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Tsipras vai para casa com pulseira

por John Wolf, em 13.07.15

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Tsipras não serviu o seu povo. Tsipras não vingou a ideologia. Tsipras não pode ser considerado um herói da Esquerda. Após 6 meses de desgaste, alegadamente conducente à libertação da Grécia, Tsipras regressa a casa com um pacote de Austeridade ainda mais exigente. A teoria dos jogos de Varoufakis não funcionou. Foi uma roleta sem russos. Mas isto é apenas um lado da história. Do outro lado do balcão assistimos a uma Europa vergada pela política de cosmética, do Euro a qualquer preço, da União a qualquer custo. Daqui por 3 meses regressaremos ao mesmo confronto de inoperâncias, a igual défice de confiança e à uber-falência da Grécia. A capitulação grega é completa e deve ser considerada humilhante por aquele país. Veremos como o parlamento se irá orientar. Veremos como reagirá um povo traído em Referendo. Fui e sou adepto da ideia de ruptura, do reset de um país, da reconstrução da efectiva soberania, do regresso ao Drachma. A União Europeia acaba de adiar a inevitabilidade da falência que não pertence apenas aos gregos. O resgate, assim como outras modalidades de ajuda, não passa de uma pulseira que acorrenta não apenas o futuro dos helenos, mas de todo um continente.

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publicado às 12:12


3 comentários

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De Ricardo a 13.07.2015 às 13:09

Só alguém muito alienado pela dialética política vigente poderia acreditar que o "socialismo" burguês françês poderia fazer a diferença perante o quadro europeu actual.O sistema bi-partidário(tipo bloco central no euro)tomou conta da política e da estratégia ao serviço do sistema económico/financeiro e da visão de um mundo de competição entre blocos(já não só entre Estados)onde a Europa está agora(já o estava em outros sentidos)a meio caminho entre o sistema USA e o sistema China.E o pior é que perdemos 40 anos(não foram só 20)a encher "chouriços" com lutas ideológicas inúteis e ultrapassadas(que ainda persistem qual loucura,sendo muitas vezes apenas camuflagem para interesses oportunistas e corruptos)tendo como resultado as "mil" fracções na suposta "esquerda" e a alienação de uma percentagem importante do eleitorado(pondo de lado agora os abstencionistas e afins desconfiados)a qual poderia e deveria estar a "fomentar" uma alternativa verdadeira e credível(a qual se existe não se descortina)tendo em conta a realidade e a situação do país e do contexto na UE.Salva-se nisto tudo(no contexto nacional e europeu)até ver os tachos dos corruptos instalados(com algumas excepções) e dos "comentadores"(tv e rádio)...e do humor(onde não param de aumentar as novas oportunidades).Trágico
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De vitor a 13.07.2015 às 13:56

Este tipo (Tsipras) é bipolar e anda literalmente a brincar com os lideres da UE. Ele não vai executar coisíssima nenhuma do que lhe é exigido. Vai continuar a viver à custa das toneladas de euros que lhe vão sendo atiradas para cima, verdadeiramente a fundo perdido. O problema, para nós portugueses, é que o Costsipras já tem a mesma lição bem aprendida. Isto nos próximos tempos promete mesmo.
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De Anónimo a 13.07.2015 às 23:04

A esquerda é excelente a fazer declarações humanitárias, a arrogar-se a  ser a única salvação, a única facção humanitária. Infelizmente existe uma França que também esse condão de ser o país que se arroga a ser a salvadora da solidariedade europeia. A França neste momento não consegue agregar-se internamente e por isso este presidente medíocre quis mostrar esta noite que é mais humano que a congénere alemã: ajudar solidariamente ao ajuste da grilheta da Grécia ao peso do Euro foi esta noite a sua humaníssima missão.

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