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Agência de rating NSA dá nota máxima a Portugal.

publicado às 13:41

Soares e os segredos de Soares

por John Wolf, em 08.03.13

 

João Soares nunca deixará de ser filho do antigo Presidente da República Mário Soares, e este nunca deixará de ser pai do antigo Presidente de Câmara. Esse grau de parentesco político deveria ter implicações éticas e condicionar a ocupação de certos cargos. Parece-me uma asneirada, e uma falta de bom senso, que João Soares faça parte da comissão designada para fiscalizar as "secretas". Vamos supôr que amanhã há razões de Estado que obrigam a rever factos que envolvem Mário Soares. Será que estaremos na presença de níveis de imparcialidade suficientes? Ou teremos mais um caso que corre em sentido contrário ao princípio democrático de idoneidade? No meu entender, e na condição de mero passante, acho que deveriam  ter tido um pouco mais de bom senso. Por outro lado, a integração de João Soares na entidade que fiscaliza as secretas, poderá ser entendida como uma medida preventiva. Não vá o diabo tecê-las, mesmo que baixinho. Será que ainda não perceberam, depois de tantos anos a pisar o risco, que não deixam de ser ligações perigosas, por mais inocentes que sejam os visados? São estas soluções políticas que danificam ainda mais um acervo governativo severamente amolgado por tantos acidentes de percurso, de discurso. Tudo isto tem contornos de trágico e caricato. E estamos a falar de duas gerações. Qualquer dia teremos um neto na comissão de ética a invocar grandiosos princípios, o legado de fundadores e reformistas. Seria bom que tivessem juízo. E se não o têm, é melhor ficarem quietinhos.  

publicado às 11:55

Uma vez que Paulo Portas falou noutras praias, parece-me melhor a conversa ficar por aqui. Por causa "das tosses", neste frio de inverno soalheiro.

 

Entretanto, é melhor irmos ouvindo isto: Pa-pa-pa, pa-pa-pa. papageno pa-pa-pa-, pa-pa-pa,- papagena

publicado às 09:20

Samuel, não existe qualquer caça a bruxas... caçadoras!

por Nuno Castelo-Branco, em 07.01.12

Diz-se que no vale do Nilo, ainda há quem adore o deus Aton, participando em cerimónias evocativas durante os períodos de tempestades solares ou do solstício. Na Índia as vacas são sagradas, assim como algumas espécies de macacos que saltitam de telhado em telhado, obrando livremente sobre pedras de templos bem carcomidos pelo passar dos séculos. Há quem acredite em discos voadores, na Terra oca, na base nacional-socialista de um IV Reich na Antártida, enquanto outros com um sentido mais prático das coisas, agremiam-se em sociedades discretas e infinitamente mais eficazes. Para colocar um ponto final quanto a este desinteressante tema, apenas queria deixar uma sucinta resposta que todos possam facilmente entender, de tão visíveis são as evidências.

 

O meu querido amigo Samuel cita o Prof. Adelino Maltez que nos lembra a história de um "GOL (que) não começou em 1910. Foi fundado e existe continuadamente desde 1802. Já esteve em 1806-1808, na luta contra Junot, em 1817, 1820 e por aí fora. Sempre com a liberdade."

 

Terá sido assim? Claro que não, senão vejamos: 

 

Para sermos mais correctos, quando o país inteiro já tinha conhecimento do Tratado de Fontainebleau que destronava a Casa de Bragança e retalhava o nosso território em proveito de franceses e espanhóis, o embrião do GOL  foi receber Junot às portas de Lisboa, logo escrevendo uma carta a Napoleão a implorar um Rei - da "casa" Bonaparte ou um sargentão serviçal de ocasião - para Portugal. Os irmãos ainda tiveram o topete de enviar uma deputação a Baiona e não sendo suficiente tal protesto de amizade por quem ocupava o país saqueado e o reduzia a um governo-geral, os então pouco discretos convivas, foram entusiasticamente arregimentar-se na Legião Portuguesa ao serviço do invasor depredador da Pátria. Chegaram mesmo a participar na III Invasão Francesa e nas campanhas de Bonaparte na Prússia e na Rússia. Isto tem um nome, vem no dicionário e a palavra começa pela letra T. Sabe-se que nas últimas décadas consiste num termo que caiu em desuso, mas nem por isso deixa de surgir na lista das ignomínias mais repulsivas.


Quanto ao presente caso que tantos aborrecimentos tem dado a quem há oito gerações manda no nosso país, há quem entre para estas organizações, com o límpido fim da promoção de grandes ideais enunciados e que  afinal poderão resumir-se a três. Também se conhece o pendor que outros têm por cerimónias iniciáticas, fardamentas exóticas, arquitecturas que agradariam a Cecil B. DeMille ou senhas e contra-senhas que nos remetem para os tempos da nossa infância. Tudo isto é natural e tão trivial como os clubes de modelismo, de arqueiros ou recriação de torneios medievais.

