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Venezuela and the power politics regime

por John Wolf, em 04.01.26

 

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The removal of Nicolás Maduro should be understood less as a dramatic intervention in Venezuela’s internal politics than as a calculated move within a wider contest between great powers. Stripped of its rhetorical framing, the action fits squarely into the logic of geopolitical competition at a time when relations between the United States, Russia, and China are increasingly defined by spheres of influence rather than universal norms. 
 
For years, Venezuela has occupied an anomalous position in the Western Hemisphere. Economically collapsed, diplomatically isolated, and heavily sanctioned, it nonetheless served as a useful foothold for U.S. rivals. Russia leveraged Caracas to project influence close to American territory, combining arms sales, energy cooperation, and intelligence ties to signal that U.S. dominance in its own region could be challenged. China, meanwhile, treated Venezuela as a long-term strategic investment, extending large loans backed by oil exports and embedding itself in the country’s infrastructure in exchange for political alignment. The result was a state of limited internal capacity but outsized geopolitical significance.
 
From Washington’s perspective, this situation was inherently unstable. Great powers may tolerate unfriendly governments abroad, but they rarely accept sustained rival penetration in areas they consider strategically proximate. The move against Maduro therefore resembles a contemporary assertion of hemispheric primacy—less an explicit revival of the Monroe Doctrine than its quiet enforcement under modern conditions. The message is not ideological, but positional: external powers are free to compete globally, but not without consequence in regions where U.S. military and logistical superiority remains overwhelming.
 
The implications for Russia are relatively straightforward. Venezuela offered Moscow a low-cost means of exerting pressure on the United States far from Europe, allowing it to signal global reach while avoiding direct confrontation. Removing that platform narrows Russia’s strategic options and reinforces an implicit boundary in the emerging international order. Ukraine may remain contested terrain, but Latin America does not. This does not decisively shift the global balance, but it forces Russia to concentrate its resources closer to home, where the costs of influence are higher.
 
For China, the episode carries a different lesson. Beijing’s approach to Venezuela was grounded in economic statecraft: capital, infrastructure, and long-term commodity access in exchange for political reliability. The sudden collapse of that arrangement underscores a persistent vulnerability in China’s overseas strategy. Economic leverage, absent security guarantees or decisive local legitimacy, remains exposed to regime change—particularly in regions where the United States retains unmatched coercive capacity. In practical terms, the event reinforces a reality Chinese policymakers already recognize: outside East Asia, political risk remains tightly bound to American power.
 
Donald Trump’s role in this episode is not incidental. His willingness to disregard diplomatic conventions and absorb international criticism lowered the political barriers to decisive action. Where a more traditional administration might have prioritized multilateral consensus or feared precedent-setting consequences, Trump’s approach emphasizes immediate leverage and demonstrable outcomes. Whether this style produces long-term stability is debatable, but it aligns with the prevailing logic of competitive explain the move.
 
None of this suggests the absence of risk. Venezuela’s political disruption carries consequences for regional stability, migration flows, and energy markets, and it invites asymmetric responses elsewhere. More broadly, such actions contribute to the erosion of constraints that once limited overt power projection. Yet these risks are increasingly treated as manageable costs rather than prohibitive barriers in a system where deterrence, signaling, and geographic advantage have regained prominence.
 
Seen in context, the removal of Maduro is less an outlier than part of a broader pattern. Russia asserts itself in its near abroad, China tests the limits of U.S. resolve in maritime Asia, and the United States reinforces its position in the Western Hemisphere. The language of a rules-based order remains, but practice is increasingly shaped by hierarchy and proximity. Influence is defended where it matters most, not where principles are easiest to articulate.
 
In that sense, the episode reflects a reversion rather than a rupture. It illustrates how major powers now act in a world where competition is no longer constrained by post–Cold War optimism. Whether this trend leads to greater stability or deeper fragmentation remains uncertain. What is clear is that power politics, long declared dormant, is once again setting the terms of international behavior.
 
John Wolf, January 4th 2026
 
Ph.D. Law and Security
Nova School of Law, Lisbon

publicado às 18:37

Bacanais, orgias e uniões políticas

por John Wolf, em 20.03.13

Tenho andado equivocado. Tenho procurado uma grande teoria para explicar o descalabro da União Europeia (UE) e cheguei a uma simples conclusão. É óbvio que a UE nunca poderia resultar. Sem grandes elaborações conceptuais ou teóricas, mas baseando-me apenas em provas fornecidas por seitas e grupos místicos, podemos afirmar, de um modo moralista ou não, conforme os gostos, que uma relação poligâmica tinha de dar nesta confusão, neste arrufo de namorados.  A comunidade económica, que começou de mansinho como uma coisa séria, vista retrospectivamente, nada mais foi do que um imenso bacanal. Um orgia política coberta por uma manta de grandes desígnios económicos. O grupo, formado por dois ou três machos valentes, líderes espirituais do norte, e uma panóplia de seguidores do sul, estava destinado a esbarrar com um dissidente. Um membro insatisfeito com os rituais impostos pelos iluminados. O Chipre confessa agora os seus dois amores. O coração amargurado do Chipre revela a sua ambivalência. Viveu estes anos todos  num ménage à trois enquanto a maralha pensava que era uma união de facto. A ilha solitária vacila nesta hora de aflição. Procura o conforto de alguém. Não sabe ainda se deve entregar o seu amor à Babushka ou preservar a amizade colorida com tantos parceiros de deboche - 27 ao todo. Levou uma mocada dos lideres espirituais e começa a ter sérias dúvidas sobre a religião que professou durante tantos anos. Quando o Chipre rasgar os votos de feliz casamento  com a UE, outras noivas seguir-lhe-ão as pegadas...braçadas para não se afogarem. 

