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Khomeiny continua a matar

por Nuno Castelo-Branco, em 04.01.11

Era um adolescente, quando partiu com a família para um exílio que parecia temporário. Dias depois daquela fatídica e fria manhã de 1979, chegavam as primeiras notícias de fuzilamentos sumários, linchamentos públicos, prisões indiscriminadas e tortura de amigos, parentes e colaboradores do regime do seu pai, o Xá Mohamed Reza Pahlavi. Correram o mundo, ignóbeis fotos de corpos mutilados ou crivados de balas, assim como de faces desfiguradas de homens e mulheres seviciados pelos capangas dos triunfantes aiatolás.

 

Nos Estados Unidos, corriam sérios rumores acerca da tergiversação da patética e criminosa administração Carter, sempre pronta a ceder a qualquer chantagem que pudesse evitar o beliscar dos interesses económicos norte-americanos no Médio Oriente. É hoje aceite, ter sido ponderada a entrega do monarca e de toda a sua família aos rufiões que instalados em Teerão, rapidamente faziam o país regredir à Idade Média, proclamando uma "lei de Deus" tão radicalmente impiedosa, como os seus instintos de facínoras profissionais. A família Pahlavi foi viajando de país em país, eximindo-se às arbitrariedades de Carter e da sua quadrilha de pusilânimes, precisamente no momento em que o Xá rapidamente sucumbia à depressão e ao cancro que lhe ditava o fim da vida. Valeu-lhes o grande homem, digno sucessor dos faraós de outrora, o presidente Anwar el-Sadat.

 

Durante toda a sua juventude e idade adulta, Ali Reza foi condicionado em todos os seus movimentos, temendo-se uma tentativa de eliminação física ou rapto ordenado pela teocracia xiita. Homem cultíssimo, poliglota e preparado para o exercício de funções de relevo, viu coarctada a sua vontade, sujeitando-se a uma deprimente "prisão domiciliária", aliás partilhada por uma irmã que em Paris se suicidaria, cedendo à pressão.

 

Ali Reza Pahlavi suicidou-se esta manhã.

 

Khomeiny continua a matar, irmanando as suas vítimas, sejam elas os filhos do grande Imperador, os estudantes atirados para a revoltante miséria, as mulheres lapidadas ou gente que resiste à opressão que tarda em ser deposta.

 

Aqui deixamos a nossa simpatia a S.M. Reza Shah II. Para aqueles que decidirem enviar uma mensagem a essa senhora corajosa e brilhante que é S.M. a Xabanu Farah Pahlavi, o Estado Sentido aqui deixa o contacto:

 

fpahlavi@hotmail.com

publicado às 22:04

Execução de monárquicos no Irão

por Nuno Castelo-Branco, em 08.02.10

 Shirin Ebadi: "Arash's crime was being a member of a monarchist group"


Shirin Ebadi, 62, was awarded the Nobel Peace Prize in 2003 for her long career as a human rights lawyer in Iran. She spoke to The Sunday Telegraph during a stay in London. She answered Angus McDowall's questions concerning the execution of Mohammad Reza Ali Zamani (37) and Arash Rahmanipour (19) on 28th January 2010 (as reported here).

The Sunday TelegraphDid the protesters who were sentenced to death in Iran receive fair trials?

Shirin EbadiThe recent executions in Iran were not justified and I'm totally against it.

 

Leia mais  A Q U I

publicado às 10:46

As eleições no Irão: a análise de Reza Ciro

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.09

publicado às 10:50






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