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Criminosamente imbecis

por Nuno Castelo-Branco, em 07.09.16

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 A marcação do terreno está feita há séculos e este país tem vivido razoavelmente com os factos que são parte de uma história que não se apaga. Quem aqui tem ao longo de muitas gerações demandado à procura de novas oportunidades em primeiro lugar decorrentes da segurança que genericamente é reconhecida como característica deste país, tem sido bem aceite e é integrada na sociedade sem problemas que são visíveis nas imediações europeias. E assim deverá continuar a ser, tal como a tradicional política externa. Enquanto Portugal pertencer ao espaço que as placas tectónicas impuseram, não existe qualquer outra possibilidade, embora haja que proceder às adaptações decorrentes do fim da política de chantagem que a posse de um império implicava. Por força de vontades estranhas aos portugueses, acabou o império da soberania territorial, restam-nos as ilhas atlânticas e a política de adequação da realidade onde surge a CPLP como o além-mar do futuro e a Europa até aos Urais a que sempre pertencemos e que por iniciativa própria levámos aos outros continentes.


Foi com estupor que verificámos ontem não ter a nomenklatura dominante nada ter entendido acerca do que para os mais distraídos é uma evidência. Portugal não tem sofrido ódios intestinos entre comunidades estabelecidas no seu território, devido precisamente à delimitação do terreno no qual a igreja católica é claramente dominante. Não vale a pena perderem tempo com a falaciosa e bastante marginal argumentação do declínio da presença nas missas dominicais, pois qualquer festividade religiosa, de norte a sul do país faz parte integrante da identidade deste povo, concita o ajuntamento de multidões bastante concorridas no apego às raízes, mesmo que muitos dos participantes apenas conheçam as orações Pai Nosso e Avé Maria. O Estado republicano na sua terceira versão, tem a supina sorte de bem conviver com a hierarquia religiosa, não se atrevendo até agora a cometer os roubos descarados, erros e abusos em Portugal inciados a partir do convencionado ano de 1834. Se excluirmos os exageros "revolucionários" de 1974-75, aliás pagos da pior forma no momento quase imediato, o regime tem convivido em paz com uma igreja bastante acomodada que ainda por cima supre as conhecidas deficiências estatais nos campos da assistência à velhice e à infância - lares, creches e infantários -, na mesa posta - as refeições distribuídas em cantinas, porta a porta, em plena rua nocturna ou através dos bancos alimentares pujantes de dinamismo que concita invejas passageiras e que são de extrema utilidade pública - e numa miríade de actividades onde até o acolhimento de migrantes ocupa posição de relevo nos santuários e conventos, recebendo pessoas que não compartilham a mesma fé e ali talvez consigam vislumbrar ou recordar o rol de disparates instigados ou aprendidos noutras paragens. A verdade é que sem esta igreja, o Estado dito laico nem de longe conseguiria cumprir aquilo que a própria Constituição indica como obrigatório. O PC, instituição quase tão antiga como a Causa Real, disso já se apercebeu e tem sido mais realista do que os chamados democratas do regime. 

Quer o cada vez mais maçónico Vera jardim retirar os crucifixos das escolas públicas. Quer, mas logo seguidamente coloca os ses da sua salvação na discutível avaliação da popularidade. A argumentação é válida em termos teóricos, pois fazendo parte da decoração prenhe de mensagens subliminares das paredes das escolas, apenas poderá ofender quem à escola chegue já industriado em casa. E se for apenas um entre trinta numa sala, esse imaginado ofendido? Far-lhe-ão a vontade? 

Cremos que os mais ofendidos são quem nem sequer tem qualquer direito a participar nas aulas, ou seja, a parentela "portuguesa de origem" eivada de loucuras ideológicas ultrapassadas pelos acontecimentos de há mais de duas gerações, sem qualquer interesse prático e estranhas à boa tranquilidade da sociedade. O triunfo da morte nacional já bem conhecida e almejada por sectores carregados de vários tipos de paranóia? A que propósito deveremos então submeter-nos aos ditames de uma meia dúzia de centenas de lunáticos?

Em Portugal, a igreja católica, acompanhada pelas forças armadas e pela instituição real, construiu o país que para o bem e para o mal ainda existe e tem, queiram ou não, alguns séculos pela frente. Tem satisfatoriamente suprido o Estado dito laico naquilo que a própria Constituição indica como deveres do mesmo e nem por isso são audíveis os protestos ou sequer as autoridades pensam em mudar as atitudes. A bem ver, nem se atrevem a ir muito longe.

Não procurem sarilhos onde eles não existem, nem sequer na imaginação dos próprios potenciais interessados que noutros parceiros europeus parecem ditar a lei. Os toques de sinos fazem parte da vida urbana e rural, assim como as procissões de norte a sul e insulares como a do Senhor Santo Cristo de que o Estado se serve para auto-promoção da tolerância - ali acorrendo e penitenciando-se publicamente todos os hierarcas do regime - e aproveitando para encher os cofres com benéficos impostos e dinamização da economia regional. Não se queixem então, sejam estes donos do Estado mais discretos e oportunistamente convivam com aquilo que a paz social lhes proporciona num país há pelo menos meio milénio habituado a conviver com outras gentes.

Os cada vez mais estranhos utentes do avental fora da cozinha deveriam por estes dias estar a organizar uma procissão de rastos até Fátima, de Lisboa saindo ajoelhados em agradecimento pela condescendendente hierarquia da igreja de quem são os principais beneficários. Consequentemente, façam de conta não entender os "novos tempos" e graciosamente resignem-se ao que aí está. E estará. 


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publicado às 09:26

Meningite bacteriana

por Nuno Castelo-Branco, em 25.07.16

 

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 ...é o que a Alemanha parece ter. O que fazem as autoridades? Recorrem ao Paracetamol, fazendo de conta não conhecer o mal e deliberadamente enganando a população.

 

Como dizia a canção do Abrunhosa, não dá, não dá

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publicado às 08:45

Oui, c'est ça

por Nuno Castelo-Branco, em 15.07.16

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Ontem a ostensivamente "collabo" France 24 comportou-se miseravelmente. Ia transmitindo de vez em quando notícias ao estilo salta pocinhas, como se aquilo não tivesse acontecido no próprio país. Realmente, mais valeu seguir os canais da tv portuguesa.  

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publicado às 07:46

Terrorismo de Estado

por Pedro Quartin Graça, em 11.05.13

 

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publicado às 15:09






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