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O meu "one way ticket" de Lourenço Marques-Lisboa, 30 de Agosto de 1974
"Muitos responsáveis políticos portugueses têm dito que a descolonização foi a que era possível. Acho que não é assim. Considero que a descolonização foi uma tragédia. Foi uma tragédia a forma como a descolonização acabou por se realizar.Tal como a colonização o foi. Não assumo responsabilidade do que hoje lá se vive. Isso tem a ver com os movimentos e os seus líderes. Assumo a responsabilidade das negociações para a descolonização não terem sido conduzidas de modo a evitar situações que acabaram por descambar naquilo que hoje existe nos ex-territórios portugueses africanos."
Melo Antunes, entrevista à RTP, Julho de 1999
"De facto, a descolonização foi feita na defesa dos interesses políticos e estratégicos da União Soviética, de seus aliados e dos seus movimentos no terreno. Foi contra os interesses de Portugal, dos portugueses residentes nos territórios sob a nossa administração e contra os interesses das suas populações"
Manuel Monge, oficial do MFA
"Prova-o a inequívoca intenção das forças internacionais no pseudo-revolucionário processo de Abril, desencadeado com o objectivo de nos impor o vergonhoso abandono dos territórios africanos, onde, além de termos causado o caos e a destruição, fomos co-responsáveis pela morte de milhares de pessoas. E ainda há quem despudoradamente afirme que a revolução de Abril foi uma revolução sem sangue"
Sigfredo Costa Campos, coronel pára-quedista
"O que hoje se entende por independência imediata seria a mais gigante negação dos ideais democráticos universalmente aceites e nos quais se inspirou o MFA."
Soares de Melo no seu discurso de posse como Governador-Geral de Moçambique, 11 de Junho de 1974
"A Frelimo estava consciente de que o seu poder residia essencialmente, não nas suas estruturas, mas na traição da esquerda militar portuguesa, disposta a impô-la ao povo moçambicano, proporcionando-lhe a organização político-militar que nunca conseguiria alcançar antes do 25 de Abril."
António de Spínola in País sem Rumo
Amanhã, 4 de Setembro, pelas 17.30H, no Palácio da Independência - SHIP (Rossio), apresentação do livro de Clotilde Mesquitela, 7 de Setembro: Moçambique - memórias de uma revolução