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O precipício

por Nuno Castelo-Branco, em 29.12.13

A falta de memória histórica condena-os à opção pelos mesmos erros que vitimaram instituições que o país um dia julgou perenes, adequadas àquilo que a Europa civilizada era. Foi o que aconteceu durante os derradeiros cinco lustros de vigência do regime da Monarquia Constitucional. 

Num curto e incisivo artigo no Sol, José António Saraiva considera não estarem as nossas elites políticas naquele patamar de clarividente competência que nos permita o enfrentar das dificuldades que o país há duas gerações atravessa. Não foram capazes de fazer a transição do marcelismo para um sistema representativo aceitável - pelo contrário, João Carlos I conduziria a Espanha ao sucesso da normalização institucional -, não souberam nem puderam gerir o intempestivo ingresso numa CEE que excluindo a Alemanha não nos queria e pior ainda, o abarrotado conglomerado Soares, Sampaio, Cavaco Ferreira Leite, Félix, Pacheco, Sócrates, Barroso e uma infinidade de outros nomes bem conhecidos, anda tresloucado pela ânsia do parecer bem e agradar às bastas vezes distraídas, mas esperadas audiências televisivas. Insiste no despejar de lama às pazadas sobre as instituições e os seus titulares, acicatando a quezília, a desconfiança, o crime e a violência, estranhamente se parecendo como um grupo onde a autofagia se confunde com um auto-outorgado certificado de inépcia na condução dos assuntos da coisa pública. 

 

Os que cá ficarão pagarão bem cara esta descarada estupidez, enquanto eles, os diletantes responsáveis pelos governos que ininterruptamente se sucederam, decerto um dia partirão despreocupados para mais benignas paragens. Alguém hoje se recorda que Afonso Costa morreu anafado e bem recostado em Paris? Ou melhor, quantos dos dez ou quinze milhões portugueses alguma vez ouviram falar do Afonso Costa? 

publicado às 01:09

Passado, presente, futuro próximo

por Fernando Melro dos Santos, em 18.12.12

A única voz decente num antro de porcos.








publicado às 13:44






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