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Momento Rangel de Centeno

por John Wolf, em 31.08.15

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Mário Centeno também quis ter o seu momento Rangel. O putativo mestre das finanças do Partido Socialista congratula os portugueses pelos indicadores respeitantes ao desemprego - foram os trabalhadores e os empresários que melhoraram os indicadores, e não o governo. Podemos deduzir, por esta lógica da batata, que qualquer governo é dispensável, incluindo um eventual executivo de matriz socialista. Não fica bem a um pseudo-político não dar o braço a torcer. Vá lá, pelo menos o principezinho não afirmou que os números do Instituto Nacional de Estatística só foram possíveis porque a coligação PSD-CDS está no poder. E sabemos porque não o diz. Aquele instituto está carregado de camaradas socialistas, matemáticos caídos em desuso na disciplina de economia, ou que findaram as sabáticas no Instituto Superior de Economia e Gestão. Ah, já agora, passei por essa escola, mas apenas fiz uma cadeira antes de mudar de curso: estatística. O professor era simpático, mas fumava em cadeia. Na sala de aula.

publicado às 17:14

A indústria da reclamação nortenha

por João Pinto Bastos, em 30.12.12

Paulo Rangel é indiscutivelmente um dos políticos mais argutos da imensa feira de vaidades que dá pelo nome de Partido Social Democrata. Sabe o que diz, quando deve dizer, e, ainda que em muitas ocasiões esteja em total desacordo com o que defende a propósito das mais variadas matérias, não deixo de lhe reconhecer uma capacidade de síntese e de raciocínio bastante acima da dos seus pares partidários. Vem isto a propósito da recente conclamação a respeito de um "15 de Setembro" para defender os interesses do Norte. Entendo a reclamação, compreendo até a ira e o agastamento, tenho, porém, mais dificuldades em aceitar o modo, o porquê, e, acima de tudo, as razões de tamanha indignação. Que o Norte tem sido sistematicamente preterido na agenda governativa é um facto, empiricamente observável, que nem mesmo o adversário mais empedernido do Portugal-é-bem-mais-do-que-a-magnífica-paisagem-lisboeta seria capaz de negar. Falta de recursos financeiros, ruína do tecido produtivo e desemprego massivo, são realidades insofismáveis que qualquer observador minimamente atento pode confirmar com um mero relance de olhos. Agora, outra coisa bem diferente é apelar a uma espécie de levantamento popular para reclamar pressupostos de acção assentes no estatismo centralizador tão do agrado das elitezinhas da "Lesboa" nefanda e anafada. O Norte não precisa da bênção subsidiocrática costumeira, necessita, isso sim, do liberalismo autonomista de antanho. Do espírito das liberdades liberais dos seus antepassados e do autonomismo idiossincrático das suas gentes. Coisas que, como é óbvio, arrepiam os "lesboetas" da treta. Rangel, melhor que ninguém, sabe bem que a indústria da reclamação baseada na pedinchice ao Leviatã esgotou-se. Mais, o eurodeputado, inteligente como é, tem a obrigação de saber que se o Norte quiser de facto progredir terá forçosamente de abrir a sua economia e de aproveitar o potencial exportador de uma economia há muito adormecida. Basta querer e desejar.

publicado às 15:50

Este país não é para coligações

por Samuel de Paiva Pires, em 30.01.11

 

Passos Coelho, há dias, afirmou que não fará uma coligação pré-eleitoral com o CDS. Agora, Paulo Rangel, assumindo a mesma orientação, aconselha "Paulo Portas a tomar um chá e ficar mais calmo".

