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Grande parte da discussão em torno do episódio Martim-Raquel Varela é um exemplo perfeito de como o debate público em Portugal enferma em larga medida de vários males: estupidez, falácias, histeria e falta de racionalidade. À esquerda e à direita. Estão bem uns para os outros.
Agora que todos sabemos quem é Martim Neves, quem é Raquel Varela? E mais importante que isso, conseguiu ela encontrar um buraco suficientemente grande para se esconder?
Bem, se o título já fala por si, vejamos a continuação deste chorrilho de enormidades: "E quem não percebe isto não deve fazer política porque a política é arte do que é colectivo e público. O resto é falta de chá e baixa moral." Pois é, caríssima Raquel, mas eu, que, segundo a sua boníssima verve política, não tenho chá, creio que a política é bem mais do que arte do que é colectivo e público - deixe o colectivo para as aves canoras do estalinismo pútrido. A política é a arte do bom senso, é a arma dos que vivem da e para a liberdade. Em comunidade, claro está. Algo que a Raquel manifestamente não sabe o que é. As esquerdas, de facto, não mudam.