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Novo livro...

por Nuno Castelo-Branco, em 28.11.14

Tio Patinhas 459.jpg

 

...ontem lançado no CCB

publicado às 08:02

O povo é quem mais ordena

por Nuno Castelo-Branco, em 18.02.13

Pois é assim mesmo. Sempre que vota, ordena. Votou, ordenou. Os grupinhos mais excitados que esperem pelas próximas eleições.

publicado às 22:50

Parole, parole, parole

por Nuno Castelo-Branco, em 15.08.11

Da tomada de posse do governo todos retiveram algumas promessas, umas poucas que foram interiorizadas pela população. A primeira consistiu na simbólica questão das "férias" e todos pensaram que a gente da nova maioria ia dar o exemplo - mesmo que bacoco fosse - ao prescindir do chapinhar à beira mar e prestar-se a ficar nos gabinetes de trabalho. Qual quê...ao fim de dois meses, já estão a banhos

 

A segunda jura solenemente anunciada, consistiu na famosa renúncia ao alijar de culpas para outrém. Pelo que se tem visto nas últimas semanas, as boas intenções estão bem enterradas e voltámos ao normal ciclo da intriga, mentira descarada e  falta de circunspecção, como por exemplo, um Ministro das Finanças que convoca uma conferência onde todos esperam anúncios à redução de despesa e sai-nos um aumento de impostos! Agora, no preciso dia em que um vigarista universal puxa os seus mafiosos cordelinhos, o Sr. Aguiar Branco pega nas serviçais Forças Armadas e coloca-as qual pedra na fisga, atirando-as para a trincheira do combalido PS. O Sr. Santos Silva responde à letra.

 

Definitivamente, esta gente não aprende. Entretanto, no meio desta desilusão, uma entrevista que convém ler, quase  podendo imaginar alguns ditos em entrelinhas. Tentem fazê-lo.

publicado às 02:35

Tiro pela culatra, ou, "õ cómance á dãcê uiquiliques"

por Nuno Castelo-Branco, em 18.12.10

 

Ainda não percebemos se se diz "viquiliques" ou "uiquiliques". Até agora, o chinfrim da roda-dentada dos media, chega pelos bons ofícios dos habituais círculos da teoria da "conspiração yankee-sionista" que além de devoradora de recursos naturais alheios, é perita em espiolhar vida intra e extra planetária. Cúmulo dos cúmulos, os americanos atrevem-se a tecer todo o tipo de considerações acerca de gente tão finamente cinzelada à Cellini, como os senhores Berlusconi, Putin, Sarkozy e sucedâneos mais ou menos cavaqueiros.

 

Foi uma farra ao estilo B.E. e pelos vistos, está a chegar ao fim. Sendo boas-novas provenientes de sectores da política e da finança norte-americana, espera-se sempre uma informação logicamente respeitante aos sucessos além fronteira, mencionando nomes e factos dignos de comentário por parte de diplomáticos croqueteiros enviados por Washington.

 

Voltando aos até agora risonhos devoradores de caviar, a tagarelice consistiu num apressado erro de cálculo, pois se à primeira vista, as compridas e afiadas línguas do Departamento de Estado involuntariamente comprometeriam a sempre atacada reputação da potência dominante, agora dá-se uma sensível mudança nas papilas gustativas.

 

Há uns dias, saíram novidades acerca de "dinheiros" do assunto da barragem de Cabora-Bassa. Pelos vistos, os libertadores também recebem saguates* e ficámos sem saber, se por cá alguém também beneficiou de "fundos perdidos ou compensatórios". Hoje, chega também a notícia do depósito da módica quantia de 9.000 milhões, na conta bancária do sudanês sr. Al-Bashir.

 

Mário Soares anda atento e não vá o diabo tecê-las, já cava trincheiras, dispõe da artilharia em losango e liga os radares, colocando o dispositivo defensivo em alerta máximo. Ao Público, declara  que..."curioso é que tudo aquilo que se passa e tudo aquilo que se diz nada é contra a América, é tudo contra os outros”. Assim, num ápice, estes "expressos de fim de semana" começam a dar boa conta dos inerentes perigos que as espiolhadas informações poderão representar. Um dia destes, talvez teremos o prazer de ouvir o Dr. Almeida Santos, numa das suas proverbiais e digestivas sentenças edificantes, pós-jantarada com militantes. Com ainda mais uma posta de sorte, talvez até saberemos mais outras tantas inconfidências acerca deste alegado "co-irreponsável" do estado a que chegámos.