 

Concordando com o que o Henrique Raposo escreveu há uns meses, não posso senão assistir com preocupação a esta escalada de posições tacticistas. Demonstra que o PSD está mais preocupado em obter uma maioria absoluta do que em gerar um consenso alargado que passe, obviamente, por uma coligação, que permita criar um movimento de fundo na sociedade portuguesa. Aliás, cheguei até a sugerir uma ampla coligação PSD-PS-CDS, claro que sem José Sócrates, mas as nossas personalidades à direita, a começar por Cavaco, foram demasiado medricas para isso, há uns meses. Não deixa, contudo, de ser uma possibilidade. Entretanto continuamos neste limbo que nos vai desgastando, enquanto José Sócrates nos leva para o abismo.

 

Separados, PSD e CDS correm o risco de entrar numa espiral eleitoralista que dividirá ainda mais a sociedade portuguesa. Aliás, o PSD de certeza que entrará nessa espiral. Juntos, podem obter uma legitimidade acrescida decorrente da respeitabilidade que lhes seria granjeada por uma postura de seriedade que apele à mudança, dando-lhes maior resiliência e autoridade para conduzir reformas estruturais no Estado. Mas, por agora, ninguém sabe sequer se teremos eleições legislativas este ano. O panorama é tão incerto que, como dizia há dias José Adelino Maltez, "nada é inevitável".

 

Porém, de um ponto de vista meramente tacticista, a avaliar pelas atitudes dos dirigentes do PSD, caro Paulo Portas, permita-me dar-lhe um conselho: deixe-se, como sugere Rangel, estar no seu cantinho. A haver eleições, sozinho o PSD não terá um discurso tão forte, especialmente porque terá que enfrentar PS, BE e PCP a explorar até à exaustão algo que por agora parece esquecido: a aprovação do Orçamento do Estado para 2011 com o aval do PSD. Será, com certeza, uma campanha extremamente violenta e intensa. Mantendo-se à parte desta contenda, o CDS terá espaço para se focar no PS, principal causador do descalabro que vivemos, e para mostrar aos portugueses o seu sentido de Estado e de responsabilidade. No fim, provavelmente obterá ainda mais lugares no parlamento. Nessa altura terá o PSD a bater-lhe à porta.

publicado às 23:11

Coisas que me ocorrem

por Samuel de Paiva Pires, em 15.02.10

 

Quando vejo que as alternativas para a liderança do PSD são Aguiar-Branco, Passos Coelho e Paulo Rangel, apetece-me perguntar o evidente: mas qual dos senhores é que acha que tem realmente condições para ser primeiro-ministro?

 

Não é por nada, mas a vocação de poder do PSD, numa altura de crise política como a actual, obriga a pensar para lá do efémero cargo de presidente do partido. Qual dos senhores é que se acha na melhor condição para chegar a primeiro-ministro, e mais, em que é que julga que pode contribuir para minorar a terrível crise social, política e económica - para não falar da crise de valores, que não me parece venha a ser resolvida tão cedo com este regime e sistema político-partidário-  que grassa desde há muito no país?

 

Porque se a ideia é apenas chegar à liderança do partido para depois continuarem em guerrinhas internas entre facções e sacos de gatos que se mordem uns aos outros sem qualquer sentido de estado e de serviço à causa pública - afinal, os catch all parties são mais centros de emprego do que outra coisa, e já se sabe que nas hostes laranjas, bem como nas rosas, a preocupação essencial para a maior parte dos militantes e apoiantes é garantir o tacho à conta dos contribuintes, já que não sabem fazer nada de jeito e produtivo da vida -, mais vale estarem quietos e irem pregar para outra freguesia.

 

Uma ideia para o futuro do país. É só isso que se pede. Um conceito estratégico nacional, como costuma lembrar o Professor Adriano Moreira, se tiverem competência para tal. É que o mais do mesmo na república das bananas já cansa e só dá vontade de dizer uma coisa: Fo...ram-se!!!

publicado às 21:04

Prematura e apressada

por João Pedro, em 14.02.10
Quando vi nas bancas a notícia de que Paulo Rangel avançaria para a liderança do PSD fiquei sem saber o que pensar. Sendo certa a anunciada candidatura de José Pedro Aguiar Branco, a posição de Rangel não faz o menor sentido. É sabido que o líder do grupo parlamentar laranja não desistiu antecipadamente em favor do euro-deputado. Sendo os dois do mesmo grupo interno do partido, com ideias semelhantes (embora de estilos muito diferentes), conhecendo-se há muito, e tendo mesmo Rangel sido Secretário de Estado de Aguiar Branco quando este era Ministro da Justiça no breve governo de Santana Lopes, que razões haverá para este avanço?


