Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O caminho estreito de regresso aos mercados

por John Wolf, em 14.11.13

O cidadão português tem motivos de sobra para andar baralhado. Os próprios analistas económicos e de mercados já não sabem a quantas andam. Se por um lado o governo apregoa o sermão do milagre económico e o fim da recessão, os estrangeiros que passam os cheques afirmam que o caminho de regresso aos mercados é estreito (não confundir com straight). A glória técnica que se traduz num crescimento de 0.2% da economia, embora seja um minúsculo sinal positivo, não se irá traduzir no dia a dia do trabalhador, empregado ou não - estes estão longe de tirar dividendos desta notícia. Na longa lista daqueles com a mão estendida, os indivíduos serão os últimos da fila a receber. O regresso aos mercados em condições normais, não é mais do que o princípio de um longo fim. Existe um conceito económico que se chama "velocidade do dinheiro" e que tem a ver com a forma fluente ou não, com que o dinheiro, ao abrigo instrumentos variados de substituição da dinâmica económica, chega aos destinatários da economia - as empresas, por um lado, e os consumidores, por outro. Quando se procura ficcionar a saúde económica do país, normalmente dá asneira. E regressar aos mercados em péssimas condições é quase a mesma coisa que ter a Troika à perna. O mercado consegue ser ainda mais implacável do que a mão pesada de uma entidade externa. Por isso, quando nos vêm falar em facilidades e da luz ao fundo do túnel, aconselho alguma prudência. Um programa cautelar ou um segundo resgate pode ser, em algumas circunstâncias, menos dramático do que o comportamento aberto de um mercado pertença de ninguém. Mas há ainda outros factores; o abrandamento da economia alemã poderá vir a ser uma preocupação séria para o resto da Europa, assim como para o sistema económico e financeiro global. O governo, que está de certo modo obcecado com a alegada "libertação" aquando do regresso aos mercados, trata a "mão invisível" dos mercados como um aliado inquestionável. O mercado, mesmo sem ser uma entidade soberana, decide desumanamente e sem a necessidade de um governo eleito. O mercado determina as condições de sobrevivência dos países, e chuta para canto questões ideológicas de fundo. O ideal seria o país pensar a sua grande estratégia como se não existisse mercado, como se não houvesse Troika. E é aí que reside o problema. Existe a tomada de consciência nefasta que a austeridade veio para ficar. O caminho de regresso aos mercados de que falam é de facto muito estreito. É uma linha ténue e perigosa. Quanto aos mercados - esses são eternos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:09

Há maior sucesso do que este?

por Pedro Quartin Graça, em 25.10.13

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:15

"Ihr Wünsch ist mir Befehl"

por Pedro Quartin Graça, em 24.09.13

Ontem era dia de "regresso aos mercados". Não foi. Ao invés, recebemos da boca do administrador-delegado da Troika a promessa de um 2º resgate. Do Gabinete do Primeiro-Ministro nada se ouviu. O país regressou à "normalidade".

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:11

O Dia depois de Amanhã

por Fernando Melro dos Santos, em 25.01.13

Houve há uma semana um temporalzinho da treta. Uma perturbação que devia ter sido irrisória, se ao menos o país tivesse aproveitado bem as benesses que lhe foram concedidas. Aproveitado o clima plácido, aproveitado a geografia acolhedora, aproveitado a ausência de guerras e pestes, aproveitado o  dinheiro que recebeu da Europa, aproveitado a abertura da Cidade e do Mundo ao progresso trazido pela globalização, aproveitado a sorte.

 

Como sabemos, nada disso foi aproveitado. Os portugueses continuam a não governar-se nem a deixarem-se governar. Ninguém lhes come as papas na cabeça, a não ser os chico-espertos dominantes, que entre uma promessa e um tacho lá vão comendo e deixando migalhas aos tansos.

 

Volvidos sete dias sobre a tempestade, há gente que ainda não tem água nem luz nas suas casas. Os monopólios vigentes, sendo por natureza impávidos às vicissitudes de quem lhes paga a existência, estão perfeitamente a lixar-se para a situação.

 

O Estado, afoito no controle fitossanitário das ostras e na certificação das rendas de bilros, afaga o lombo aos monopólios, onde tem a patorra aconchegada. Asinus asinum fricat.

 

Entretanto foi criada uma petição pública que me honra aqui referir. Subscrevê-la-ei e faço votos de que surta o efeito pretendido, para que seja dado mais um passo seguro no sentido de obliterar esta gente cujo carácter desafia qualquer descrição. Recomendo ainda a leitura do editorial do Jornal de Leiria, onde pode ser encontrado um retrato mais próximo da situação terceiro-mundista que aflige agora muitos dos nossos compatriotas. 

 

E fica, de facto, no ar a pergunta para que todos e cada um de nós, os mais e os menos complacentes, deveríamos ter, na ponta da lingua, a resposta: e quando vier um temporal a sério, ou outra coisa qualquer daquelas "que só afectam os outros lá longe"? 

 

Não digam nada, já estou a imaginar. Refila-se muito e não se muda nada, paga-se os impostos porque eles é que mandam e é melhor não criar muitas ondas porque senão ficamos malucos. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:55

Adiar o disparate

por Pedro Quartin Graça, em 20.12.12

O disparate da venda da TAP foi momentaneamente adiado. No fundo, e apenas, porque o Governo não tinha garantias de que iria mesmo receber o dinheiro prometido e nada mais do que isso. Ou seja, iria vender a TAP e, em troca, recebia um aperto de mão. Isto porque a vontade de privatizar a TAP continua lá, inteirinha, adiada agora para 2013, ano do propagado regresso aos mercados. O cesto de Gaspar ainda vai, portanto, meio-cheio...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:44






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas