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Ad aeternum

por Nuno Castelo-Branco, em 02.07.14

Diz-se que no decorrer de uma reunião na Sociedade Portuguesa de Autores, Sophia de Mello Breyner Andresen ter-se-á levantado e ostensivamente abandonado a sala, dizendo não poder permanecer num local onde estava um dos regicidas do 1º de Fevereiro de 1908.

 

Pois bem, a sua alma que se habitue, pois na senda da sua proverbial arrogância e displicência, a gente da República decidiu trasladar Sophia para junto do sarcófago de Aquilino Ribeiro. Gostava de saber o que dirá Miguel Sousa Tavares. Ou não dirá?

publicado às 08:56

Em pacotinhos ficariam com mais espaço

por Nuno Castelo-Branco, em 11.01.14

Dir-se-ia vivermos numa permanente quermesse com direito a corrida em sacos de batatas. Chegou a vez do panteão ser o alvo predilecto das imobiliárias partidárias cá da praça, levantando-se listas de potenciais inquilinos para ali jazerem sob a cúpula que Salazar mandou construir, acabando com as obras de Santa Engrácia. Laicidades atiradas à sarjeta, o monumento teve direito a uma catolicíssima cruz no topo "e tudo"!

 

Após Eusébio, agora chega a vez do aventar de Sophia de Mello Breyner Andresen. Vai ser engraçado, especialmente se colocarem a poetisa ao lado de Aquilino. Vindo das brumas dos anos sessenta, há quem garanta a ocorrência de um episódio edificante, testemunhado durante uma eleição para a direcção da SPA. Tanto a poetisa como o marido, Francisco Sousa Tavares, declararam a alto e bom som que se retiravam da sala, não querendo permanecer no mesmo lugar onde estava um dos regicidas. 

 

Pois agora, a monárquica de sempre terá de conviver com os marmóreos T0 de um dos homens do 1º de Fevereiro, do Arriaga que arrendou Belém, do Sidónio das botas altas e do ex-estadonovista intestino Delgado. Só lá falta o Buíça e um pacotinho de sopa Knorr Made in DDR com o pó do ABC. É de loucos.

publicado às 12:59

E pelas mãos dos filhos,

por Cristina Ribeiro, em 21.06.09

 

coisas de Sophia Mello Breyner. Maravilhosas.

 

Retenho, porque tenho ainda nos ouvidos o relato encantatório de uma irmã que acaba de chegar de Terras Helénicas, eu que nunca lá fui, nunca tendo, pois, dado ouvidos ao doce cantar das sereias que de lá me chamam, a viagem que a levou até à pátria de Homero, no ano de 1963:

" Mar azul, Céu azul, ilhas azuis enevoadas. Ítaca aparece, vai-se desenhando ".

publicado às 19:46






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