 

Parece que Rangel ultrapassou o estigma de "novo turco" no PSD. A prestação como líder parlamentar e a exaltante vitória nas Europeias catapultaram-no para um lugar de destaque no partido e no panorama político nacional. Embalado pela popularidade ganha em tão pouco tempo, e provavelmente com algum deslumbre, Rangel resolveu avançar, ao contrário do que dissera há tempos, argumentando com a alteração de circunstâncias, que o terá levado a dar esse passo. A meu ver, um pouco maior do que a perna.

 
Parece-me, antes de mais, que esta candidatura à revelia de Aguiar Branco não faz justiça ao líder parlamentar do PSD. Sabemos como em política quem quer chegar ao topo tem por vezes de remover "obstáculos", mesmo com alguns empurrões ou golpezinhos. Ainda assim, não esperava esta atitude vinda de Rangel ao seu antigo Ministro. Para quem quer ser um exemplo ético para o país, não é um bom começo de caminhada. Depois, a razão supracitada de pertencer à mesma família política e ao mesmo círculo (onde também cabe Rui Rio, por exemplo) deixa adivinhar que dividirão os apoios dos que à partida votariam numa única candidatura. Pedro Passos Coelho deve achar todo este processo muito interessante.



 

Depois, claro, o facto de Rangel ser um militante recente joga contra ele e será com certeza usado pelos adversários. O bom desempenho como líder parlamentar (a que pode juntar o célebre discurso do 25 de Abril de 2007) deu-lhe também reconhecimento, mas Aguiar Branco também o é, tem cumprido o papel com descrição mas competência, e o facto de só avançar depois de resolvida a discussão do OE dá-lhe credibilidade. O efeito das Europeias e a mediatização daí decorrente deram alento a Rangel, mas o certo é que a derrota nas Legislativas desinchou um pouco o balão de entusiasmo.
 
Como o tenho como pessoa de visão, não acredito que avance completamente às cegas. Lembro-me de o ouvir referir o exemplo dos políticos franceses, como Miterrand, que iam aos vários actos eleitorais, coleccionando derrotas sobre derrotas, até por fim chegarem ao lugar pretendido. É possível que seja essa a ideia de Paulo Rangel: apresentar-se a sufrágio, não ganhar, mas ir reunindo experiência a apoios, até ver chegada a sua hora. Pode ser. Em todo o caso, corre o risco de se queimar e de perder aliados. E não deixo de pensar que há um certo deslumbramento com os acontecimentos recentes (o discurso desta semana no Parlamento Europeu, dramatizado e histriónico, é disso prova, e não terá caído bem entre os euro-deputados nacionais) que o levou a dar esta guinada para a cúpula laranja. É, por isso mesmo, é uma candidatura prematura, apressada e inoportuna, de quem se deveria constituir como reserva válida mas que resolveu meter a carne toda no assador. Passos Coelho tem assim o caminho mais aberto para a liderança do partido, e quem sabe, do país.
 


publicado às 17:13

Blogotúlia com Paulo Rangel

por João Pedro, em 21.05.09

 

 
Ainda devia estar no comboio quando começou a tertúlia no Café Nicola, que reunia sobretudo bloggers, e por isso só cheguei a meio, perdendo a apresentação e as discussões da 1ª metade. Eis um relato, entre o simplificado e o denso, do que ouvi.

