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Um resumo do pensamento político de Edmund Burke

por Samuel de Paiva Pires, em 20.04.16

Edmund-Burke-008.jpg

 Peter Berkowitz, "Debate Club":

Burke’s thinking is informed by an opinion about nature very different from Paine’s conception of solitary and asocial man. For Burke, man is by nature a social animal: Human beings are always living in a complex web of relations to other human beings and bound by obligations that tie each individual not only to the living but also to the dead and those not yet born. Political society does not derive its legitimacy from consent but rather from its ability to satisfy human needs. Individual liberty may be the highest need satisfied by politics, but satisfying it does not consist primarily in the enumeration of rights but in respecting duties, exercising restraint, maintaining soundly structured institutions, and adjusting laws to the habits, sentiments, and passions of the people. Political analysis is led astray by the search for abstract principles of reason; it should rely instead on study of “the history and character of one’s own society.” Principles of justice are embedded in long-standing practices and traditions, discerned on the basis of experience, and implemented by prudence or practical judgment. Since “change is the most powerful law of nature,” statesmen must constantly adjust, balance, and calibrate, crafting reforms that proceed gradually, incrementally, and in keeping with the spirit of the people and the principles that have served them well. While Burke believed in human equality, he thought that preparation for the hard task of governing required the kind of leisure and education typical of a natural aristocracy within a free society. Because of the limits of human reason—both its inability to resolve the deepest philosophical issues and its weakness in directing the passions and disciplining the imagination—a large role in political life must be reserved for “prescription,” or the presumption in favor of the long-standing institutions of civil society, particularly family and faith, that mold morals. Political parties “must ever exist in a free country” since citizens uniting around their favored principles is the best way to nurture the variety of principles on which freedom depends. Revolution of the sort seen in France is always wrong; it undermines the freedom in whose name it is undertaken by destroying the manners, mores, and attachments that restrain the human lust for power.

publicado às 09:00

Autismo político

por John Wolf, em 18.02.13

 

O filósofo Francês Michel Foucault referiu-se à "guerra" enquanto modelo para entender as relações sociais. No actual contexto da divisão que opõe os governos aos povos, diria que as batalhas a que assistimos têm servido para melhor identificar os diferentes corpos sociais que integram a realidade. A Austeridade terá servido para nivelar um país historicamente caracterizado pela distinção social. E agora, a auto-intitulada ou a alegada burguesia tornou a sua linguagem mais proletária, sacando os chavões de opressão utilizados habitualmente pelos trabalhadores, como se não dispusesse de um código próprio de protesto. Essa transformação não acontece por vocação. Realiza-se porque os direitos e privilégios mantidos sem justificação, estão agora a ser questionados e retirados em nome de um bem maior que corre o risco de se tornar num mal maior. Assistimos à substituição do conceito de preservação de posição dominante pela noção de sobrevivência. As categorias económicas e sociais que serviram para arrumar os diferentes grupos humanos, estão a ser revistas para integrar existências híbridas. Há muito que somos testemunhas do divórcio entre a cultura e o poder económico, do mesmo modo que registamos o vazio da inteligência doméstica, a inacção das elites intelectuais, que tentadas por um discurso intensamente populista, acabam por revelar os seus dogmas de um modo intransigente, quase fanático e próximo de um fundamentalismo desprovido de escola ideológica. No meu entender os vira-casacas são uma espécie especial a ter em conta. Nunca cultivaram as doutrinas colectivistas ou a partilha utópica, mas agora são convenientemente de Esquerda. Desse modo ninguém os chateará e poderão prosseguir a sua actividade num sistema contagiado pela mesma falsidade corporativista. A questão crítica que se coloca, e que observamos com alguma facilidade, relaciona-se com a justificação dos meios. Com que direito se invocam argumentos abstractos de justiça social para defender interesses particulares? Assistimos a sucessivas encenações de propaganda de bolso. Custa-me assistir à ausência de introspecção, o descartar de uma epistemologia política, que clarifique os conceitos operativos que são utilizados de um modo oportunista. Os axiomas extraídos de clássicos instigam paixões e despertam o medo, e o medo tem sido convenientemente utilizado para justificar a intensidade dos meios utilizados. Enquanto destinatários de mensagens emitidas pelo governo e que não encerram em si carga programática, mas que se inscrevem na realização técnica, torna-se claro que a resposta popular assentará em pressupostos quase diametralmente opostos - a falsa ideologia à flor da pele. Neste vai-vem de acusações e refutações registamos o derradeiro fôlego de uma linguagem política herdada de um paradigma abalroado pelas suas próprias insuficiências. As grandes convulsões que assolam as nossas sociedades turvaram as águas e necessitamos de algum tempo de acalmia, para que efectivamente possamos perceber que o nosso léxico mudou, o que dizemos já não faz sentido ou já não responde às questões mais prementes. Pensar sobre o que está acontecer enquanto está a acontecer obedece a uma lógica de tentativa e erro. Contudo, torna-se obrigatório colocar as questões sempre e sem excepção, nem que seja para causar uma interrupção no processo de pensamento dos outros. Nas convicções abaláveis de tantos e tantos políticos que padecem da mesma forma de autismo.

publicado às 17:31

Em destaque

por Samuel de Paiva Pires, em 21.01.09

Desta feita não é bem de um blog que se trata. Aliás, não é, de facto, um blog, mas sim o mais recente projecto do Professor Maltez, uma cronologia do pensamento político, Linha do Tempo, mais uma útil ferramente ao dispor de todos quanto se interessam por estas matérias.

publicado às 22:56






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