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Será muito difícil a qualquer português – a não ser que ele habite um ermo cravado em longínquas e impenetráveis montanhas – não possuir amigos, conhecidos ou familiares que estiveram, trabalharam, combateram ou viveram nas antigas colónias portuguesas.
E mesmo nesse ermo de que falei, não sei…Em qualquer lugar, quando se fala da retrospectiva vida das pessoas, quantas vezes aparece a África, através das longínquas Luanda, Lourenço Marques, Lobito, Bissau, Sal, S. Tomé, Beira, e semelhantes imagens de postal. A outros, visitam-nos o palato húmido da Ásia de Macau ou de Goa. A um menor número, voejam recordações da Oceânia, em Timor. A todos ficou o travo de uma portugalidade que se perdeu, mas isso não é o que mais lhes custa, porque isso é politica, e a política tem a importância que tem. O que realmente magoa é a perda súbita de uma vida, já construída ou que se construía ainda, dos bens e pessoas que ficaram para trás, do achincalhamento, da humilhação, da vergonha, mas principalmente do silêncio!
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publicado às 15:37