publicado às 10:24

A "vitória" de Putin

por Pedro Quartin Graça, em 05.03.12

publicado às 10:07

Putin, o Alexandrinho Nevski em part-time

por Nuno Castelo-Branco, em 21.03.11

Um dos mais implacáveis interventores em territórios alheios, decidiu-se hoje a juntar a sua voz, à de antigos camaradas do amanhã que jamais chegou. Putin copia as declarações de Castro e Chávez, chegando ao ponto de se apropriar do ridículo argumento em voga desde os tempos da II Guerra do Golfo e que faz os Cruzados renascerem à hora dos noticiários. 

 

A Rússia é um dos alvos mais apetecidos dos radicais muçulmanos que desde a fronteira ocidental da China e por todo o vasto espaço da antiga Ásia Central soviética, despoletaram situações de completa insegurança no Cáucaso, sul da Rússia e nas próprias duas grandes cidades do país, Moscovo e São Petersburgo. Putin e o seu "Roberto em cena", têm sido expeditos nos métodos para o aplacar de quaisquer veleidades secessionistas e invocam a luta antiterrorista, como uma necessidade da segurança colectiva. O esmagar de quem lhes surja pela frente, não olha a métodos ou à dose de brutalidade, tudo e todos liquidando sem contabilizar vítimas-reféns ou os algozes do momento.

 

Invocando a luta antiterrorista, é assim que se explicam junto da comunidade internacional, melhor dizendo, de um Ocidente receoso e bastante atento à sua fronteira leste. Grozni - destruída a tiros de canhão -, Baku, a Geórgia, Abecázia Nagorno-Karabak e outros pontos perigosamente próximos da instável zona do Médio Oriente, podem sempre contar com as "cruzadas" à Alexandre Nevski, a executar pelos tanques de Putin e Medvedev. Provavelmente agastado pelo quase certo desaparecer de um importante cliente de armamento Made in Russia, Putin enerva-se e agudiza o som das cordas vocais, copiando os argumentos da dupla Kadhafi senior-Kadhafi junior. Não tardará muito, até começar a fazer o estapafúrdio link entre a Al Qaeda e a NATO.

 

Bem vistos os factos, todo este arrazoado de futilidades resumir-se-á à justificação de mais uma ajuda ao conglomerado militar-industrial russo, desejoso de fazer pesar ainda mais, a sua omnipotência no regime de Moscovo. Pior ainda, Kadhafi acenou-lhe com miríficas concessões petroleiras, hoje vistas por um canudo. Trata-se de uma questão comercial e tendente a piscar o olho mundo fora, a novos clientes de armamentos que no caso do Médio Oriente e mercê da inabilidade dos usuários, têm a irritante tendência para a aniquilação no terreno, vitimados pela tecnologia ocidental.

 

Pelos vistos, nada esqueceu dos seus tempos de bisbilhotice de arquivos e dos serviços arranca-unhas que terá prestado na Praça Lubianka.

publicado às 15:27

Há noventa anos. Há cem anos.

por Nuno Castelo-Branco, em 17.07.08

 

 

"Quando o monarca sucumbe, a realeza não morre sozinha, mas, como um abismo, arrasta consigo tudo o que a circunda; é como uma roda colossal, fixa no alto de uma montanha, a cujos enormes raios estão ligadas  dez mil peças mais pequenas, e que, ao desmoronar-se, leva consigo todos estes frágeis anexos que, tal um pobre séquito, a acompanham na sua impetuosa ruína. Nunca o rei suspirou a sós que não gemesse com ele a nação inteira".

Shakespeare, Hamlet (acto II, cena 3).

 

Assim aconteceu em Portugal, e neste centenário da república, o regicídio é parte integrante e essencial da imposição do novo regime.

 

Passam hoje noventa anos do assassinato colectivo da mais bela família do planeta Terra. Nicolau II, a czarina Alexandra de Hesse, as grã-duquesas Olga, Tatiana, Maria e Anastasia, o czarevich Alexis e todos os acompanhantes, foram liquidados a tiro de pistolas Nagan, por ordem directa de Lenine e de Trotski.

 

Dez anos antes, quando do regicídio de Lisboa que vitimaria o rei Carlos I e o príncipe Luís Filipe, o futuro dirigente comunista regozijava-se com esta obra dos republicanos, não imaginando que um dia ditaria a ordem de assassinato do seu soberano e de toda a sua família mais directa.  A liquidação dos Romanov, seria o marco essencial que caracterizaria a ferocidade do regime comunista durante as sete décadas que se lhe sucederam. Dezenas de milhões de inocentes acompanharam o trágico destino da família imperial, esquecidos em geladas valas comuns algures nos Urais ou na Sibéria, vitimados pela arrogãncia, prepotência, maldade e inépcia do regime mais sanguinário e vil de que há memória.

 

Como a História encerra ironias incontornáveis, Lenine é agora amaldiçoado como um dos maiores criminosos da raça humana. Hoje, na Russia, Nicolau II encontra-se bem posicionado para ser o escolhido do seu povo, que se prepara para o declarar o maior russo de todos os tempos. Vae victis, Lenine, vae victis!

publicado às 23:52






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