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"Caso Cavaco": porca miséria...

por Nuno Castelo-Branco, em 26.01.12

Habituados como estamos a surpreendentes subidas políticas à Sísifo, este caso que oportunamente rebentou na passada 6ª feira, demonstra uma vez mais, os tão pedregosos quão lamacentos caminhos que conduzem à cúspide do poder. Aproveitando a tremenda gaffe presidencial, logo vieram os seus inimigos jurados e correspondentes putativos amigos-adversários, ressabiados e com contas por saldar, caucionar todo o tipo de dislates, fossem estes vociferados nos media, nas ruas ou pior ainda, através de comentários sarcásticos ou de comprometedores silêncios. É esta a mais republicana verdade.

 

Para que não restem quaisquer dúvidas, somos teimosa e conscientemente monárquicos, logo alheios à actual forma sob a qual se ergue o Estado.

 

Todo este chinfrim a propósito de uma ou duas desastradas e certamente digestivas frases presidenciais, prende-se a um objectivo que cada vez mais surge com aquela cristalina nitidez que dá corpo ao velho projecto situacionista. A Chefia do Estado "deve pertencer" única e exclusivamente a um grupo de auto-iluminados, sendo pouco importante entre eles, a pertença ou não do fulano erigido em totem, ao rol de gente proba. Pretendem arredar Cavaco Silva, pois o homem representa aquele outro programa que vem dos tempos de Sá Carneiro, concentrando pela primeira vez na III República, a mesma maioria em Belém e em S. Bento. Bem vistas as coisas e naquilo que concerne ao nosso progresso, pouco importa, mas tal não se poderá dizer quanto a certas benfazejas influências que contentam um restrito, mas poderoso grupo de pessoas. Ora, Cavaco Silva é impossível de aceitar por aquela camada intelectualmente tão ilustre e capaz, tal como é cabalmente comprovado pela situação em que o país e o regime se encontram após quase quatro décadas de aturada administração da coisa pública. 

 

Da boca dos opositores recentemente apeados e das marginais franjinhas saudosistas e iconoclastas que ainda ocupam uns tantos lugares parlamentares, chovem os esperados dichotes, sempre impantes de desprezo social - e logo eles... - que fará corar qualquer tagarela dos risíveis "princípios republicanos". Era de esperar, está-lhes na massa, é a única tradição que conhecem e não esquecem. O mais curioso aspecto nesta contenda pelo "impeachment" que não virá, será verificarmos o crescendo de vozes que tendo começado a ser mais audíveis após o inodoro veneno veiculado pelo Prof. Marcelo no passado domingo, já ganha parangonas por bocas saídas da blogosfera e num ápice alçadas à primeira fila da bancada do PSD. Fazem claramente o jogo apadrinhado por um certo grupo empresarial mediático e os habituais círculos plutocráticos que têm tido ao longo dos anos num certo sector do PS, forte esteio.

 

Agora, é gente do PSD a tecer suposições acerca de maleitas que afectam o Presidente, sejam elas do foro físico ou preferentemente, questões relacionadas com a sua actual capacidade mental, pois sabem que esta última, consiste num motivo para levar á discussão, ou melhor, forçar a demissão daquele que ainda há um ano foi eleito por 23% dos inscritos nos cadernos eleitorais. Aliás, este é um dos mais audíveis pregões, repetido até á saciedade. Por outras palavras, não aceitam que Cavaco não pertença ao grupo e pretendem substituí-lo à primeira oportunidade que surja.

 

Em suma, o que se pretende, é voltar a colocar um Sampaio qualquer - ou o próprio, imagine-se! - no lugar de Cavaco, transpondo para a nossa triste e quotidiana paisagem, as desditas do pérfido Gão-Vizir que queria ser Califa. Alguém ainda recorda a golpada constitucional da demissão forçada de Santana Lopes? Pois é isso mesmo que sonham reeditar nesta cada vez mais porca miséria. 

 

Subvertem as regras que a própria irmandade impôs quanto à embusteira necessidade electiva da chefia do Estado. Pois há que gostosamente aceitar o repto.

 

Aqui se apresenta a trupe republicana. Assim sendo, dão-nos total margem para podermos dizer tudo o que nos der na real gana.

 

Contudo, não o faremos. Somos doutra lavra. Eles que tratem a sua sarna. 

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publicado às 15:31

PSD: um espectáculo deplorável

por Nuno Castelo-Branco, em 03.01.12

De roer as unhas, esta conferência de imprensa dada pelo PSD, onde uma deputada de seu nome Teresa, procurava interromper qualquer jornalista que sendo mais afoito, colocasse qualquer pergunta embaraçosa para os rendondéis da sua cabecinha.