 
O que se seguiu ao intervalo trouxe confirmações do que genericamente já se sabia, tais como a opção pelo federalismo ("o mainstream não é ser federalista, é ser eurocéptico"), as diferenças para o PS no investimento público ("target, timely, temporarily") e recusa do referendo ao Tratado de Lisboa ("quem for a favor tem aqui a oportunidade de o mostrar pelo voto").

 
Mas Rangel falou da também a sua visão económica - que se traduz numa visão mais liberal do que a média portuguesa, mas dentro dos parâmetros do Estado Social Europeu, que considerou, apesar das diferentes concretizações e do seu grau de aplicação, ser o mesmo em toda a UE. Do ponto de honra na recondução de Durão Barroso como Presidente da Comissão Europeia, e da confusão no PSE quanto a esse assunto. De uma certa "identidade europeia", assinalando provas disso mesmo, como a supressão de fronteiras, a moeda única e até os programas ERASMUS. Da sua própria visão dos "costumes", reafirmando-se como "católico progressista", ficou a intransigência quanto ao aborto e eutanásia, a sua posição gradualista de uma hipótese de "terceira via"no caso do "casamento gay" e a oposição à nova lei do divórcio, que considerou que transforma o casamento numa "união de facto reforçada", misturando duas figuras que deveriam ser distintas.

 

Para o fim, ficaram questões que devido à inexorável passagem do tempo, ficaram para trás. Depois de uma "questão" de Miguel Morgado, à partida sobre uma assembleia constituinte europeia que acabou por ser uma sabatina sobre sistemas constitucionais comparados (não tenho bem a certeza porque cedo perdi o fio à meada), com concordância algo condicionada do candidato, falou-se finalmente das relações externas. Falou brevemente da possibilidade que Portugal tem em trazer dinâmicas à UE pelo seu relacionamento privilegiado com África e Magrebe (com a concorrência da França), América Latina (com proeminência da Espanha) e mesmo com a Ásia. Nas relações com o Leste, Rangel avisou que não se podia abandonar a Sérvia, depois do golpe do Kosovo Lembrou casos relativamente simples de possíveis alargamentos, como a noruega, Islândia e Suíça. E falou dos casos verdadeiramente bicudos; a Turquia, para começar, a cuja entrada deixa sérias dúvidas, embora não se oponha frontalmente, mas que deveria, caso isso não acontecesse, ser objecto de uma sólida parceria estratégica por parte da UE; a Ucrânia, que traz consigo não apenas uma parte russófona e russófila mas também a Crimeia e a base de Sebastopol; o Cáucaso, em especial a Arménia e a Geórgia, com problemas semelhantes aos dos ucranianos, mas também parte da identidade europeia; a Bielorrússia, em que Lukashenko parece ter iniciado uma tímida aproximação à UE. E por fim a Rússia; Paulo Rangel lembrou João Paulo II, a sua visão de uma Europa ao Urais e o seu combate não somente ao comunismo mas igualmente ao capitalismo selvagem; e que a cultura russa, começando na literatura e na música, era parte integrante da cultura europeia. Ou seja, nunca a UE poderia olhar para o gigante russo como uma entidade totalmente estranha, mas a entrada na organização/federação já lhe parecia exagerada senão impossível.

(Já que se falou de tantas possíveis entradas, é pena que ninguém tenha lançado as hipóteses Israel e Cabo Verde, com tanto direito como a Turquia).

