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Atomium Walesa

por Nuno Castelo-Branco, em 25.09.14

 

 Nada mais nada menos, senão bombas atómicas emprestadas ou alugadas (sic), tallvez num sistema lend & lease ou rent a car.

 

O Nobel da Paz Sr. Walesa, ainda não entendeu algo que parece evidente a qualquer aluno do ciclo preparatório: a utilização de uma arma nuclear,  por muito táctica que esta seja, poderá advir de um momento furtuito ditado pelo desespero. Enganam-se aqueles que julgam impossível uma escalada. Ou anda alguém a acicatar o  Sr. Walesa a ouvir empolgantes discursos bomben mit bomben, ou então, pretenderá o ex-sindicalista-presidente uma Polónia ainda mais deslocada para ocidente, com capital em Móstoles, Voisins-le Bretonneux ou no Cacém? 

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publicado às 11:43

Eu não sei quem é o Embaixador da Polónia em Lisboa

por Samuel de Paiva Pires, em 28.03.14

Mas um representante diplomático que pede explicações ao Expresso por um artigo de opinião do Henrique Raposo em moldes que roçam o patético e revelam uma mente toldada pelo politicamente correcto só pode estar a pedir que se riam dele. E é isso que o Expresso deve fazer.

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publicado às 13:59

Começou a escalada do disparate

por Nuno Castelo-Branco, em 04.03.14

 

Tal como há quase cem anos, há quem queira pôr as rodas da mortífera engrenagem em movimento. Agora, os polacos sentem-se ameaçados pela Rússia, país com o qual nem sequer fazem fronteira que se veja. À Polónia, decerto somar-se-ão lituamos, estónios e letões, todos eles desesperadamente ansiosos por ajustes de contas mais próprios da época anterior a Hiroxima. A propósito, os polacos deveriam cair de joelhos, e de braços em direcção aos céus, agradecerem o status quo das suas fronteiras. 

Nenhuma destas preocupações será coisa séria, a menos que por detrás de todo este carnaval, estejam uns alvitres vindos além-Atlântico. Por outro lado, chovem as "garantias" prodigamente oferecidas por ingleses, americanos e franceses. Esse tipo de garantias, são hoje tão sólidas e válidas como aquelas dadas aos checoslovacos em 1938: não valem o preço do papel em que foram "printadas" após o recebimento do respectivo mail

 

Fiquemos então com boa, excelente música. 

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publicado às 00:55

Portugal, Polónia, tudo "isso" começa por um P

por Nuno Castelo-Branco, em 05.02.13

Há uns bons aninhos, em plena conferência inter-aliada, o sr. Roosevelt irritou-se com a resistência britânica à expulsão de dez milhões de alemães radicados na Silésia, na Pomerânia e Prússia Oriental e exigida cedência daquelas terras à futura Polónia sovietizada. Discutia-se então a política do estabelecimento da Polónia mais a ocidente, compensando-a dos apetites vorazes que o Kremlin manifestava pela sua parte oriental, obtida em 1939 quando da celebração do pacto Ribbentrop-Molotov:

 

- Winston, afinal onde é que ficam esses territórios?, perguntava o então residente na White House.

 

O Franklin em causa não fazia a menor ideia do que estava em causa e pelos vistos tem hoje um brilhante seguidor quanto a gaffes que metam a Polónia na liça. O sr. Biden, decerto um esmerado conhecedor da geografia, decidiu retirar Portugal do rol dos países europeus em dificuldades, substituindo-nos pela Polónia.

 

Grandes aliados temos nós além-Atlântico, os amigos são mesmo para as ocasiões. 

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publicado às 17:08

É um rotineiro reviver o passado que não  voltará. A verdade é que a coisa se resume a uma saudosista agremiação cheia de cãs. Estando há muito tempo afastada do Parlamento a starlet Odete Santos - agora uma admiradora de Almeida Garrett, esse vulto dos primórdios da Monarquia Constitucional -, lá se vai o derradeiro ícone a lembrar-nos a pesadota passagem de Brezhnev pelo planeta Terra. Odete despediu-se hoje do comité central, o importantíssimo órgão democraticamente auto-nomeado. Com uma vénia, O.S. deixa a tribuna de honra de um congresso que como sempre, teimosamente imita o dentro em breve esvaziado túmulo de Lenine na Praça Vermelha. Vai fazer falta. Referimo-nos a Odete, claro, pois o assunto "limpeza geral da múmia moscovita" é da única e exclusiva responsabilidade do Senhor Putin.