 

O discurso "sacode a água do capote" não passou. Ali há mesmo um gatarrão escondido com o rabo de fora, disso não sobeja fímbria de dúvida. Questionado o Sr. Montenegro acerca da sua pertença à "coisa discreta", este contestou com a garantia de "jamais as suas acções poderem alguma vez ser consideradas como contrárias ao interesse nacional". Claro que isto não passa de uma espécie de fintazita que nada esclarece, até porque o almejado interesse nacional é para os "discretos", o interesse da própria discreta. Trata-se de uma desculpa velhota de uns quase 150 anos, decerto corroborada pelo crava-cassetes Ricardo Carvalho do PS.

 

É mesmo verdade, os tontos do poder julgam-se de tal forma "discretos" que confirmam todos os dias aquilo que há umas semanas aqui dissemos: voltaram a 1909, quando a coisa verde-rubra - naquela época na ordem de mastro invertida - queria dizer "pertença à coisa". Relvas, Carlos A. Amorim, ou Montenegro - estranhamos a rendição de PPC -, já andam de esmalte à lapela. Tenham atenção aos debates parlamentares, aos ministros e aos noticiários televisivos. Claro que podem alegar uma cópia patrioteira daquilo que os americanos fazem, mas simplesmente não convencem nem a costureirinha da Sé.

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publicado às 16:33

Incompetentes, ignorantes, arrogantes e ... desesperados

por Nuno Castelo-Branco, em 14.11.10

Estes senhores que têm dirigido Portugal ao longo de décadas, acabam de receber um diploma de incompetência. Cansaram-se em justificar a sua ignorância e falta de tino, alegando ser este país um território periférico, longe dos centros de decisão, produção e consumo. Jamais olharam para um mapa com o básico fito de o interpretar naquilo que para eles devia ser mais importante. As rotas comerciais que conduzem as trocas de mercadorias essenciais à manutenção do poder económico, político e cultural do Ocidente, passam-nos mesmo diante dos olhos, disso se tendo apercebido os nossos maiores e delas outrora  tomando posse, mesmo que por um período efémero.

 

Surge agora, como aqui avisámos sem surpresa, a hipótese de Sines. De forma quase indecorosa, berram-se loas aos privilégios desta posição avançada no Atlântico Norte e do seu potencial para catalizar investimentos e saberes que muito poderão fazer por um Portugal à beira da completa exiguidade. Vêm agora os estoriadores do oficionalismo marginal, tecer considerações acerca do "projecto modelar" de outros tempos - que academicamente sempre rejeitaram como negra noite de todos os atrasos -, ao mesmo tempo que maravilhados por esta faísca de imprevista sagacidade, descobrem que Portugal se encontra na confluência das rotas do Suez e do Panamá. Espantosa novidade, arrasador argumento, inacreditável descoberta...

 

Mas afinal, quem é esta gente que decide o futuro de milhões de portugueses?

 

De facto e sem qualquer tipo de ilusões, há que reconhecer a evidência de uma muito tardia tomada de consciência, pois outros já se anteciparam, procurando servir como magnetos do comércio com um Oriente que começou a pesar há já duas décadas. A estupidez e militante imbecilidade de administrações como a de Cavaco Silva, Guterres e subsequentes consumidores de subsídios para esbanjar, mais agravaram o atraso, preocupadas como estavam em mostrar uma pequeno-burguesa mas luzida montra de espelhos, focos de luz de halogéneo frio e uns tantos vidros temperados. Dentro da loja de centro comercial de um subúrbio europeu, prateleiras cheias de nada, talvez esperando por produtos que de fora chegassem, talvez importados com o dinheiro a rodos, concedido por empréstimos que hoje pesam mais que cangas de suplício chinês.

 

Tanto tempo perdido, tantas oportunidades de desenvolvimento, tanto desleixo e inépcia! Agora andam frenéticos a remexer gavetas fechadas hà décadas, procurando projectos que foram promissores. Desta vez, continuam no caminho da precipitação, pois os programas de desenvolvimento devem ser aturadamente avaliados de forma realista, pesando as vantagens dos impactos ambientais, sociais e económicos. Este caso, envolve também uma forte componente política, dadas as implicações com o centro decisor europeu e a intervenção da grande potência emergente, a China. Mas estão com pressa, temendo pelos seus preciosos privilégios e reputação.

 

É esta, a gente da 3ª e da ambicionada 4ª república de alguns. Uma trupe que para este país já consiste em algo mais que uma dolorosa nódoa negra. Tornou-se de facto, num fatal carcinoma que urge remover.

