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Volto já - António Costa

por John Wolf, em 11.10.16

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Belisquem-me se eu estiver errado. Estacionem-me na rotunda do relógio se eu estiver enganado. Não era suposto o Orçamento de Estado ser o documento por excelência para a execução governativa? Não era suposto o primeiro-ministro fazer parte dos trabalhos conducentes à sua apresentação ao Parlamento? O timing da visita à China não é fruto de um acaso de agenda. António Costa colocou-se convenientemente a milhas da discussão de importantes questões que merecem a maior consideração governativa. Pelos vistos Mário Centeno também não estará presente em algumas sessões de trabalho antes de Quinta-feira. Já bastaram os taxistas terem barrado o acesso ao aeroporto para registarmos mais uma ausência. Ah, já entendi. Quem governa em Portugal é o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português. Sabemos que a pontualidade local não é britânica, mas isto é inadmissível. O homem não comparece. O nosso empregado - sim, António Costa é pago por nós -, pura e simplesmente não se apresenta ao serviço. Mas há mais. Vai dormir a bordo do Airbus com ligação directa, mas não engana nem o jet lag nem o mind gap. Também não importa - o défice não vai aterrar onde querem.

publicado às 16:30

Taxis e Chau Ming

por João Almeida Amaral, em 11.10.16

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Os motoristas de viaturas de transporte, sejam taxistas, motoristas de praça ou "Uberistas", são no essencial a mesma coisa, são os herdeiros do cocheiro, com uma pequena diferença: dispõem de mais cavalos.

Para quem é muito jovem, o Chaufeur de Táxi foi peça importante no desenvolvimento da sociedade urbana motorizada. Nas minhas memórias encontro vários Mercedes matateu, com  varinas e peixe na bagageira, ardinas que recolhiam  os seus jornais  e  madames a defenderem-se dos maus odores, com um lençinho embebido em água de colónia.

Durante as greves da CP e da TAP faziam corridas ao Porto e a Madrid. Alguns eram figuras típicas da cidade. Lembro-me em particular de um que trazia a mãe, já com mais de oitenta anos, sentada no lugar por trás do seu. 

Os apaixonados e os enganados entravam no carro e exclamavam  "dê umas voltas sem destino".

Com o correr do tempo, começaram a perder a vergonha dos longos silêncios para fazerem uma prelecção sobre política, segredos ou loucuras.

A verdade é que foram importantes e até na época do 25/4 eram uma das maiores barreiras ao barreirinhas Cunhal.

Entrevistar Cocheiros do século XXI e aproveitar a sua inexperiência para gerar um facto é tudo aquilo que um aprendiz de reportagem não devia fazer. Dá náuseas.

Como não dava votos, ou tiveram medo, os políticos andaram arredados do Relógio. 

O primeiro ministro, satisfeito com o desviar de atenções da geringonça, empanturrava-se com uma chinesada e lá ia vendendo o que resta do país às fatias.

Por cá, este povo enjeitado, deixava-se enganar pelas televisões. 

Ai a minha terra linda. 

publicado às 16:14

Legislação à força bruta?

por John Wolf, em 10.10.16

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É assim que se força a produção de legislação em Portugal?  Sob ameaça? Estamos em Democracia ou não? Os taxistas não devem ser recebidos hoje em parte alguma. Se forem recebidos após os incidentes de confronto que hoje já foram registados, podemos concluir que António Costa inclui na geringonça mais uma força. Para além do BE e do PCP, o governo tem mais um parceiro - a ANTRAL. Vergonhoso.

publicado às 13:25

Governo encurralado num antro de taxistas

por John Wolf, em 08.10.16

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O Governo da República Portuguesa está cada vez mais encurralado. São vários agentes que mantêm refêm o executivo. O Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Comunista Português (PCP) encostaram às cordas António Costa e as suas hostes. Não existe decisão governativa que não esteja condicionada pelo diktat de Catarina Martins ou pela bula de Jerónimo de Sousa. Mas a ameaça de "porrada" da Antral para a próxima Segunda-feira lisboeta levanta algumas questões fundamentais. A declaração do chefe dos taxistas deve ser entendida enquanto ameaça velada. O uso de força é, inequivocamente, uma prerrogativa jurídica do Estado, aliás consagrada constitucionalmente. Em nome da manutenção da ordem pública, um governo pode ter de fazer uso de instrumentos de coacção. Quando um grupo de cidadãos se organiza em torno da mensagem de violência, está efectivamente a assaltar a reserva de paz pública de uma nação - mas no meu entender, vai mais longe do que o tolerável: comete o crime de premeditação. Veremos se o Ministério da Administração Interna faz a leitura adequada desta situação e instrui as forças de segurança em conformidade. A Antral assemelha-se a outros grupos reivindicativos, com a nuance temporal de estar a anunciar um "atentado" antes do mesmo ocorrer. Nem menciono o impacto económico da perturbação que 6000 taxistas causam na vida de tantas empresas e trabalhadores portugueses. Este sector profissional não pode forçar a sua entrada na Assembleia da República. Esta classe laboral não pode ameaçar a integridade física e moral de um secretário de Estado, ou para todos os efeitos de qualquer cidadão. Não sei qual a filiação ideológica dos representantes dos "profissionais" dos táxis, mas cada vez mais se assemelha a falanges de inspiração extremista, que prosseguem os seus objectivos por via da intimidação e do músculo. O Governo da República Portuguesa está obrigado a defender a bela Democracia que tanto apregoa a torto e a direito. Mas António Costa encontra-se na China a vender falências a prospectores mercantis. A Uber que se deixe ficar quieta. São os outros que caírão - sozinhos.

publicado às 17:59

Dos táxis imundos de Lisboa

por John Wolf, em 23.01.15

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Uma vez que nos encontramos em plena época de caça ao veículo que tenha nascido antes de 1996, gostaria de lançar outro mote respeitante à poluição, à saúde dos utentes - dos passageiros, entenda-se. Convido-vos a deixar as virtudes do carro particular na garagem mais próxima e a entrar no primeiro táxi que conseguirem parar. Hoje mesmo fí-lo, e mais uma vez fui confrontado com uma lixeira em andamento. Mas vamos por partes. Comecemos pelo factor humano. O condutor deste táxi para além de praticar uma modalidade de pára-arranca indutor de vómitos, descurará, e provavelmente desde sempre, a sua higiéne pessoal. O hálito projectado pelo espelho retrovisor tresandava a uma misto de urina e feijoada transmontana. Os assentos de tecido húmido decadente estavam literalmente ensopados em imundice pegada esquecida por uma catadupa de passageiros de perfume duvidoso. Os tapetes de borracha que beijavam as solas dos meus botins, corroídos pelo bicho da marcha - de certeza que as minhas solas apanharam uma doença qualquer. As pegas das portas com resquícios de corrimentos de vária espécie - não perguntem de que género que eu não respondo. Enfim, um martírio do princípio ao fim da viagem. António Costa bem pode estar preocupado com questões de aparência do parque automóvel da cidade de Lisboa e brincar às "capitais modernas", mas o autarca-mor não tem a mínima ideia do que falo. Não anda de táxi. Quer lá saber. Para quando um regulamento "a sério" da Câmara Municipal de Lisboa respeitante às condições que os táxis e seus condutores devem observar? Para quando uma brigada de intervenção para proteger a saúde pública? Isto é uma vergonha. Ah, falta apenas um detalhe. Sim, o taxista tinha o tal mindinho para esgravatar o ouvido e sacar cêra para fabrico, quem sabe, de uma vela de santuário - Santo António.

publicado às 17:36






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