 

A amarelecida múmia de Lenine, em refrescante banho periódico

Como homenagem ao congresso do PC, aqui fica o que há para dizer, aproveitando-se um breve trecho da entrevista da muitíssimo experiente Danuta Walesa. Visitando Portugal a propósito da sua autobiografia Sonhos e Segredos, não deixou de dar a devida importância à tribo do chefe Jerónimo:

 

"Diria que não compreendo sequer como se pode apoiar um partido comunista perante a experiência daquilo que aconteceu noutros países, perante o fracasso económico, o facto de não haver nada nas lojas e de haver todo o tipo de constrangimentos, as perseguições, as humilhações, a proibição da livre expressão e pensamento... Eu não sei que tipo de comunismo se defende aqui, mas posso falar da minha experiência com o comunismo tal como foi aplicado na Polónia, e da diferença entre o que um partido proclama e o que faz no poder, e o que acontece quando uma sociedade não se identifica com aquilo que o partido faz no poder. Mas é claro que há uma diferença entre o que um partido comunista pode fazer numa sociedade democrática como a portuguesa e do que pode fazer numa ditadura como fez a Polónia (...) mas concretamente sobre o comunismo, a experiência que os polacos têm é uma experiência de privação, perseguição e humilhação, portanto é natural que a ideia do comunismo gere uma forte repulsa entre os polacos. Até porque o regime comunista polaco seguia as ordens de Moscovo e nós não tínhamos qualquer capacidade de decisão autónoma".


Danuta Walesaentrevista à revista Tabu (semanário Sol), 23-11-2012

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publicado às 01:11

Obama (também não estava) errado

por Nuno Castelo-Branco, em 31.05.12

A razão é simples. Após o fim da guerra, os fantoches polacos do PC subserviente a Moscovo, encheram os antigos campos erguidos pelos alemães com judeus, alemães expulsos das suas terras pelos comunistas de Lublin e muitos outros "indesejáveis" como por exemplo... milhares e milhares de polacos! Bem vistos os factos, Obama não se enganou, apenas quis dizer outra coisa.

 

Uma maçada, esta história sempre tão desagradável para vários convivas.

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publicado às 01:00

...

por Paulo Soska Oliveira, em 11.04.10

luto_polónia

 

Estando eu ainda sem palavras, transcrevo o post de um amigo no seu blog:

 

" Esta manhã a Polónia acordou sobressaltada, transpirada como se tivesse tido um pesadelo.

Acordou ao som de SMSs, de telefonemas, de notícias perdidas e meias palavras.

Ensonada, a Polónia acendeu a televisão, consultou a internet, esfregou os olhos incrédula e despertou cruamente ao som de uma tragédia: Um acidente aéreo vitimou o Presidente da República e uma comitiva constituida por altas individualidades do aparelho de Estado, da banca e do Exército. Eram 9:00 em Varsóvia quando, num instante, a Polónia perdia a sua cúpula política entre acessores do Presidente, ministros e deputados.

Este acidente inspirou muitas reflexões a partir de diversos quadrantes da sociedade polaca, aqui publico a minha.

É incrível a quantidade de catástrofes a que a Polónia tem sido submetida desde sempre, as guerras, as intempéries, as invasões e ocupações, o sufoco Nazi e posteriormente Soviético. Parece que a Polónia está destinada a sofrer,a penar um sofrimento infinito que parece ter tréguas mas que ciclicamente regressa e inflige graves feridas. É de uma ironia macabra que altas patentes do Exército Polaco tenham morrido a caminho duma cerimónia que se destinava a selar o perdão oficial da Rússia pelo Massacre de Katyń sucedido há exatamente 70 anos. É também curioso constatar que o primeiro-ministro polaco Donald Tusk tenha estado no mesmo local a convite do seu homólogo russo apenas 3 dias antes do acidente. Outra curiosidade prende-se com o facto de Wojciech Jaruzelski também ter sido convidado para as celebrações, uma situação que causou grande celeuma por se considerar “escandaloso” que um dos principais responsáveis pelo regime opressivo da antiga República Popular da Polónia fosse representar o País na cerimónia. Jaruzelski acabou por declinar o convite depois de instalada a controvérsia e ficou em Varsóvia.

