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Tsipras, o incendiário da Europa

por John Wolf, em 01.06.15

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Amanhã é o primeiro dia do resto das nossas vidas - bem que podia ser o título da canção para acompanhar o filme de Tsipras e a lenda da Grécia no Euro. Mas antes de continuar a insistir no lirismo desta saga, convém sublinhar o seguinte respeitante a uma eventual saída grega do Euro. Em primeiro lugar, a mesma já está a decorrer. Há largos meses que milhares de milhões de euros têm vindo a fugir daquele país. As quantias detidas em depósitos bancários têm vindo a diminuir a um ritmo assinalável, mas não significa que tenham sido apagadas do balancete da economia europeia. Bem pelo contrário. Esses dinheiros foram transferidos para outros destinos onde o Euro é a divisa oficial. Por outras palavas, os outros países da Zona Euro têm beneficiado com este processo de letargia política e monetária. A máxima tempo é dinheiro serve na perfeição para diagnosticar metade do problema - a saída de capitais da Grécia e não o inverso. Segundo as últimas confissões de fontes oficiais, a haver uma saída grega, Tsipras e o que restar do seu governo, terá todo o interesse em infligir os maiores danos possíveis aos países da zona Euro - os únicos responsáveis por todos os males e aflições da nação helénica. De fonte de inspiração para revoluções ibéricas e não só, Tsipras passará a ser o arguido principal de algo mais gravoso - o semear de caos e dissensão na Europa. Nem vou arrastar outras nuances de vendetta, como o abraço fraterno a Putin e a clara demarcação em relação ao projecto de construção da União Europeia. Poderemos afirmar, com pouca margem de reserva, que um desfecho dissidente da Grécia, servirá em última instância para o início de algo negativo - o redesenhar de fronteiras ideológicas acentuadas. A traição da Esquerda será o mote para o avanço de propostas ultra-conservadoras um pouco por toda a Europa. Nessa medida, Tsipras pode ser chamado à liça como obreiro da ascensão de regimes deploráveis, nacional-facciosos. A Esquerda revolucionária que invoca a libertação esclavagista poderá bem ser a responsável pela morte do consenso, as facadas dadas na Europa que ostenta os falos maiores da Democracia. Não esqueçamos por um instante sequer que estes lideres foram eleitos. Emanam da opção terrena, da escolha livre e iluminada de quem acredita em ilusões, mas que encontrará no seu caminho um destino mais penoso. Legítimo, dirão alguns, mas pesaroso.

publicado às 19:13


1 comentário

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De José Lima a 04.06.2015 às 12:26

O comentador anterior tinha plena obrigação de saber que o Fidez húngaro é um tradicional partido democrata-cristão que se mantém coerentemente fiel à matriz fundacional da família política em que se integra, ao invés de outros partidos ditos "democratas-cristãos" e "conservadores" da Europa, como o PP espanhol ou o PSD português que, atraídos por uma lógica radical de extremo-centro, estão sempre prontos para cometerem as piores traições ao seu eleitorado de base e se renderem a todas as causas fracturantes da moda, tudo na condição de manterem a sacrossanta carteira incólume. E quem assim não se comporta desta forma rasteira, pois pelos vistos parece que é populista... Populista por defender a vida dos nascituros inocentes e indefesos contra o massacre do aborto; populista por sustentar a instituição tradicional do casamento como a união entre um homem e uma mulher; populista por se opor ao "diktat" centralista federalista de Bruxelas; populista, enfim, por insistir em defender a matriz civilizacional cristã da Europa contra a nova ordem jacobina que querem impor aos povos da Europa à revelia da vontade - dita soberana... - destes.

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