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Boa noite e boa sorte

por Salvador Cunha, em 25.03.14

Antes de mais quero agradecer ao Samuel pelo simpático convite para me juntar à equipa do Estado Sentido. Espero que enquanto aqui estiver possa trazer contributos interessantes, vocês saber-me-ão dizer se o consegui.

 

Não é a minha primeira experiência na blogosfera, mas para já fiquemos por aqui. Como o Samuel disse trabalho na área de comunicação, embora, neste momento, não esteja ligado à comunicação política, mas sim, empresarial. Nos próximos tempos irei andar aos encontrões e apalpadelas, à procura do meu estilo, espaço e tempo.

 

Espero que tenham paciência e que caso queiram rebater algo, façam-no na certeza de que só vale a pena partir para uma discussão se estivermos dispostos a mudar de opinião. Prometo fazer o mesmo. Não responderei a comentários anónimos.

 

Para começar queria chamar a atenção para um pormenor interessante que li no outro dia, sobre a crise na Ucrânia. Não é de todo o mais relevante aqui, nem procura ser um ponto de partida para qualquer teoria que explique os acontecimentos que dominam a agenda mediática, mas interessou-me...

 

Falo de comunicação num lugar aparentemente improvável, a Praça Maidan. Segundo um trabalho bem interessante do Público, uma das prioridades de quem lutou contra o anterior governo ucraniano é a criação de um gabinete de relações públicas.

 

«Michailo reconhece: “A nossa prioridade agora é criar um departamento de Relações Públicas, para controlarmos o que se diz nos media. Isto é uma guerra da informação. E nós perdemos a guerra da informação com Putin”.»

 

Os acontecimentos na Crimeia foram rápidos a desviar atenções da Maidan, impondo-se na ordem do dia por si próprios, mas também pelo facto daquela ter conseguido o que se tornou no seu objectivo primeiro- a destituição do Presidente Viktor Ianukovitch.

 

Um “departamento” de Relações Públicas pode ser sem dúvida uma boa ideia embora duvide da sua utilidade dado o timming. Porém como se pode ler na mesma peça do Público «a Maidan não está satisfeita com o Governo. E uma segunda vaga da revolução pode começar a qualquer momento.»

 

Se assim for, fará certamente sentido (e julgo que abrirá um precedente), embora duvide que se consiga “controlar” os media. Se nem na “ordem” se consegue, muito menos na “subversão”. Para além de que, dificilmente uma hipotética “segunda vaga" da revolução” seja mais moderada que a primeira o que só iria prejudicar as almas bem-intencionadas. Nesse caso a percepção (não partilhada por mim) de que, a mudança de poder, e tudo o que esta desencadeou se deveu à acção da extrema-direita, será demasiado forte para ser contrariada por qualquer gabinete de relações públicas. Mas boa sorte!

 

 

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publicado às 22:07

Um tipo envia um e-mail a Roger Scruton ou Christopher Coker, para as universidades de Oxford, Durham ou York e passados minutos ou algumas horas recebe e-mails de resposta num tom descontraído e simpático e resolve situações diversas num ápice. Ao mesmo tempo, envia um e-mail para alguns "notáveis" académicos e afins portugueses, universidades ou um qualquer serviço público português e espera dias, semanas, meses pela resposta que muitas vezes vem com um tom arrogante ou irritado velado e que obriga a um confronto para resolver até os problemas mais simples que só os burocratas dos pequenos poderes micro-estatais sabem criar.

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publicado às 00:23






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