Agora discute-se muita coisa, que o Tupolev Tu-154M presidencial já tinha mais de 20 anos e que já se tinha equacionado (e sucessivamente adiado) a sua substituição, que foi um erro crasso ter colocado tantos dignatários da Nação na mesma aeronave - a amputação de tão importantes funcionários irá certamente despoletar uma crise institucional no seio da Polónia – e até uma horrorosa versão que classifica o desastre como uma manobra de martirização por parte de Kaczyński para que o Massacre seja lembrado para sempre como um ato indelével das intenções diabólicas da Rússia / URSS para com a Polónia.

Factual é apenas a informação que o avião caiu à quarta tentativa de aterragem, que as condições atmosféricas eram péssimas com nevoeiro cerrado e que a própria torre de controlo do aeroporto sugeriu que a aeronave aterrasse em Moscovo ou na capital bielorrusa Minsk. A caixa negra que já foi encontrada poderá ajudar na resolução deste mistério que resultou na morte de todos os 98 ocupantes do avião presidencial e no luto de 40 milhões de pessoas.

Mais uma vez a Polónia sofre as suas perdas, mais uma vez a Polónia chora os seus mortos, mais uma vez o patriotismo polaco é chamado, mais uma vez a resiliência dos polacos é posta à prova, mais uma vez a História se repete.

A Polónia, como país profundamente católico, tem sofrido horrores desde que o tempo é tempo, não há memória de um povo e de um território tão sacrificados na sua existência. Mais uma vez o Destino mergulha a República na tristeza e na dor, uma dor que parece ser uma cruz que a Polónia terá eternamente de carregar enquanto o tempo for tempo. Um trabalho de Sísifo, um fado que esta terra – que nunca se rendeu – vive constantemente."

 

Conhecia bem algumas das pessoas que morreram nesta tragédia.

A todos eles e às suas famílias as mais sinceras condolências.

 

Quanto ao resto, a democracia é o garante da substituição destes quadros que num instante se perderam.

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publicado às 05:51

Katyn outra vez

por Nuno Castelo-Branco, em 10.04.10

Acompanhado por uma importante comitiva, o presidente polaco deslocava-se à cerimónia em homenagem  aos vitimados de Katyn. O ainda aparente acidente de aviação na zona de Smolensk, levou à morte de todos os ocupantes do aparelho, numa desgraçada similitude com os acontecimentos ocorridos há seis décadas naquela área. Uma vez mais, desaparecem importantes nomes da cúpula do estado polaco.

 

O governo russo fica numa embaraçosa situação, porque dadas as recentes divergências entre a Rússia, Alemanha e Polónia, decerto não tardarão a surgir elaboradas teorias da conspiração. No entanto, a vetustez do Tupolev, pode ser a explicação correcta para o desastre.

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publicado às 14:25

   

 

Territórios habitados desde o Drang Nach Osten por populações alemãs há mais de sete séculos, a região dos Sudetas, a Silésia, a Pomerânia e a Prússia Oriental foram esvaziadas dos seus proprietários pelos acordos celebrados entre as potências vencedoras da II Guerra Mundial.

 

Apesar da inicial repugnância do governo polaco no exílio (Londres), a Polónia ocupada pelo Exército Vermelho, foi obrigada a aceitar as novas fronteiras ditadas por Estaline, o que pressupunha uma deslocação em direcção ao ocidente. Impune da partilha celebrada com Hitler em 23 de Agosto de 1939, a URSS ocupou uma vasta região  que desde a Finlândia  ao Mar Negro, lhe ofereceu vastos territórios e populações não russas, cumprindo-se o desígnio estratégico de futuras intervenções na Europa Central e balcânica. Consequentemente, a indiferença total pelos direitos das populações e pela própria Carta do Atlântico que daria origem à ONU, encetou uma política de desapossamento de terras com a clara intenção de uma posterior colonização com elementos étnicos mais conformes  com a necessária fidelidade a Moscovo. É assim que os países bálticos verão alterada a componente étnica de cada um, com o estabelecimento de grandes contingentes russos que hoje ainda são um elemento desestabilizador a favor da política do regime de Putin. Aos assumidos morticínios da população civil alemã do leste do Reich, seguiu-se a limpeza étnica que o novo governo vassalo em Varsóvia, gostosa e brutalmente seguiu contra toda a legalidade estabelecida pela própria lei internacional gizada pelos vencedores.

 

O caso checo não foi diferente. Violações, roubos e assassinatos indiscriminados contra os alemães da Boémia e da Morávia, fizeram desaparecer uma população que durante séculos contribuiu poderosamente para a prosperidade daquela antiga região do império austríaco.