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publicado às 17:39

A farsa

por Nuno Castelo-Branco, em 25.10.10

O PS e o PSD/Cavaco continuam a sua actuação teatral, simulando desentendimentos e um "trabalho aturado" que se prolongará noite fora. A maratona tem como único fim a tranquilidade do candidato ideal de ambos os sectores, para quem se reservam mais umas horas de amena cavaqueira. Amanhã é o dia do não-tabu e assim há que prolongar um pouco mais a ilusão, de modo a ser encenado um directo televisivo com a boa nova. No entanto, a verdade diz-se aqui, numas tantas linhas, embora ninguém possa ainda dizer como ficará Pedro Passos Coelho.

 

A boa nova é para o bilheteiro da república, o sr. Cavaco. Recandidata-se sem ter coisa alguma para propor ao país, mas apenas porque lhe interessa. Para quê, apenas se adivinha, ou melhor ainda, já o disse o sr. Ricardo Espírito Santo Salgado. Precisam de mais dinheiro.

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publicado às 22:36

O bisturi

por Nuno Castelo-Branco, em 14.10.10

Ontem houve uma romaria banqueira. Um a um, os principais decisores daquilo que os portugueses têm nas contas onde duvidosamente se refugiam os esqueléticos salários, desfilaram na sede do PSD. Longe vão os tempos, em que os cortesãos e representantes das forças vivas, se acotovelavam na antecâmara do delfim que em breve subiria ao poder. Apesar de tudo, esta inusitada roda-viva na visita a Passos Coelho, apenas pode indiciar uma de duas coisas, ou então, ambas as possibilidades numa só: a pressão sobre a posição de rejeição que o presidente do PSD há muito tomou, ou um aproximar de posições, dado um previsível "render da guarda" no antigo convento expropriado.

 

Neste momento, acreditamos mais na primeira hipótese. A banca foi de tal forma determinante nestes últimos cinco anos de gestão governamental e as interdependências Partido-Balcão tão evidentes, que se torna difícil não pensar no obsessivo desejo de manutenção do status quo. Terá assim a banca portuguesa uma autonomia tal, para poder pressionar e decidir acima do normal jogo político constitucional? Dependente dos fluxos monetários emprestados pelo estrangeiro, o que receará mais? A falência? Os homens dos "investimentos" saíram de fácies enfadado e foram parcos na informação prestada aos órgãos de comunicação social. Em "banquês", isso apenas poderá significar o insucesso na missão que alguém lhes incumbiu, interna ou externamente. Ou então, pelo contrário, estamos perante excelentes actores de um teatro que certamente não será de comédia.

 

Os portugueses sempre esperaram e quiseram a opção pelo "tanto faz PS ou PSD", desde que funcione. Pelos vistos, Passos não está disposto a facilmente ceder, possibilidade esta tão mais insólita, porque proveniente de um tradicionalmente camaleónico Partido que para espanto geral, parece querer mudar algo.

 

Aguardemos, embora as expectativas sejam moderadas, quase descrentes. Sem o atrevimento de comparações desfasadas de uma triste e caótica realidade nacional, com os aspectos comezinhos de ocasionais inflamações cutâneas, julga-se que o enfermeiro de serviço apenas terá de optar entre a aplicação de mais uns frascos de Betadine, ou pela simples e radical ablação daquilo que ameça ser um gigantesco furúnculo. Talvez tenha chegado a hora do bisturi.

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publicado às 17:27

Nunca votei no PSD

por Nuno Castelo-Branco, em 09.10.10

Nunca fui a um comício ou sessão de esclarecimento do PSD. Jamais tive confiança naquele antigo PPD, que durante o PREC disputava com os esquerdistas, o discurso "anti-colonialistas", fazendo a vez do "mais papista que o Papa". Nunca confiei em Cavaco Silva, detestei desde o início, as suas opções de desenvolvimento de fachada, o discurso político de balcão de venda de automóveis em segunda mão, assim como discordei da liquidação de numerosos sectores produtivos nacionais. Jamais apreciei o desvario pelo "negócio financista", a famosa postura yuppie de que o comendadorismo PSD foi e ainda é notória bandeira. Abominei o clima de permanente escandaleira em que a entourage de Cavaco, ao longo de uma década, se deixou envolver. Em suma, há quem tenha memória e assim, nunca votei naquilo que jamais foi social-democrata - nome delicado para socialista -, conservador, democrata-cristão ou simplesmente, liberal.

 

Desconfiei da equipa de Pedro Passos Coelho, devido à velha tradição que o aparelho do partido insiste em prolongar. Não gostei da postura de facção durante a última campanha eleitoral, em oposição a Manuela Ferreira Leite, mas talvez tenha sido injusto para com um quase desconhecido.

 

PS ou PSD no governo, tanto faz, desde que governem e os resultados sejam positivamente visíveis e úteis a Portugal.

 

Numa situação ignominiosamente apodrecida, pouco impressionável é a opinião do dr. Barroso, que apesar de ser um importante peão nacional em Bruxelas, está há muito esquecido das suas tonitruantes rezas da "tanga" parlamentar. Passos Coelho parece saber o que pretende e resistindo ao cerco da oligarquia presidencial e beneditina, só poderá ter um projecto bem gizado. O contrário seria escandaloso, irresponsável e roçaria o crime premeditado. Em tal não poderá alguém crer.

 

O faladorismo de Pacheco Pereira está contra o homem? Nada de negativo. Santana esperneia? Quem disso quer saber, ou a quem isso pode importar?

 

Tagarelas futebolizados como Marcelo Rebelo de Sousa, advertem e ameaçam, põem-se na oposição? Excelente indício, melhor não podia ser.

 

Cavaco está desesperado pela sua reeleição? Magnífico e maravilhoso! O que pode essa velha receita interessar ao futuro do país?

 

A geringonça está a ranger os dentes e arrepela os cabelos. Começo a olhar Passos Coelho de uma forma mais curiosa. Aguardemos.

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publicado às 23:15

Um cartoon de Bangkok

por Nuno Castelo-Branco, em 03.05.10

 

É assim que o jornal The Nation encara a gangrena que vai corroendo a "União Europeia". Entretanto, o residente de Belém declara não estar nada surpreendido com a crise económica, tendo também escrito há sete anos, um artigo sobre a sua correspondente financeira. O homem tem experiência que sobeja e sendo um dos designers mais reputados do projecto de desenvolvimento do país, lá saberá daquilo que afirma. Depois de anos infindos  a acicatar a área dos "serviços", agora regressa à conhecida e perdida realidade dos bens transaccionáveis.  Nós percebemos e o que é pior, sentimos.

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publicado às 10:05

Acessorize, ou ser republicano de boa cepa hereditária!

por Nuno Castelo-Branco, em 17.08.09

 

 Ainda no rescaldo do "Caso da Bandeira", este fim de semana confirmou os arreigados sentimentos republicanos dos apressados aderentes da prometida 4ª república presidencial. As listas eleitorais do PSD foram concluídas e seguindo a norma do seu adversário gémeo da Internacional Socialista, inclui uma infindável repetição de apelidos, cuja interligação familiar é facilmente identificável numa breve consulta ao site da GeneaPortugal.  Na senda tradicionalista daquilo que o senhor Afonso Costa erigiu como fundamento da "confiança republicana ", lá estão avós, pais, mães, sobrinhos, tios e tias que garantem a coesão do todo. O laço de sangue - e de cama - confirma a Fraternidade que tem origem na Igualdade entre todos os membros de cada família e a Liberdade de continuarem a fazer o que bem entenderem.

 

Percebe-se.

 

É a feérica confirmação da república nonagenária mas vibrante de coerência consigo mesma. Se no PS se bastoneia o lombo do atento eleitor com os já clássicos Costas - uma mania do regime - ameaçam-nos ainda constantemente com a tortura a perpetrar por Correias, Machados, Cunhas - claro...- e Campos a sugerir concentrações. Anunciando aos mais distraídos que não anda de candeias às avessas, lá está outra vez um Candal, o filho. Mas... onde param os Soares? Ainda não houve vento que voltasse a enfunar-lhes as velas?**

 

O PSD dá a preferência à transumância de nomes autárquicos que ascendem à categoria de putativos deputados nacionais, premiando-se ainda a mulher, a prima(o)s ou irmã(o)s de chefes de gabinete, além de alguns beneméritos que ostentam o maior título honorífico do regime: o de Senhores Arguidos.

 

Tudo vai bem, como é costume e nem a salomónica decisão do senhor Mendes que "botou" abaixo a presença de Manuel Ferreira Leite na quermesse do Pontal, poderá impedir a clara realidade: no PSD evitam-se "equívocos e contradições". Os dois rotativos estão unidos e em ordem. Como convém. Só é uma pena terem perdido a oportunidade de o próximo Bloco Central poder ser conhecido pela cosmopolita palavra Acessorize*, porque - ora bolas - já pertence a uma sociedade proprietária  de uma cadeia de lojas de bijutaria!

 

 

 

*Ou seja, Acesso ao Assessor.

 

** Afinal há brisa benfazeja: João Soares é candidato a deputado por Faro. Quanto a mim, "fareja-me" que o filho do dr. Mário Soares I, neto do dr. João Soares I e pai do fututo dr. Mário Soares II, pouco terá a ver com o círculo eleitoral por onde se candidata.

 

 

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publicado às 14:00






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