 

Afinal, tudo isto não passa de mais uma "pérfida, calculista e vergonhosa campanha dos agentes do imperialismo", enfim, da CIA. Sempre coerente e agora surpreendentemente alinhado naquilo que há uns dias aqui dissemos, Mário Soares não augura "que seja nada de muito bom”.

 

O problema é que por estas bandas, começamos a augurar que talvez seja algo de bom e talvez mesmo, algo de muitíssimo bom.

 

Como diria Soares, "õ cómance á dãcê uiquiliques!"

*Recompensa, "à moçambicana"

publicado às 11:58

De volta a Portugal

por Samuel de Paiva Pires, em 12.10.09

 

Depois de uma semana por Kiev, cidade que, confesso, não deixa muitas saudades, principalmente tendo em consideração a responsabilidade dos soviéticos na destruição do património histórico que a Kiev de tónica mais imperial tinha, volto a Portugal e continuo com o mesmo sentimento que já me vem assolando há algumas semanas, no que diz respeito a comentários e análises à actualidade: estou sem paciência.

 

Estando a trabalhar durante o dia, tendo aulas de mestrado à noite (que para mim só começam amanhã), e com muito trabalho pela frente ao longo do próximo ano, confesso que a boçalidade que caracteriza a vida pública do país se tem tornado demasiado atroz para que me digne sequer a desperdiçar o pouco tempo que me resta a comentar seja o que for. Ainda bem que o período eleitoral está terminado. Já estava a ser demais tanto espectáculo de uma pobreza franciscana, que em pouco ou nada ajuda o país.

 

Acrescente-se a isto as leituras de cabeceira dos últimos tempos, que, de facto, só alimentam este sentimento. Um, Pulido Valente, dá-nos um excelente retrato que permite perceber como tem vindo a funcionar o país desde 1820 (Portugal - Ensaios de História e Política). Outro, Medina Carreira, proporciona-nos uma ilustração fiel do abismo para onde nos vamos paulatinamente dirigindo (Portugal Que Futuro?).

 

Qualquer sentido de desinteressado serviço público, ao país e à nação, está condenado ao fracasso no contexto de degenerescência acentuada em que nos encontramos. Em grande parte fruto de uma questão cultural e educacional, como aponta Medina Carreira. Já Popper, quando se começou a aperceber da forma como o relativismo estava a afectar negativamente as democracias e os seus sistemas educacionais, tentou relembrar que a maior aspiração da democracia sempre foi a de elevar o nível educacional. Infelizmente, como tantas vezes por aqui tenho escrito, não é o que se verifica em Portugal, o que só acresce aos mais ridículos debates político-partidários a que podemos assistir quase todos os dias.

 

Sou um democrata e um liberal por definição, no que diz respeito a ideais, mas não posso deixar de reconhecer que a democracia portuguesa é cada vez mais, apenas e só, a demagogia de uma série de indivíduos que vão (des)governando a nação, justificando-se com a ditadura da maioria. Nada que não se pudesse antecipar, dada a democracia  de inspiração jacobina que temos em Portugal.  E isto exaspera-me.

 

Junte-se a isto o facto de sentir que muitas vezes me estou a repetir, e que preciso de usar o pouco tempo disponível para ler muito, para estudar, para reflectir, e cada vez tenho menos disposição para comentar seja o que for. Às tantas já nem sei bem o que ando aqui a fazer. Espero que as aulas do mestrado em Ciência Política me dêem novo alento para voltar a sentir aquele gosto pela escrita blogosférica que até há uns meses me animava. Até lá, peço desculpa aos amigos e leitores mas não ocuparei muito tempo a comentar a actualidade política portuguesa. Remeter-me-ei, no essencial, à política internacional e à teoria política, quando me parecer pertinente. Talvez esteja mesmo é a precisar de férias.