 
Final em beleza: na senda da recordação de Karol Woytila, a ideia de que em Portugal é muito difícil falar-se publicamente utilizando linguagem religiosa e teológica, quando se usa para todas as outras vertentes, porque logo aparecem demagogos bramindo pela "violação do estado laico". Uma ideia afinal tão fiel às liberdades públicas e políticas que Paulo Rangel pretende defender, em S. Bento ou em Estrasburgo.
 

publicado às 00:55

Sempre a luta anti-fascista

por Samuel de Paiva Pires, em 17.04.09

Já cá faltava a referência do candidato Vital Moreira. Pode alguém que se arrogue de ter combatido o fascismo que nunca existiu em Portugal arvorar-se de arauto da liberdade de expressão quando outros sentem que há uma claustrofobia intelectual que emprobrece o debate político? Aparentemente pode. Afinal, a coerência não é virtude que preocupe os portugueses, que não podem, por isso, queixar-se da classe política que têm. Como é bom poder ser tudo e o seu contrário quando nos dá jeito. Vital Moreira, Sá Fernandes e outros que tais que o digam.

 

 

Recupero algo que escrevi há tempos:

 

Já chateia sempre a mesma lengalenga em torno do 25 de Abril e da "ditadura fascista" e essa mania de que nós mais novos devemos tudo e mais alguma coisa aos que fizeram o 25 de Abril. É por isso que em 30 anos pouco avançámos, continuamos um povo inculto, com 9% de analfabetos, e um dos povos com menor consciência política na Europa. Basta que um partido comunista ainda tenha legitimidade neste país para termos a clara noção de que estamos desfasados da realidade. Se realmente soubessem o que é o comunismo esse seria tão ou mais abominado que o fascismo italiano ou o nacional-socialismo alemão. Há 30 anos que andamos num regime com uma clara ditadura intelectual e cultural de esquerda, felizmente que, como vai notando uma professora minha, as novas gerações estão cada vez mais à direita, a ver se acabamos com este sufoco intelectual que me corrói as entranhas de cada vez que oiço ou leio as maiores barbaridades em termos de teoria política.

 

E já agora, confirma-se o que tinha escrito assim que soube os nomes dos candidatos do CDS/PP às eleições Europeias. O meu voto vai direitinho para o CDS, especialmente a pensar em Nuno Melo.

publicado às 00:35

A estranha escolha de Paulo Rangel

por João Pedro, em 15.04.09
 
 
Paulo Rangel é um jurista com uma carreira sólida, conhece bem o direito internacional (matéria que leccionou) e comunitário, é um bom tribuno e conhecerá como poucos as grandes questões europeias, sobretudo no que à justiça dizem respeito. É além do mais alguém que pensa pela sua própria cabeça, tanto quanto o seu cargo lhe permite. A sua fulgurante ascensão na política não terá deixado indiferente Rui Rio, que vê o seu antigo conselheiro ultrapassá-lo em notoriedade política, e que por isso mesmo tentou avançar com Marques Mendes como cabeça de lista do PSD às próximas eleições europeias. Rangel tem ainda a invejável condição de não ser um ex-jota laranja ou um boy acomodado. E o confronto com Vital Moreira, constitucionalista de outra geração, será certamente excitante. Mas não deixa de ser estranho que meses após o convidar para dirigir a tribuna social-democrata na Parlamento, Manuela Ferreira Leite o alcandore agora a primeiro dos eurodeputados. Com tantas opções no seu partido (entre os quais Marques Mendes, precisamente), apostar um mesmo trunfo para duas funções diferentes - e incompatíveis - no espaço de um ano parece táctica desconexa da líder laranja. Talvez uma tentativa de se afirmar, lançando um nome conotado consigo, mas que corre o risco de abrir ainda mais brechas no PSD. Esperam-se agora os seguintes nomes da lista, para que se possa falar do que importa.
 

publicado às 02:43

Excelente

por Samuel de Paiva Pires, em 10.07.08

A intervenção de Paulo Rangel que arrancou uma ovação de pé. Excelente orador, incisivo, sem insultos, sem insinuações, sem mascarar da verdade do estado da nação, analisando  e expondo tanto os pontos negativos como positivos da governação socialista. É um outro tipo de oposição a que nem Sócrates nem o PS, apologistas das estatísticas, da propaganda e do insulto pessoal, estão habituados.

publicado às 17:54






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