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A LigaNos das Escolas em Portugal

por John Wolf, em 03.02.18

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Ainda me lembro e bem, de certa e determinada escola privada em Lisboa nos anos 80 e 90, de ensino secundário "à medida", que face à burrice crónica de alguns alunos, e para desespero dos seus pais, servia de alavanca para o menino e para a menina pelo menos terminarem o liceu, ou até poderem ingressar no ensino superior num curso adequado às ambições limitadas dos discentes. A tal escola não era propriamente barata, mas alegadamente facilitava a coisa a troco de um módico. Vem isto a propósito de rankings de escolas melhores e piores, tabelas de honra e Portugal. Como em tudo, mas sobretudo em distintos domínios de gestão, nomeadamente Parques Públicos Escolares e o catano, onde já houve deslizes políticos e borradas intencionais, convinha que estas LigaNos das escolas fossem sujeitas a escrutínio apertado. Gostava de saber, em abstracto e em concreto, quais as ligações políticas dos agrupamentos, das escolas públicas e privadas a decisores que atribuem meios financeiros e de outra ordem (as legislativas estão à porta). Por outras palavras, seria bom saber por onde escorre o giz do negócio e da putativa vantagem. Associado a este paradigma, existe um conjunto de nuances parasitárias que vive à custa do coiro escolar. A saber; editoras de manuais, empresas de fornecimento de equipamento para as salas de aulas, empresas de transporte de crianças. Enfim, se tudo fosse analisado e processado com a objectividade e o rigor exigidos, provavelmente saltar-nos-iam à vista dislates de ordem diversa. Estes rankings caem assim de repente no nosso colo, mas não sabíamos de nada. Nunca soubemos. E provavelmente não fará diferença alguma. A melhor escola nunca constará da lista, da classificação.

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publicado às 17:14

Simply the beast

por John Wolf, em 15.06.16

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Não são apenas os lideres deste país que jogam contra o seu país. São os próprios jogadores. São os homens e mulheres das artes e letras. São os banqueiros. São os comentadores. São os jornalistas. São os empresários. São os taxistas. São os académicos. São os construtores civis. São os poetas. São os professores. São os funcionários públicos. E provavelmente são alguns bloggers. Existe sempre, em cada uma destas categorias ou classe profissional, um melhor do mundo, um campeão. Sim, jogo à defesa. Naturalmente. Para cada frase ou pensamento que tenha, espero que haja melhores - melhores frases e melhores bloggers. Mas não é apenas em categorias perfeitamente definidas que o bicho do "melhor do mundo" corrói. Na própria matriz social quotidiana de Portugal existe há séculos um certo menosprezo compatriota, doméstico. Não é fácil encontrar quem caminhe ao nosso lado enquanto "igual" com as "mesmas" chances de se superar a si mesmo. São sempre melhores. Ou uma lástima.  O síndrome da Islândia já vem de longe. Existe uma tendência intensamente contraproducente para Portugal ser o seu pior inimigo. Mas desta vez nem Marcelo nem Costa ajudaram. Em Paris assinaram por baixo desse complexo de inferioridade. Repito, não existem melhores nem piores do mundo. Existe vontade, determinação, humildade e 300.000 habitantes. Ou existe presunção, descontracção, sobranceria e 10 milhões de cidadãos. Portugal resiste a interpretar o mundo do modo como este merece ser interpretado. Não existem povos eleitos. Nem aqui, nem na China, nem nos EUA e de certeza que na Islândia não. E não interessa quem são os nossos pais.

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publicado às 10:53






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