 

Não foram apenas os alemães o alvo das perseguições, morticínios, violações de direitos básicos e roubo. Húngaros, italianos, romenos da Moldávia, ucranianos, polacos dos antigos territórios do leste da Polónia pré-1939 ou os finlandeses da Carélia, sofreram as consequências da Nova Ordem ditada pela União Soviética, com o beneplácito das sempre ignaras e desinteressadas administrações norte-americanas de Roosevelt e dos seu herdeiro Truman.

 

O chamado Tratado de Lisboa, o desesperado sofisma para garantir alguma viabilidade a um projecto que apenas poderá ser comum para uns tantos, concedeu aos checos, excepções que desmentem cabalmente o princípio igualitário da Lei, sempre tão anunciado como a essencial base de construção de uma União que se desejaria forte e onde a equidade se sobreporia sempre ao livre arbítrio da prepotência.

 

A cedência diante da chantagem de Praga e também de Varsóvia, somada ao deplorável exemplo exercido contra os dinamarquesas e mais recentemente sobre a Irlanda, desmente todo o desfiar do rosário de boas intenções. Pior, mina indelevelmente pela desonra, a Comissão Europeia, o Parlamento de Estrasburgo e os governos do verdadeiro directório que não soube ser firme na primordial e indiscutível questão dos Direitos Humanos.

 

Os portugueses foram há três décadas, os protagonistas da maior deslocação de populações europeias desde o fim da II Guerra Mundial. Em silêncio, como é timbre da nossa pacata gente, aceitámos a afronta e todos os dias ainda deparamos com os arrogantes sátrapas e carrascos que contra toda a legitimidade nos fizeram aceitar o bafo dos "novos ventos da história", sob pena do total abandono e mais que provável desaparecimento do mundo dos vivos.

 

Durante mais de um século e aqui mesmo ao lado, os portugueses de um determinado território viram-se despojados dos seus direitos nacionais, sendo-lhes interditado o ensino da sua língua pátria. Desenraizados e separados pelo abismo cavado pelo ocupante, os oliventinos conservaram os nomes, as velhas recordações. Cuidam dos seus antigos monumentos que ainda ostentam as pedras de armas do Estado que os fez erguer perpetuamente. Deixaram de ser uma parte dos povos de expressão portuguesa, é certo. No entanto, ao contrário de outros, permaneceram nas suas casas e terras. A tradicional brutalidade castelhana não chegou ao ponto de os fazer desaparecer fisicamente.

 

A partir deste "caso checo", deixemo-nos de ilusões. A Europa mais não é senão um enunciado de boas intenções e prometidos negócios que conduzirão ao previsível fracasso final. Trata-se de uma mera questão plutocrática.

 

Como última nota, saliente-se a presteza com que o Estado português colaborou nesta decisão. Compreende-se.

 

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publicado às 15:56

1 Ano

por Paulo Soska Oliveira, em 08.02.09

A 8 de Fevereiro de 2008 rumava  Bratislava.
Decidido a mudar de vida, mudar de ares e pelos amores.

Um ano...

Um ano que começou bem, que a meio se revelou ser o pior da minha vida, mas que de novo em boas graças findou.

Agora por Varsóvia. Ansioso por saber o que o futuro (me) nos reserva.

Que venha o próximo 8/Fev.

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publicado às 14:43

Viagens na Minha Terra - Gdańsk

por Paulo Soska Oliveira, em 29.12.08

Gdańsk é uma das mais belas cidades da Polónia.

 

Localizada na Pomerânia, nela encontramos a foz do Vístula. Com 460 mil habitantes, encontr-ase integrada no núcleo de Trójmiasto (Três Cidades), que com Sopot e Gdynia possuem mais de um milhão de almas.

 

Entre 1793 e 1945, fruto do domínio prussiano e germânico chamava-se Danzig.

 

Elemento fulcral na rota do âmbar, cidade hanseática, disputada por polacos, cavaleiros teutónicos, prussos, alemães, suecos e russos, ponto de discórdia que levaria ao inicio da grande ameaça de um regime totalitário e ao fim de um outro em menos de 40 anos.

 

Local de nascimento de vultos como Johannes Hevelius, Bogusław Radziwiłł, Daniel Schultz, Daniel Fahrenheit, Schopenhauer, Fritz von Below, Henry Rosovsky, Günter Grass, o primeiro ministro polaco actual, Donald Tusk e ligada a Lech Wałęsa e Solidariedade.

