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Sagração da Primavera

por Fernando Melro dos Santos, em 15.03.16

o putedo de esquerda, ponto um: lula, dilma e a tribo de selvagens emersos da jamba tupi lixam-se para a justica e para o eleitorado, decretando de caminho a irrelevancia dos primeiros, dos segundos e dessa coisa terciaria chamada realidade.

 

ontem gostei de ver "os imortais"; a-p vasconcelos eh um realizador de merda mas o nicolau, o unas, o almeida e a emmanuele seigner salvam aquilo tudo. boa historia, daria para muito mais se coppola ou john irving lhe pegassem. como se passou no cu do mundo (copyright socrates), nao pegaram.

 

o putedo de esquerda, ponto dois: tres socialistas (um ex-ministro da saude que num pais normal teria sido executado por milicias de rua, um nao-ente e alguem de centro-direita cuja densidade desconheco) contracenaram no pros & contras, pagos pelo mesmo erario de onde saem prebendas divanescas para os vicejantes da rtp, com o unico ser são que ali andava - plateia inclusa - jose eduardo martins. um povo que ignora estes arrobos de circo romano ou que, vendo-o, encolhe os ombros eh um povo irremediavel a quem nao deve ser dada a liberdade de mandatar o uso do poder, i.e , nao merece a democracia.

 

carthago delenda est, mas ja tarda.

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publicado às 11:16

Nem só de planos vive um governo

por John Wolf, em 25.11.13

Não acredito que um governante com sérias responsabilidades possa dizer, de ânimo leve, de que não dispõe de um plano B. Está a gozar com os cidadãos de um país inteiro? O político mal nasce vive de planos B, e já agora de planos C, e aí por diante. A condição política assenta na grande probabilidade e não na pequena certeza. Isto é ABC que qualquer dona de casa entende. Não há carne? Prepara-se uma massa. Não há gás? Lava-se o sovaco com água fria. Por vezes penso que estamos a lidar com amadores, embora tenham sido os presidentes do conselho de administração de grandes empresas. O orçamento, seja doméstico (para ir ao super-mercado), ou de Estado (para dificultar a ida das pessoas ao mini-mercado), assenta nessa areia movediça, na ideia de vários planos de contingência que se vão revezando até se encontrar a solução. Os governantes têm de se munir das ferramentas de trabalho adequadas, ou então não vale a pena se apresentarem ao serviço. Os planos com todas as letras do alfabeto têm de existir; num anexo ao barracão do governo ou perto do conselho de ministros, tem de haver um armazém com o stock cheio de planos alternativos. Pires de Lima, ao afirmar que não tem à mão um plano B, estará porventura a transferir o ónus do falhanço do plano (A) para o tribunal constitucional. O antigo cervejeiro sabe que o tribunal constitucional não trabalha com planos. Usa a chapa N (N de não) e os juizes perguntarão indignados: plano B? O que é isso? Nunca ouvimos falar e não temos disso na nossa despensa. E quanto ao plano A? há - mas não é verde. Vai ficar maduro lá para Junho de 2014, quando terminar o programa de ajustamento. E aí sim. A partir desse momento é o ver se te avias de planos. É o plano de acessos aos mercados. É o plano de emprego e crescimento. É o plano da função social do Estado. E não passamos disto. Não encontramos modo de quebrar o enguiço, este diálogo de teimosias que arrasta Portugal pela lama da sua desgraça económica e social. Nem é preciso saber muito de planos para perceber que muitas vezes não funcionam - os grandes planos. O plano faz parte de algo consensual, quase sexual, faz parte da relação poligâmica do poder e muda de parceiros constantemente. Os planos estendem-se sobre a mesa, com indicações claras dos caminhos a tomar, mas a dada altura do filme, há quem rasgue o guião e olhe para a estrada que tem por diante. Todas as excelsas considerações caem por terra, e os planos passam a valer muito pouco porque a paisagem é montanhosa, íngreme - pouco plana.

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publicado às 15:31






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