publicado às 00:34

Desabafo político para bom entendedor

por João de Brecht, em 24.12.08

 

 

 

Ao longo da história foram aparecendo centenas de modelos políticos. Da direita à esquerda, todos eles nos brindaram com virtudes e calamidades, não nos permitindo apontar nenhum deles como perfeitos. Quer os mais aristocráticos, quer os ditos “socialistas” tiveram um ponto como base comum, a estratificação social dividida entre a elite governante (classe política/administrativa), a elite não-governante (classe intelectual ou militar ou economicamente imponente ou puro mistério de ligações – “cunhas”) e claro as massas que em todos os regimes funcionam como uma base de pirâmide social.
Numa altura em que a democracia em perde de uma forma progressiva a sua credibilidade, é necessária a reinvenção da forma de fazer política, o que exige necessariamente uma “revolução” (termo lamentavelmente associado de forma automática a movimentos violentos de esquerda relativos a golpes de estado).
Há dias numa conversa com o Samuel sobre este mesmo tema, ele disse-me quatro condições políticas essenciais com os quais me vi obrigado a concordar depois de reflectir para que um sistema funcione, o humor, o politicamente incorrecto, o realismo e o sentido de estado. Pensemos agora caro leitor no caso português; alguma vez se assiste a alguma situação de humor por parte dos políticos portugueses? Há uns anos tínhamos as camisas do Dr. Carvalhas, de vez em quando há umas calinadas e propostas absurdas que dão para rir e mais? Não há qualquer humor político em S. Bento, o tabu e a extrema sensibilidade em relação a questões ideológicas fazem com que tudo se torne demasiado “obtuso”, sem humor não há tacto e muito menos confiança. Se é necessária a seriedade nas questões, também é o humor nas relações interpartidárias e na abordagem dos problemas. Quanto ao segundo ponto, acho que tem havido um esforço, mas como referi em monarchy for dummies, muitas pessoas neste país confundem o politicamente incorrecto com o politicamente absurdo. Não há risco, não há tentativa… Tudo se resume à continuidade de políticas que agradam, na garantia de que de quatro em quatro ou de cinco em cinco anos vão ter a reciprocidade dos beijinhos das velhinhas dos mercados ou as mãos erguidas fazendo símbolos que desconhecem. O Realismo meus caros, estará ele escondido atrás do sonho marxista, no pseudo-socialismo, no trotskismo politicamente correcto ou na direita indefinida? No que toca à nossa postura em relação à vida, o idealismo é uma das mais pertinentes virtudes que um homem pode ter (fala o poeta que da vida ainda pouco conhece), mas não na política, nas eleições fazemos um voto em actos e propostas exequíveis e não em ideologias que impossivelmente se aplicam em 4/8 anos. Por fim, o sentido de estado, contam-se pelos dedos das mãos os nossos caros políticos que estão familiarizados com tal termo. Para uns é o seguimento de políticas vãs num conformismo existencial de ocupação de poder, para outros é o simples facto de garantia de soberania, obrigado aos senhores que nos garantiram dois maravilhosos submarinos de guerra e outros gastos com a defesa (não culpemos o Dr. Paulo Portas, porque as políticas que anteriores remetiam para a compra desses mesmos submarinos e para além disso jogar ao braço de ferro com as forças armadas só teria um resultado possível) – o que não quer dizer que a necessidade de forças armadas não seja uma realidade mas...
 
Qual a solução?
Que futuro?
 
Há uma frase que costumo dizer e que é muitas vezes mal interpretada, o grande mal das ditaduras é não terem um prazo de validade, não haja dúvida de que há uma necessidade de uma séria recuperação e mudança política no nosso país, provavelmente a única solução democrática passaria pelo extremo centro, mas até que ponto seria exequível? Alguma vez as massas votariam no MMS e nesses outros que se afirmam totalmente independentes de ideologia? Não. A direita está descredibilizada com o Estado Novo (no que toca às práticas de censura, liberdade política e afins), a esquerda teve a sua oportunidade num verão que quase virou guerra civil e o centro tem-nos levado ao fundo cada vez mais…
Não encarem isto como discurso político ou rebeldia sem causa, é apenas um desabafo.

 

 

publicado às 06:36






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