dediquei quando partiste: «Há, para lá de todo o meu discernimento e de tudo o que eu possa dizer esmiuçadamente, não sei que força inexplicável fixada pelo destino a servir de mediadora desta união. Procurávamo-nos antes de nos termos encontrado, por causa dos relatos que ouvíamos um acerca do outro, os quais nos abalavam emocionalmente mais que o que seria razoável esperar de relatos que se ouvem, e, creio-o, por causa de algum decreto do Céu: abraçávamo-nos pelos nossos nomes. E, no primeiro encontro, que ocorreu casualmente numa grande e muito concorrida festa da cidade, sentimo-nos tão cativados um pelo outro que desde então nunca nada passou a ser tão próximo de cada um de nós como o outro.»

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publicado às 17:21

Coisas que hoje fazem todo o sentido

por Samuel de Paiva Pires, em 09.01.10

Finalmente. Finalmente aprovou-se o casamento gay. Duvido que o Presidente da República se recuse a promulgar o diploma, pelo que esta questão estará já ultrapassada - espero. Finalmente, porque tudo o que é de mais enjoa. Finalmente, porque depois de meses a fio com uma questão acessória no centro da agenda mediática/política, se espera agora que as televisões, jornais e rádios parem de nos bombardear com isto. Finalmente, porque já cansa levar com os atavismos intolerantes da esquerda progressista e fracturante, e com a falta de bom senso e visível incómodo da direita no que diz respeito a esta questão. Ambas filhas do jacobinismo militante e das suas tendências centralizadoras, tentam excluir-se mutuamente e impor os seus pontos de vista, continuando sem perceber que o ideal do pluralismo pressupõe a moderação, a negociação e a tolerância. Nem uns, nem outros saem bem na fotografia. Aliás, apesar da óbvia castração da liberdade individual e democrática dos seus deputados a quem foi imposta a disciplina de voto (algo que é sempre perverso e que só pode fazer doer a alma a qualquer liberal, mas quem somos nós para dar lições de democracia ao partido que não recebe lições de democracia de ninguém...), quem sai bem no meio disto tudo até é o PS. Porque enquanto as atenções do país se mantiveram concentradas nesta questão, lá tem vindo a governar como pode. 

 

Finalmente, porque esta questão é-me indiferente, mas não me é indiferente que o futuro do país esteja cada vez mais comprometido. E lá vamos alegremente em direcção ao abismo, enquanto nos entretemos com este tipo de questiúnculas. Agora já só temos o Mundial para entreter as massas em 2010. Pão e circo é o que se quer.

 

O vídeo que vos deixo foi filmado no dia 21 de Novembro de 2009, no rescaldo do concerto de Massive Attack, onde foi transmitida propaganda ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

 

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publicado às 01:26






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