 

Convido os nossos leitores a observarem um pouco de Gdańsk através das fotografias da minha mais recente viagem. Estão incluídos os edifícios antigos e modernidade, incluíndo fotografias dos locais mais marcantes para o final do regime soviético - e onde se pode observar a queda do poderio dos Estaleiros.

 

Ao clicarem em qualquer fotografia serão redireccionados para um mini-álbum.

 

 

 


os famosos portões

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publicado às 13:51

Viagens na Minha Terra - Westerplatte

por Paulo Soska Oliveira, em 29.12.08

Não o terá sido tecnicamente, mas ficou para a História como o local de início da II Guerra Mundial.

 

Pouco faltava para as cinco da manhã de 1 de Setembro de 1939, quando o couraçado alemão Schleswig-Holstein, ancorado na foz do Vístula no interior da Cidade Livre de Gdańsk começou a bombardear a guarnição militar polaca em Westerplatte.

 

A Liga das Nações falhara completamente nos seus propósitos. Todos sabemos o desenrolar histórico de 1939-45.

 

No entanto, não poderá ser esquecido o facto de que do lado polaco, durante 7 dias, 200 homens resistiram aos avanços de mais de 3000 soldados do Eixo, aliados por um couraçado, dois torpedeiros e alguns Stukas. A fortaleza era suposto aguentar-se apenas 12 horas. Aguentou 14 vezes esse tempo. Rendeu-se face à ausência de armamento e mantimentos.

 

Em 1966, no mesmo local foi erguido um monumento à memória dos soldados que tão bravamente defenderam aquele local. Deixo aos nossos leitores e à restante equipa um punhado de fotografias tiradas no segundo dia de Natal.  (Clicar para ampliar).

 

 

 

 

Cruz Virtuti Militari atribuída a título póstumo aos defensores de Westerplatte

  

Ruínas de um dos aquartemalentos

  

 

  


 


 

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publicado às 08:32

Adeus Outono, Olá Inverno

por Paulo Soska Oliveira, em 22.11.08

Ai como é bom assim acordar,
com a neve na janela e a magia no ar...

 

Neve em Varsóvia I

 

Neve em Varsóvia II

 

Neve em Varsóvia III

 

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Com esta data no calendário, já há alguns dias aconchegado por luvas e cachecol - algo que em Portugal nunca fizera - eis que o amanhecer é assim. Suave. Calmo. Branco.

O Outono já nos deixou por estas bandas. Os próximos três meses serão frios - e Varsóvia vai transformar-se num enorme lamaçal.

Resta-me aguardar o Verão.

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publicado às 08:24

Biblioteca da Universidade de Varsóvia

por Paulo Soska Oliveira, em 04.10.08

À semelhança de Portugal, coexistem na capital dezenas de universidades, politécnicos, escolas superiores tanto públicas como privadas.

A principal instituição de Ensino Superior na capital polaca - Universidade de Varsóvia - fundada em 1816, conta com quase 57.000 estudantes (Universidade de Lisboa - 1911, 20.000 estudantes; UTL - 1930, 24.000 estudantes), inaugurou em 1999 um novo edifício para a sua biblioteca.

 

Esta, conta no seu espólio com cerca de 6 milhões de obras únicas, sendo que metade destas se encontra no edifício principal e o restante dividido pelas restantes bibliotecas das faculdades.

O edifício principal, inaugurado em 1999, tem um volume de 260.000 m3, ocupando uma área de cerca 64.000 m2.

 

No entanto, a parte mais fascinante, para mim, não ó espólio nem o seu enorme tamanho.

É sim, o seu quarto piso- um lindissimo jardim. Um jardim no topo do edifício. De acesso livre. Vistas lindas sobre o Vístula. 1,5 hectares de pura reflexão...

Só é pena o dia chuvoso, mas fica aqui um 'cheirinho' de um dos segredos que não se encontra num guia de viagens.

 

BUV - I

 

 

 

 

 

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publicado às 20:02

Varsóvia - Palácio de Wilanów

por Paulo Soska Oliveira, em 04.10.08

Palácio de Wilanow, Varsovia - I

 

Varsóvia - Palácio de Wilanów II

 

Palácio de Wilanów, Varsóvia III

 

O Palácio de Wilanów é um dos mais preciosos monumentos da cultura polaca.
Tendo sido construído como residência de Verão do rei polaco Jan III Sobieski [ libertador de Viena, aquando do Cerco Otomano em 1683] no final do século XVII, sobreviveu praticamente intacto às três partições da Polónia (1772, 1793, 1795) e a todas as guerras desde a sua fundação. Escapou à devastação da Segunda Conflagração Mundial apenas por estar localizado fora do centro de Varsóvia (à altura, fora da capital).

