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Ovos da Páscoa

por Nuno Castelo-Branco, em 05.04.12

O nosso Coelho da Páscoa, acaba de anunciar o corte "até 2015" do 13º e 14º  salário. Nada de imprevisível e até com a certeza da "necessária medida" se prolongar ad eternum.

 

Outro chocolatinho, este bastante verde-tinto e incluído no cabaz das mordomias presidenciais, foi colocado na caixa do correio noticioso de todos os portugueses. O autor da delikatessen é Mario Soares, precisamente o mesmo que assina um artigo colocado no Diário de Notícias, verberando o capitalismo que "perdeu a cabeça". É certo conhecer-se de trás para a frente o pensamento do ex-presidente ainda em exercício de influências, pois a visão de um Estado que tudo deve regular - ou melhor, pagar - deverá estender-se à esfera pessoal. A comprová-lo aqui está uma multa por velocidade excessiva. Mário Soares diz que ..."o Estado é que vai pagar a multa". Pois vai, é o costume. A notícia ainda nos informa acerca dos maus modos  do pascal presidente passivo. Segundo o oficial da GNR, terá sido "bastante mal-educado" e não ficaríamos nada admirados se a arrelia tivesse metido carvalhos e o terminal reprodutivo da mãe ao barulho. 

 

Como estocada final, o "chófer" que decerto pensava estar a chupar amêndoas doces,  trincou uma fava coberta de chocolate, ficando com a carta apreendida. Típico.

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publicado às 09:40

Qual é afinal o problema?

por Ana Firmo Ferreira, em 04.11.11

 

 

Hoje, no Plenário da Assembleia da República discute-se um conjunto de petições com mais de 4.000 assinaturas..

Se forem mais de 4.000 assinaturas para referendar o regime? Também é aceite? Díficil de arranjar não será certamente.

 

A República assume-se como o regime mais democrático de todos, no entanto está proibido o referendo ao regime - parece-me que algo não bate certo - tendo em conta que monarquias europeias têm na sua constituição que podem ser referendadas 5 dias por semana.

 

Qual será o mais democrático? Ou estão apenas com medo do resultado?

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publicado às 11:51

Chupismo regimenteiro

por Nuno Castelo-Branco, em 21.10.11

Não é uma novidade, nem sequer será um caso único, até porque quanto ao Parlamento, "diz-se que" estas habilidades são corriqueiras. Mas, francamente, 1400€ de "subsídio" para habitar a própria casa é coisa para ser tachada de chulice desbragada. Consiste numa atitude tão límpida como o famoso "aluguer" do escritório ex-presidencial de Mário Soares, sito na Fundação do mesmo nome e que o Estado paga. Há que perder o tento na língua de uma vez por todas e nem sequer merecerá prestarmos qualquer atenção ao facto de tais desplantes serem... legais!

 

Esta gente não tem vergonha?

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publicado às 18:46

A igualdade segundo os "primeiro-republicanos"

por João Pedro, em 26.08.09


 

Na exposição sobre Sidónio Pais que está aberta ao público em Caminha até Outubro, vê-se, entre documentos, objectos pessoais (como a célebre farda azul) e notícias e invocações várias ao "Presidente-Rei", um panfleto anónimo da época, fortemente anti-sidonista e pró-República Velha, que acusava Sidónio, entre outras coisas, de reabilitar e "trazer monárquicos para o poder" (ou seja, permitir que voltassem do exílio). Mas o que mais saltava à vista era a acusação de que a eleição por sufrágio universal do presidente, a primeira de sempre da república, era um truque para que "os caciques monárquicos da província manipulassem os seus eleitores" e chegassem ao poder através do presidente por si eleito. Por outras palavras, os eleitores em geral - e os da "província" em particular - eram uns tontos controlados pelas tais "elites monárquicas" e convinha que as mentes esclarecidas dos republicanos de Lisboa e Porto fossem zelosos e salvaguardassem a situação, elegendo, através da sua esmagadora maioria parlamentar escolhida num universo eleitoral conscensiosamente limitado, a figura decorativa e emproada que melhor lhes servisse no momento. Tudo em nome da suposta "república democrática" e da "liberdade e igualdade". Sidónio mudou as regras do jogo, e tal como seria de esperar, acabou varado pelos tiros na Estação do Rossio, forma usual dos republicanos radicais se livrarem de que lhes fazia frente.

 

Sem ser sidonista, coisa que hoje faz pouco sentido, mas como homenagem à alma do "Presidente-Rei", saí da exposição e fui comer um "sidónio", delicioso bolo de amêndoas e ovos que tem esse nome em memória do estadista nascido em Caminha.
 