 

A partir do momento em que se conspira contra a legalidade constitucional - repito, constitucional - do Estado, promove-se a eliminação física do soberano, a perseguição a um amplo sector da população portuguesa - a Igreja "concorrente" e os seus seguidores -, indiscriminadamente se prende e coage aqueles que se pretende ver afastados do poder, estamos então perante uma situação bem difícil de resolver, se é que tem resolução. Neste caso que tem varrido a imprensa na última semana, as discretas entidades surgem ligadas aos interesses económicos - cá está o vil metal em causa, daí o frenesim - , ao espiolhar da vida pública e privada dos cidadãos, assim como ao claro prejuízo do interesse e formal dignidade do Estado. Para que sejamos claros quanto a um aspecto relevante, os já nada discretos, lesam a "concorrência" no campo da economia. Colocar amigos em lugares onde os concursos não passam de um pro forma, afastar outros em benefício da irmandade e para cúmulo, tentar obter-se o controlo das instituições estatais detentoras de armas, da informação e defesa do Estado, é demais. 

 

Não há qualquer margem para um exagero e não existe caça às bruxas, até porque de facto quem governa Portugal há dois séculos, é a Maçonaria. Se ela naturalmente sofre de lutas e rançosos ódios intestinos, rotineiramente fazendo cair os seus próprios regimes - nem precisamos de enumerar quais -, tal se deve em primeiro lugar, à necessidade de reciclagem para que "algo mude". Ainda ontem, o Sr. Arnaut proclamava com orgulho, os inestimáveis serviços prestados à pátria e à liberdade, procurando reduzir a isto, a acção que o GOL tem na conformação desta nossa sociedade tão desigual e injusta. Se apenas se pretende contabilizar os sucessos que fizeram o seu tempo, qual foi a verdadeira razão para o violento desencadear da destruição da Monarquia Constitucional, qual a razão para a queda das 1ª e 2ª Repúblicas - bem ao contrário daquilo que querem fazer crer, o Estado Novo contou com muitos e bons irmãos, a começar pelo longevo Chefe do Estado e o Presidente da Assembleia Nacional - e chegando aos nossos dias, o actual estado de desagregação do esquema vigente? 

 

Lá estarão muitos idealistas e como agora se usa dizer, gente solidária? Certamente. Participarão nas tertúlias aqueles que apenas metafisicamente se preocupam com o devir da humanidade? É bem provável. 

 

O pior será o resto que sempre se soube, aquilo que agora se sabe e a incógnita enroupada de secretismo que talvez jamais vira á luz do dia, ou utilizando um termo mais próprio desta temática, da alvorada de uma manhã sem nevoeiro. 

 

A discussão está aí bem renhida e logo na imprensa que se julgava domesticada. Consiste num tema tão válido como o da gripe das aves, da doença dos pézinhos, do aeroporto na desértica margem sul, ou o TGV. Fale-se, debata-se o assunto, pois havendo limpidez, dissipar-se-ão receios ou desconfianças.

publicado às 19:51

Em poucas e certeiras palavras

por Nuno Castelo-Branco, em 04.01.12

"Nunca devemos desprezar a importância de nos sentirmos importantes. E há tanta gente que se leva tão a sério... Já a razão porque carreiristas e traficantes se sentem bem neste tipo de organizações é bem mais fácil de compreender: mesmo que não tenham nascido para isso, elas são o lugar ideal para construir carreiras a medíocres e fazer negócios menos claros.

Mas a coisa fica bem mais grave quando percebemos que naqueles espaços se traficam, em segredo, os segredos do Estado. Ou seja, que estas organizações se apoderam, usando da sua obscuridade, de funções que a democracia reservou ao Estado."

 

Daniel Oliveira, no Expresso e no Arrastão




publicado às 15:35

Coitado do Mozart...

por Nuno Castelo-Branco, em 04.01.12

Foi mesmo apanhada a inventar com quantos dentes tem na boca, num patético Exsultate, jubilate. Nem Ricardo Costa hesitou em dizê-lo a quem o quis ouvir. O facto de gente envolvida nas tertúlias estar sentada à volta de mesas onde se fiscalizam certas actividades relacionadas com as mesmas, diz muito acerca da situação a que chegámos.

 

De toda aquela flagrante aldrabice na conferência de imprensa que pretendeu ser uma mozartiana Missa Solemnis, acabou por lhes sair uma Missa Brevis e a ver vamos se não se torna num Requiem. Salvo honrosas excepções, o PSD anda a mentir e a descaradamente efabular há demasiado tempo. Mais precisamente, desde 1974. Tudo isto é uma vergonha para Portugal, escandalosamente esbulhando e caçoando daquilo que ainda é um país.

 

A verdade é que o duo Dª Teresa-Irmão Montenegro, nem sequer se trata de compinchagem numa "Falsa Jardineira".

publicado às 09:41

Secretas pouco discretas

por Samuel de Paiva Pires, em 07.09.11

Num país onde as secretas são mesmo é pouco discretas, onde os alegados espiões são conhecidos de meio país, dão aulas em várias universidades regimentais onde ensinam actualissímas técnicas do tempo da Guerra Fria e até aparecem amiúde na imprensa, a realidade ultrapassa a ficção e garante-nos mais uns telegramas de certas Embaixadas para as respectivas capitais a dar conta da escalada do rating do anedotário nacional. Tenham juízo!

publicado às 22:58






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