 

A sua arquitectura é peculiar - alia o barroco europeu à então condicionante polaca e foi ampliado pelos seus sucessivos proprietários (a monarquia polaca era Constitucional e Eleitoral).

 

Pessoalmente, faz-me lembrar o Palácio de Seteais.

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publicado às 16:38

O Outono em Varsóvia

por Paulo Soska Oliveira, em 28.09.08

Pilriteiro em Varsóvia

 

Carvalho em Varsóvia

 

Esta tarde, num passeio a pé pelo maior parque aqui ao pé de casa (27 hectares, palco de parte do massacre de Wola) o cheiro a Outono já se fez sentir.

Os pilriteiros tornam-se vermelhos, os carvalhos perdem as suas folhas.

Depois de um Verão com muitos sobressaltos, espera-se que o Outono traga boas novas.

 

A saga da busca pelo trabalho perdido continua...

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publicado às 19:54

Addio, Adieu, auf Wiedersehen, Goodbye

por Paulo Soska Oliveira, em 18.09.08

 Caríssimos,

 

A aventura pela Eslováquia termina hoje.

A partir da próxima semana deverei estar já na Polónia.

 

Aceitam-se sugestões de emprego, que a procura individual vai árdua.

Até pelo menos quarta-feira ficarei sem internet.

 

Cumprimentos aos leitores.

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publicado às 14:11

 

A 4 de Julho de 1943, um estranho acidente aéreo em Gibraltar, vitimava o chefe do governo polaco no exílio, o general Sikorski. Para a Polónia ocupada, este militar era o símbolo da resistência à ocupação decorrente do Pacto germano-russo de 23 de Agosto de 1939 e emulava perante os seus compatriotas, o papel desempenhado pelo general De Gaulle junto dos franceses.

 

Após o Armistício de Rethondes e tal como o chefe da França Livre, Sikorski decidiu passar o núcleo de resistência para a Inglaterra, onde se dedicou à formação de unidades de combate polacas integradas no exército britânico. A situação da Polónia diferenciava-se do posicionamento de Londres perante o Eixo, pois a evidente convergência de interesses entre o Reich e a URSS, tinha como base de sustentação a partilha do país que conduzira à declaração de guerra de 3 de Setembro. Se a primeira fase do conflito conformou os esforços de Sikorski na estreita cooperação com o War Cabinet de Londres, o início da Operação Barbaruiva trouxe imediatas dificuldades ao relacionamento entre os novos aliados, ambos muito interessados em soluções completamente diferentes para o futuro do ressurgimento da Polónia como Estado independente. Inicialmente, os britânicos pretendiam honrar os seus compromissos que previam a manutenção do status quo das fronteiras anteriores à guerra, enquanto numa primeira fase da invasão da Rússia, Estaline preferisse não se pronunciar acerca do verdadeiro projecto de anexação soviético, já estabelecido pelo tratado celebrado com Ribbentrop em Moscovo. Desta forma, a possibilidade de renunciar aos territórios polacos  situados a leste da Linha Curzon, estava de antemão posta fora de qualquer cogitação. Estaline pretendia um claro avanço territorial para ocidente que lhe permitia intervir decisivamente na Europa Central e nos Balcãs, transformando toda a vasta região num conjunto de Estados vassalos e de preferência, com forte presença militar russa.

 

A necessidade de chegar a um acordo levou Sikorski a negociar com Moscovo, sabendo-se que na URSS vegetavam nas mais miseráveis condições milhares de militares e civis polacos, mas a informação alemã acerca dos massacres de Katyn perpetrados pelo NKVD, viria a criar um fosso intransponível entre o governo polaco de Londres e o regime de Estaline. Em consequência, foi organizado um governo fantoche pró-russo, assim como um exército polaco sob férreo controle  do Stavka, o que aparentemente facilitaria a aceitação da entrada do Exército Vermelho na Polónia, numa fase da guerra em que a Wehrmacht recuava e tornava evidente o desenlace do conflito.

