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Até a este momento...

por Nuno Castelo-Branco, em 31.10.13

...sem notícia na imprensa portuguesa. Deve ser mais uma invencionice imperialista.

publicado às 10:00

Programa Ceausescu: a solução

por Nuno Castelo-Branco, em 26.11.12

 No seu discurso desta manhã, o deputado Honório Novo, de longe o melhor que o PC tem para oferecer como imagem, resmungava algo a respeito de cortes e juros. Referia-se à dívida, claro.

 

Talvez não fosse uma má ideia sugerirmos aos comunistas um reavaliar da história e procedimentos de alguns dos regimes que lhes serviram de modelo. O Conducator Ceausescu conseguiu a extraordinária proeza de rapidamente pagar "a todo o custo" a dívida romena, ficando assim sob a alçada daquela máxima outrora proferida por D. João V, garantindo orgulhosamente que "não devo nem temo".

 

Radical cerceamento da alimentação de todos os romenos, quando o PCR afiançou que a carne, o leite, o peixe, os ovos e outros bens essenciais como o pão, eram perniciosos à boa saúde da população. Completa destruição da assistência médica e abrupto fim das obras públicas, fossem elas de construção ou manutenção de infraestruturas. Proibição de qualquer tipo de importações, mesmo que isso significasse a morte nos hospitais e o envelhecimento do aparelho produtivo controlado pelo Estado. Descalabro na área do ensino, encerrando-se cantinas escolares e concentrando-se alunos em salas congestionadas. Radical corte na investigação científica e ponto final nos subsídios à cultura.

 

Foi este o projecto Ceausescu para o pagamento da dívida romena. Apenas abriu uma única excepção, fazendo arrasar uma parte da Bucareste histórica e erguendo o chamado Palácio do Povo, um colossal monumento a si próprio.

 

O PC que pense no assunto, pois ainda não houve em S. Bento quem ousasse chamá-lo à razão. Ou já se esqueceu Honório Novo da deplorável fuga de helicóptero e daquele vergonhoso julgamento-farsa engendrado por outros camaradas "dissidentes"? Telefonem a Illiescu, ele saberá explicar os factos.

publicado às 13:17

Revisitando Nicolae Ceausescu

por Nuno Castelo-Branco, em 28.08.12

Há apenas umas duas horas, o camarada Jerónimo de Sousa sugeria corrermos com a "troika da agressão", ou por outras palavras, Portugal decidir-se pelo calote global. Poderia ser mais preciso e colocar como possível ponto de discussão, os usurários juros exigidos. Isso todos compreenderiam. 

 

Talvez devêssemos dar uma oportunidade à gestão PCP, porque este país iria mesmo pagar a dívida fosse de que forma fosse, preferencialmente à bruta e por "interesse colectivo". Por exemplo, Jerónimo de Sousa até poderia adoptar aquele modelo outrora tentado pelo seu correligionário Nicolae Ceausescu: nada de carne, nada de peixe, nada de gasolina e gasóleo nos postos de abastecimento, nada de cuidados de saúde, educação reduzida ao mínimo dos mínimos e plena satisfação dos credores internacionais.  

 

Quem sabe se um ou dois anos depois, não teríamos por cá um Génio do Tejo?

publicado às 15:34

A Roménia comemora os 90 anos de Miguel I

por Nuno Castelo-Branco, em 10.10.11

"I am sad! For the last 20 years, King Michael I has been in the country… The monarchy could have become perfectly stable during all these years and we could have banished communism forever, by annulling the abdication of 1947, when the King was rudely forced to leave the country. The return to monarchy would have put an end to this fight over the first position in the state, for a president who has discretionary powers. This semi-absolute power could divert the state to other ends, while monarchy secures the first position in the states only in a symbolic manner… Monarchy was the only principle capable of restoring morality in the country. Without it, what did we do? We have the same communists, now turncoats, and the former secret police officers who got into business and obtained revolutionist’s certificates. The infamous people controlling us in the past are doing the same today. The country is dying and everything was stolen,”

 

Ion Caramitru,  director do Teatro Nacional de Bucareste.

 

publicado às 09:00

A última revolução violenta

por João Pedro, em 22.12.09

 

Há precisamente vinte anos dava-se a última revolução sangrenta da Europa. Foi o culminar da derrocada do Bloco de Leste nos últimos meses de 1989. Depois de todas as outras "democracias populares" ligadas ao Pacto de Varsóvia caírem, só restava a Roménia, paradoxalmente o mais independente regime do bloco face à URSS, e ao mesmo tempo o mais paranóico, megalómano e controlado. Décadas de projectos de expansão industrial com vista à autonomia energética e de obras faraónicas em contraponto com estrito rigor orçamental no que tocava aos bens essenciais, insufladas por um culto de personalidade a Ceausescu, levaram à explosão social e às primeiras revoltas em Timisoara, perto da Hungria, de onde sopravam os ventos de mudança.