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publicado às 17:18

Ah, a moral republicana

por João Pedro, em 14.08.09


 

 
Rodrigo Moita de Deus propôs à CM de Lisboa, em nome do Movimento 31 da Armada, a troca da bandeira municipal pela azul e branca, "agradecendo que a devolvessem". Depois da operação nocturna, o humor corrosivo continua agora nas palavras dos seus autores (ou membros do blogue), enquanto que os neo-carbonários parecem andar à nora e não perceber nada de nada. Entretanto, a PJ aproveitou a sua ida à CML para os levar à esquadra, com recurso à manha.


 

 


Claro que o episódio do 31 não pretendia levar-se demasiado a sério, mas tão somente chamar a atenção para a historiografia oficial da república com uma acção simbólica. Há quem já clame pelas "necessárias medidas legais" e quem, mesmo não sendo republicano, invoque o primado da lei e da ordem. É claro e indiscutível que estas devem imperar em qualquer sociedade que se queira sã e livre. Que era precisamente o que os republicanos não queriam, ao instalar o seu regime pela calúnia, pelo agit-prop, pelas bombas e pelos tiros. Pergunto-me que espécie de legitimidade terão os defensores republicanos da ordem pública, que se preparam para comemorar os 100 anos do 5 de Outubro, quando defendem a obra da carbonária? Que respeito pela lei e pelos símbolos nacionais podem invocar, eles que rasgaram a Carta e colocaram as cores do partido na bandeira nacional, acabando com o branco e azul que sempre tinham sido as cores por trás das quinas (ou até antes, em tempos do 1º Rei)? A demagogia tende a confundir-se com a hipocrisia.


 

Já agora, desde quando é que o municipalismo é pertença exclusiva do "ideário republicano"? É ver as tradições desde a Idade Média e o que do municipalismo escreveram os autores Integralistas, por exemplo.


 

Temos depois a usual tentativa de colar o rótulo de "meninos bem" a todo aquele que se reclama monárquico. O truque é velho, mas tende a perder eficácia, com a passagem do tempo e o crescente esclarecimento das pessoas. Ontem, no Público, Rui Tavares tentava fazer crer que se tratava de um grupo de brincalhões que errava o alvo porque "desrespeitaram a equivalência hierárquica" (por causa da bandeira municipal) e que a acção em si foi uma cópia do que os republicanos tinham feito, tratando-se consequentemente de uma "aculturação pela república", em que os monárquicos teriam perdido cultura própria.
 
 
Como Rui Tavares não é ignorante nem simplório, acredito que o texto fosse mais uma imensa laracha ao gosto da época, a não ser que se tenha espalhado ao comprido. Porque a ideia era uma demonstração simbólica da reposição da ordem legítima pré 5 de Outubro; por isso se substitui a bandeira da edilidade, que era a que lá estava; por isso se procedeu a tal acção, sem desacatos ou bombas. A "vassalagem perante a república" não faz por isso o menor sentido. Em termos de "aculturação", as diferenças ficaram vincadas.


 

 
Já a ideia de "meninos-bem", como disse atrás, é chão que deu uvas. Há monárquicos de direita e de esquerda, dentro e fora dos partidos, em todos os estratos sociais, nas universidades, nas artes e letras, na diplomacia, na imprensa e nas forças armadas. Se durante uns tempos eram reduzidos à imagem dos bigodes enrolados e capotes alentejanos (por vezes por culpa própria, fechando-se um pouco à sociedade), hoje só os néscios - ou os demagogos, descendentes directos dos governantes de 1911- é que recorrem à caricatura.


 

Restam algumas tentativas de menorização do caso, como o do repórter da SIC que dizia que "daqui a dias o caso vai cair no total esquecimento". Pela mediatização que colheu, incluindo o destaque no Público, não parece. Se outras se seguirem, então, vai ser o bom e o bonito. Paciência. Sempre é melhor do que os "marqueses da Bacalhoa", as bombas e os tiros, não é?

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publicado às 23:40

A Maria João Pires "renuncia" à nacionalidade portuguesa

por Nuno Castelo-Branco, em 06.07.09

 

Podji até sê uma êcelentchi piánisssssta. Podji tê os mêlhoressss prójectôs dessssta galáxia i arrêdórisssss. Podji dizê i fazê tudo o que lhi apêtecê. Másss dji umá coisa esssstô séguríssimo: quando faltam ôs subsídios - ou mieux, le "carcagnol" -, perdem logo o "pátriotiizemo". É isssto, à rêpública pórtuguesa, tudo muito ferrân-cé! No entanto, não lhi deu prá mudá radicalmentchi, ficando-se pelo Brasiu. Vá lá..., tudo numa boa!

 

 

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publicado às 23:44






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