 

Toda a controvérsia inter-aliada, ou melhor, entre os polacos no exílio e o conjunto dos aliados ocidentais e a URSS, residia na dificuldade de estabelecer a Polónia com fronteiras aceites por todos. Para a URSS, isso implicava o reconhecimento da linha estabelecida por Molotv e Ribbentrop, uma das fundamentais causas da própria entrada em guerra da Grã-Bretanha. A rica e multifacetada personalidade de Winston Churchill - estando os ingleses muito dependentes da ajuda norte-americana - poderá ter induzido o Premier a uma daquelas reviravoltas políticas de que foi sempre um destacado protagonista, embora o segredo tenha pautado as suas actividades mais comprometedoras de homem de Estado e de governo. Ainda hoje se discute a autenticidade de uma correspondência mantida com o Duce até aos derradeiros momentos da II Guerra Mundial, mas o facto dos arquivos britânicos não confirmarem ou negarem formalmente a existência da documentação, deixa numerosas questões por responder. Assim, Sikorski - por muitos considerado como homem providencial -, poderá ter-se tornado num permanente incómodo para os ingleses, já colocados num plano secundário entre os chamados Três Grandes, ao lado dos EUA e da URSS.  Sabemos que Roosevelt estava sempre disposto a contemporizar com Estaline e provavelmente Washington pressionou Londres no sentido de forçar os renitentes polacos a aceitar as condições impostas por Moscovo no que respeita á alteração radical de fronteiras. O governo de Sikorski jamais manifestou qualquer interesse em receber compensações em território alemão a norte ou a ocidente, percebendo que a delimitação das fronteiras polacas de 1939 propiciava uma efectiva vantagem nos Países Bálticos e mantinham intacta a possibilidade da manutenção dos Balcãs e da Europa Central fora do domínio soviético. 

 

O inicial silêncio acerca das estranhas circunstâncias que conduziram ao desaparecimento do unanimemente reconhecido chefe do governo polaco e a posterior acção de encobrimento da investigação, deixam intactas as possibilidades de conjecturar acerca das chamadas "teorias da conspiração", uma muito provável verdade habilidosamente oculta durante sessenta anos. A quem aproveitou o crime? Em que circunstâncias foram radicalmente alteradas as históricas fronteiras territoriais - e principalmente étnicas - da Polónia? Qual foi o papel desempenhado pelos governos dos Aliados ocidentais em todo o sórdido, brutal e ilegal  processo da transferência de populações e de territórios? Se hoje ninguém alimenta qualquer tipo de dúvidas acerca da natureza criminosa do regime soviético e dos seus métodos diplomáticos abstrusos  e absolutamente contrários à ética que deve reger - mesmo que apenas na sua forma -  a ordem diplomática internacional, muitas questões continuam sem resposta. Apesar de todas as interrogações e recordando que há apenas duas décadas não existiam os meios de que hoje dispomos para a informação global, é muito fácil imaginar a eliminação selectiva de documentos comprometedores para Londres e Washington, porque para os soviéticos, religiosamente crentes na vitória final do comunismo, o Arquivo foi sempre o destino certo para todo o tipo de documentos escritos, fossem eles de índole pública ou privada. Enfim, os carrascos e os burocratas do PCUS organizaram criteriosamente o infindável processo de acusação que a História lhes reserva. Quanto aos ocidentais, só o futuro o dirá.

 

 

*Post dedicado ao Paulo Soska

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publicado às 15:11

R.I.P. Bronisław Geremek

por Paulo Soska Oliveira, em 14.07.08

Bronislaw Geremek

 

 

6 III 1932 - 13 VI 2008

 

Cześć jego pamięci.

 

 

 

Apesar de não compartilhar de muitas das suas ideias, fiquei seduzido pelo seu savoir-vivre e convicções quando finalmente tive oportunidade de o conhecer pessoalmente em 2005.
A História recordá-lo-á como um dos grandes pensadores e activistas anti-comunistas na Polónia Popular e em todo o bloco de influência soviética. Os europeístas recordá-lo-ão como um dos pais da integração europeia a este do Oder.

Para mim, será sempre aquele ancião de barbas brancas prontamente disponível a dar os seus conselhos, e sobretudo a ensinar a pensar.

 

Morreu da maneira mais estúpida. Num acidente de viação.

Paz à sua alma.