 

As autoridades reagiram com toda a dureza possível, alvejando os manifestantes, o que multiplicou a revolta. A 21 de Dezembro, o ditador convocou um aparatoso comício de apoio na capital, em frente ao Palácio do Povo, o enorme edifício que congregava os vários poderes, símbolo máximo daquele regime totalitário que não hesitou em destruir o centro histórico de Bucareste. Às primeiras palavras que correram na imensa praça fronteira, recebeu aplausos dos apoiantes, sobretudo da Securitate, a polícia política. A pouco e pouco, os manifestantes começaram a entoar gritos de protesto entre a multidão, e como uma bola de neve os apupos aumentaram, até o povo gritar em uníssono "Timisoara" e "abaixo o tirano". impotente, Ceausescu retirou-se do local e ordenou que as forças de segurança ripostassem. As tropas pretorianas leais ao regime dispararam sobre a multidão, espalhando o caos no centro da capital, mas as forças regulares não se moveram. a reacção apenas gerou mais revolta por parte da população, à qual se começaram a juntar unidades militares.

 

Fechado no seu "bunker" Ceausescu não se decidia a fugir pelos inúmeros subterrâneos do palácio, quando a situação piorou para o seu lado, e incapaz de aceitar a queda iminente ou sequer de negociar, decidiu fugir de helicóptero com a sua mulher, Elena, e dois ou três fieis. A fuga. no dia 22,  foi vista por todos e registada, mas ou por engano, ou por dificuldades mecânicas, o aparelho aterrou na cidade de Targoviste. Prisioneiro, o casal Ceausescu passou uma noite no calabouço, antes de enfrentar um julgamento militar sumário que acusou o ditador de tentativa de genocídio e de "roubar a alma da Roménia". Este ripostou com acusações aos traidores "fascistas e anti-nacionalistas". Lida a sentença de morte, um pelotão de fuzilamento levou para fora e metralhou Nicolae e Elena, que permaneceram juntos no fim, recordando Mussolini e Clara Pettaci. O fim dos Ceausescu foi proporcional ao regime de opressão, miséria e estalinismo que instituiu na Roménia. O anterior Conducator romeno, Ion Antonescu, líder de um governo aliado de Hitler, fora também ele fuzilado após a guerra. Agora, a mesma sorte cabia ao intitulado Conducator comunista.

 

Seguiu-se um governo nacional com figuras recicladas e vagamente opostas ao ex-ditador. a década de noventa seria conturbada e difícil e só recentemente o país obteve algumas melhorias sociais e económicas, o que lhe permitiu, com reservas, aderir à União Europeia em 2007. Quanto à herança de Ceausescu, basta ir ao centro de Bucareste para se avistar a sua marca mais visível.

 

 

publicado às 15:46

Dacia

por João Pedro, em 29.08.09

Esta a ser exaustivo mas produtivo, este percurso pelos extremos da Nova Europa. Planicie e costa, para ja. S]o lhes digo que quem acha que Portugal esta na cauda da Europa nunca andou pela cintura de Bucareste

publicado às 19:26

...

por Nuno Castelo-Branco, em 11.07.08

 

publicado às 16:31

Reis do leste (1): Miguel I de Hohenzollern-Sigmaringen

por Nuno Castelo-Branco, em 11.07.08

 

 

Trineto de D. Maria II,  o derradeiro sobrevivente  (além de Simeão II da Bulgária) dos chefes de Estado da II Guerra Mundial, é o rei Miguel da Roménia. Subindo ao trono durante um período de convulsão política no seu país, Miguel teve que gerir desde muito jovem, uma dificílima situação política e militar. No início da década de 40, o país foi incluído na esfera de influência do III Reich e o seu exército participou activamente na campanha da Rússia (1941-44). O golpe de Estado de 23 de Agosto de 1944, conduzido pelo monarca, levou ao rompimento com os alemães e à participação da Roménia na coligação aliada. O ditador soviético viria a condecorá-lo com a Ordem da Vitória, ..."pela acção corajosa de radical modificação na política romena, rompendo com a Alemanha de Hitler e aliando-se às Nações Unidas, num momento em que não existia ainda um claro sinal da derrota alemã". Impossibilitado de forçar abertamente a sua deposição, Estaline foi obrigado a recorrer aos usuais métodos de intoxicação de uma opinião pública fortemente pró-monárquica e sob a direcção de Anna Pauker - a agente soviética no país -, o PC conseguiu apossar-se do poder, obrigando o rei a abdicar em 1947. Viveu o exílio na Suiça e regressou à Roménia após a liquidação do regime de Ceausescu. Em 1992, tinha um milhão de romenos à sua espera em Bucareste e esta popularidade, levou o governo de Illiescu a proibir Miguel de visitar o país durante os cinco anos seguintes Em 1997 foi-lhe restituída a cidadania romena e reside hoje na capital romena, no palácio Elisabeta.

publicado às 16:16






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