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publicado às 11:32

Nada de novo na frente oriental: Vaclav Klaus

por Nuno Castelo-Branco, em 03.07.08

 

O referendo irlandês parece ter aberto a questão da viabilidade da ratificação do Tratado de Lisboa. Se o argumento de Kaczinsky se torna numa mera desculpa circunstancial e de nítido aproveitamento da inesperada oportunidade, as notícias que chegam de Praga colocam o problema noutro patamar.

 

O eurocéptico Vaclav Klaus declara  não se identificar com esta União gizada "à francesa" e na aparência, as suas palavras limitam-se ao reconhecimento do fracassado exercício de unânime aceitação do plano estabelecido pelos chamados Grandes (Alemanha, França, Itãlia, Espanha e o reticente R.U.). 

 

Tal como disséramos no anterior post referente à Polónia, os checos situam-se numa área geográfica onde o equilíbrio do poder se desintegrou após a dissolução da URSS e do Pacto de Varsóvia. A própria partilha da antiga criação versalhesa - a Checoslováquia - em duas identidades estatais independentes, consistiu na consagração do reconhecimento do fim da carta europeia estabelecida pelos vencedores de 1918. De facto, do cordão sanitário imposto pela França à rival Alemanha - Polónia, Checoslováquia, Jugoslávia e grande Roménia -, pouco ou nada resta. Estado com um peso demográfico e económico de algum relevo, a Checoslováquia foi a principal beneficiária do desmembramento do império austro-húngaro, concentrando no seu território, a parte vital da indústria imperial e uma situação estratégica de absoluta e excepcional importância para os franceses. Os Acordos de Munique (1938) indiciaram claramente a fragilidade da realidade multi-étnica, pois a poderosa minoria alemã  - habitante do vasto arco dos Sudetas - jamais fora consultada quanto ao seu destino, forçada a permanecer ligada ao corpo estranho de um Estado no qual não se reconheceu. Um caso paralelo ocorreu na zona oriental, pois a Eslováquia abrigava uma importante minoria húngara e o distrito polaco de Teschen, compondo-se finalmente o mosaico, com a inclusão de uma parte de maioria ucraniana, a Ruténia Subcarpática. Munique colocou a Boémia-Morávia nas mãos do Reich e de imediato, a Eslováquia torna-se num Estado independente, cedendo à Hungria os distritos reivindicados por Budapeste. Num breve hiato de alguns meses, a França via esfumar-se o seu mais importante e poderoso aliado na Europa Central, enquanto a Alemanha adquiria recursos materiais e uma posição de grande conforto estratégico-militar que lhe permitiu a satelitização da Roménia e da Bulgária.

 

O resultado da II Guerra Mundial restaurou uma Checoslováquia amputada da Ruténia - cedida à URSS - e procedeu-se à coerciva expulsão dos três milhões de alemães, tal como ocorrera nas províncias orientais  prussianas, que reverteram para a administração polaca.

 

A Checoslováquia consistiu num importante posto avançado do Exército Vermelho e a revolta e consequente repressão em 1968, demonstraram a firmeza soviética em conservar a ameaça sobre o dispositivo central da NATO na Alemanha Federal, sendo o exército checo dotado de substanciais meios e atribuições num hipotético cenário de conflito.

 

A liquidação do Pacto de Varsóvia e o desmoronamento do império vermelho, ditou o recrudescer das ambições do separatismo eslovaco, que conseguiria reeditar em fronteiras sensivelmente idênticas, a república eslovaca de monsenhor Tiso, aliada de Berlim em 1939-44.

 

A verdadeira questão que hoje se coloca aos checos, consiste nas hipóteses que terá a sobrevivência de uma política independente e consentânea com o seu estatuto de Estado recente e de reduzida dimensão. Quando Bismarck declarava Praga como a chave do controle de toda a Europa central e oriental,  formulava este princípio, baseado na existência da grande massa territorial - e aliada - do império austríaco, um contraponto à Rússia e ao próprio II Reich. A situação é hoje muito diferente e os checos só podem esperar compreensão para os seus desígnios mais básicos de existência, olhando para lá do cabo da Roca e do espaço atlântico, onde os EUA não deixarão decerto, escapar a oportunidade de colocar vitais peças no complexo xadrês que disputa o controle da passagem e acesso às matérias primas que a Ásia Central prodigaliza. Desta forma, a até hoje platónica União Europeia encontrou no seu próprio seio, os previsíveis focos de resistência à instauração da política de conhecido teor e ambição continental que ditou a eclosão de numerosos conflitos pela hegemonia.

 

Nada de novo, na frente oriental.

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